retrospectiva

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sábado, 21 de junho de 2014

Paris, 21 de junho de 2014 - Dia 05

Hoje começa o verão aqui.
E hoje é dia de Fête de la Musique.
A primeira festa da música que vivenciamos na Europa foi em Praga e nem sabíamos o que estava acontecendo! Ficamos extasiados com a quantidade de músicos pela rua, em todos os cantos havia grupos, famílias, casais, cantando, tocando, fazendo música. Foi lindo! Depois descobrimos que a chegada do verão é comemorada todos os anos com a Festa da Música.
No ano seguinte, estávamos em Paris, e também foi mágico, curtimos música de todos os tipos, pelas ruas da cidade, madrugada a dentro. Foi quando decidi que gostaria de estar em qualquer cidade da Europa todos os dias 21 de junho da minha vida... rssss... seria bom, né?
Pois hoje estivemos!!!

Mas, antes de cair na "gandaia", nosso dia também foi marcado pela visita super querida de nosso grande amigo Júnior, ou tio Zúneo, como diz Joaquim. Já tínhamos encontrado parte da família no Brasil, quando Ana e Bibi chegavam da França e nós partíamos para cá. E hoje, pouco antes de Júnior embarcar para o Brasil, tivemos algumas horas de matar a saudade e foi muito bom. Mesmo em meio ao desencontro deles indo e a gente vindo, foram encontros deliciosos!!

Depois que Júnior partiu, fomos para a rua, pra conferir o agito. Este ano parecia tudo um pouco mais muvucado, muita gente, muito barulho, mas felizmente também algumas coisas muito boas! Tivemos um momento de catarse curtindo o pôr-do-sol no pátio do Museu do Louvre e fechando na Pont des Arts... foi realmente mágico! A Fête de la Musique encerrou ao som de "tum-tchi-tum"na sacada de nosso apê.

Para celebrar a amizade!

Porque bom mesmo é dar risada!

Orquestra na rua

Pôr do sol especial

 Só ou acompanhado, o importante é fazer música

Grata surpresa no caminho de volta pra casa

A cidade luz brilhando 

Ouvir esse cara foi "de chorar" de tão lindo...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Paris, 20 de junho de 2014 - Dia 04

Precisamos resolver esse jet leg! E o fato de o sol se pôr às 22h30 não ajuda muito porque nos dá a sensação de que o dia está de fato começando quando a gente acorda... só que não! Acordamos, almoçamos e quando colocamos o pé na rua já eram quase 17h!!! E o comércio fecha, a visita à torre de Notre Dame encerra, os museus cerram suas portas e por pouco não ficamos a ver navios... O que salvou nosso dia foi o Centre Pompidou, que fecha apenas às 21h. E assim nosso dia acabou na companhia dos "modernos" deste lugar incrível tanto pelo seu acervo quanto pela arquitetura.
Durante a visita, Joaquim dormiu praticamento o tempo todo no carrinho que (mais do que sabiamente) alugamos para os dias em que ficamos em Paris (dicas de aluguel AQUI) e assim curtimos calmamente as exposições e o clima gostoso que tem esse lugar.

Vista de Paris desde o Centre Pompidou

A arquitetura peculiar do Centre Pompidou



Le Centre Pompidou, ou Beaubourg como dizem os parisienses, rende boas imagens tanto dentro quanto fora de suas paredes...





quinta-feira, 19 de junho de 2014

Paris, 19 de junho de 2014 - Dia 03

O dia começou lindamente com um retorno nostálgico ao nosso amado bairro às margens do Canal de l'Ourq, onde moramos em 2012. Foi o melhor endereço, o mais agitado, boêmio e "vivo"em que moramos. A beira do canal parece estar sempre em festa e convida a alegria! Caminhamos na "nossa" rua, passando pelos Peniches, pela pracinha preferida de Joaquim e chegamos a La Villette, o parque da "bola gigante" como denominou Joaquim. Lá fizemos um piquenique delicioso e Quim andou no Manége (Carrossel) embarcando no avião de Le Petit Prince e no submarino Nautilus de Julio Verne - nada como uma boa dose de poesia, literatura e história para tornar umas voltas no Carrossel ainda mais divertidas!
O próximo destino do dia foi o Musée des Arts et Métiers, ainda inédito para nós. Aproveitamos a quinta-feira gratuit após às 18h. É um passeio bem bacana, com belos atrativos para os pequenos inclusive, como veículos e aviões expostos dentro do que já foi uma capela lindíssima. Lá também se encontra um Pêndulo de Foucault, pra comprovar que nosso planeta gira de fato! ;)
Neste dia que começou lindamente, tivemos uma experiência não tão boa mas que nos mostrou a importância de um bom seguro de viagem. Durante o passeio no Museu, percebemos que Joaquim foi ficando abatido, e quente! A febre que o acompanhava desde o Brasil mas dava tréguas generosas, resolveu voltar com força. Nossa pediatra, que acompanhava o quadro, havia nos enviado uma mensagem dizendo que àquela altura a temperatura não poderia subir mais, se subisse deveríamos procurar um médico. Ligamos para o seguro e o serviço foi super eficiente. Nos perguntaram se queríamos que o médico fosse até o Museu ou preferíamos a visita em nosso endereço. Resolvemos voltar para casa e logo que chegamos a campanhia já tocou, era le medicien, o médico. Pequeno examinado, medicado e dormindo... fechamos o dia com um vinho tinto na sacada, porque ninguém é de ferro!


Às margens do canal de L'Ourq

Peniche Antipode, com espetáculos infantis e serviço de bar a bordo

Nosso Petit Prince!

Estação de metrô para o Musée des Arts et Métiers - a preferida de Joaquim 

Conhecendo o museu de artes e ofícios

Pêndulo de Foucault

Que piá que não gosta de ver um desses de perto?!

Nosso passarinho curtindo o museu com febre... ô dó...

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Paris, 18 de junho de 2014 - Dia 02

Nosso dia começou tarde, dormimos até às 11h30! Mas há de se considerar que estávamos super cansados da viagem e que no Brasil seriam apenas 6h30 da madruga, ou seja, jet lag total!

Uma das coisas boas do "sempre teremos Paris!" é que quando se está de volta, não há mais aquela urgência de ver tudo, e nos permitimos começar o dia devagar. Hoje foi assim, além de acordar tarde trocamos o café da manhã pelo almoço e saímos só à tarde para bater perna na Cité. Fomos direto ao coração da cidade, o marco zero, a Catedral de Notre Dame. Fizemos a caminhada clássica, passando pelo Hotel de Ville, Notre Dame, mercado das flores, margens do Sena até a Pont des Arts...

Abre parêntesis (ficamos impressionados com a quantidade absurda de cadeados na ponte!! Na primeira vez que estivemos em Paris, em 2001, haviam pouco cadeados, entre 2010 e 2012 a quantidade havia aumentado, mas de 2012 pra cá as laterais da ponte foram fechadas com camadas e camadas de cadeados!!!! Não é a toa que há um movimento para que as pessoas encontre outra forma de expressar seu amor em Paris!). Fecha parêntesis.

... passamos pelo Louvre e finalizamos o dia nos gramados das Tuileries, vendo o sol se pôr e a Torre acender.

Margens do Sena

Torre Eiffel vista das Tuleries

Descanso nas Tuleries

Jardin des Tuleries

Músico e o paredão de cadeados na Pont des Arts

terça-feira, 17 de junho de 2014

Paris, 17 de junho de 2014 - Dia 01

Estou escrevendo da sala de nossa "morada" em Paris, se é que podemos chamar de morada um lugar onde viveremos apenas 15 dias... mas acho que que sim, podemos, pois escolhemos com todo carinho este apartamento às "margens" do Parc des Buttes Chaumont, um dos parques que mais amamos na cidade luz. Estamos no sexto andar e, com a vista que temos, nos sentimos morando sobre a copa das árvores do parque. O apê é um xuxuzinho e Philippe, o proprietário, nos recebeu super bem e nos deixou bem a vontade, partindo logo após uma breve explicação de como tudo funcionava (alugamos pelo site housetrip.com e foi super tranquilo!)

Joaquim fazendo um lanchinho e apreciando a paisagem...

E como beleza pouca é bobagem, descobrimos ao entrar no apê que temos vista para a Torre Eiffel!! Ou pelo menos parte dela...

Registro feito logo na primeira noite...
Agora mesmo, ela sinaliza com seu brilho mágico as 23 horas de uma noite recém escurecida. Quando acendeu, às 22h, com o sol se pondo ainda, nós três aqui vibramos! Joaquim foi quem nos avisou: "A torre tá piscando, a torre tá piscando!!!!", foi a maior festa. Ficamos os três num abraço emocionado como que hipnotizados pelas luzes, na sacada do "nosso" ninho, respirando o ar de Paris e nos sentindo muito gratos por poder estar aqui mais uma vez.

Desta vez estamos de férias e é claro que queremos ver (sempre de novo) as coisas lindas que a cidade tem a oferecer, mas mais do que isso, o sentimento é de que viemos relembrar algumas coisas boas que vivemos aqui e que acreditamos ser possível levar conosco para onde fôssemos. Depois de 2 anos de volta ao Brasil, vimos que algumas dessas coisas se perdem em outra geografia, mas somos teimosos e acho que viremos sempre buscar e relembrar coisas boas que vimos tão possíveis de se viver aqui, como por exemplo, a falta de pressa, a contemplação, a possibilidade de se viver com poucas coisas, a polidez e gentileza no trato com o próximo, etc e etc e etc...

Hoje foi nossa chegada e instalação no apartamento. Joaquim e eu embarcamos doentes, eu sem voz e Quim com febre intermintente desde domingo. Apesar disso, a viagem correu bem e foi tranquila, com exceção da vomitada que Quim deu quase chegando... mas tudo bem, deu pra contornar. E apesar disso, é claro que meia hora depois de nos instalarmos já fomos para a rua, fazer um reconhecimento de área e comprar muitas besteirinhas e coisas deliciosas para a matar a saudade das gourmandises francesas.

Agora é colocar o sono em dia para aproveitar ao máximo o que temos pela frente!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Contando os dias...

Cá estamos em contagem regressiva!! Tanto é que Joaquim teve a idéia genial de fazer um calendário para contar os dias. Papel, cola, barbante, canetas, fita crepe e algumas prints e lá fomos nós para a produção!

Desde sempre nutrimos esse gosto no Quim de contar os dias por algo especial. Isso porque criança tem essa coisa meio louca com o tempo, né? 'Amanhã' é toooodo o futuro, 'Ontem' é a toda uma vida que já passou... então dizer que faltam 10 ou 60 dias pra eles dá na mesma. Ele nem sabia ainda o que eram números ou calendário e já criamos sistemas de contagem regressiva com ele. Sempre funcionou!

Esse foi o calendário de contagem para o retorno ao Brasil, em 2012.

Aqui o calendário que fizemos para o Dia dos Pais em 2013, ele estava ansioso para dar o presente...
Então que para esperar a viagem, ele quis muito fazer um calendário, 12 dias antes, isso é muita coisa para um pequerrucho de 4 anos, mas conseguimos administrar, vários dias ele queria andar o aviãozinho (que deslizava num barbante) duas vezes no mesmo dia, como que apressando o tempo...

Contando os dias para a viagem a Paris 2014! 

Demorou, mas o dia do embarque finalmente chegou!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Em Paris, como os parisienses...

Uma das coisas que mais ouvimos falar de quem viaja pelo mundo afora é sobre o desejo de vivenciar o cotidiano, de experimentar o gostinho da vida real nos destinos visitados. No fundo acho que isso tem um tanto de ilusão, pois por mais que se fuja dos pontos turísticos e se tente uma real imersão na cultura e costumes de um lugar que não o nosso, nós viajantes, seremos sempre forasteiros. Um mês de férias, ou um ano sabático, nunca serão suficientes para que nos tornemos "um deles"...

MAS eu acho sim que é possível viver "pequenas grandes alegrias" se nos poucos (ou nem tão poucos) dias de uma viagem buscamos possibilidades de vivenciar experiências que fazem parte do cotidiano do lugar onde estamos.

Em nosso primeiro mochilão pela Europa, láaaa em 2001, esse não era o foco, pois tínhamos o ímpeto de ver o máximo possível nos 28 dias pelo velho mundo. Então assumimos total o papel de turistas e sim, batemos ponto em todos os "cartões postais" possíveis, curtimos muito cada um deles e foi o máximo! Nessa viagem também caímos de amor e decidimos que um dia ainda viveríamos uma experiência mais calorosa, mais próxima com a cidade de Paris... Quem não, né? Mas a gente tem disso, sempre que viajamos elegemos os destinos "moráveis", e Paris foi o primeiro deles

Por isso, nos sentimos super realizados, quando 9 anos depois, surgiu a oportunidade de viver na apaixonante cidade luz por 15 meses (11 meses em 2010/2011 + 4 meses em 2012).

Essa experiência nos abriu uma portinha pela qual sempre teremos vontade de passar novamente, e sempre de novo terá um gostinho de "volta ao lar". E é essa a sensação que sentimos no momento, "estamos indo de volta pra casa...". Nós inclusive tentamos alugar o mesmo apartamento onde vivemos nos 4 meses e meio de 2012 para ficar desta vez e só não conseguimos por 2 dias... foi o tempo de alguém chegar antes de nós para ser feliz em Paris como nós fomos "morando" no 19éme, a beira do Canal d'Ourq...

Tudo isso é a introdução para falar de uma das maneiras que consideramos das mais próximas de se "viver em Paris, como os parisienses" independente do número de dias na cidade... alugar um apartamento! Dá pra dizer que temos uma certa experiência no assunto, afinal esta será a quarta vez. O quarto apê onde viveremos a delícia de morar em Paris, sim porque num hotel a gente se hospeda, mas num apartamento, a gente mora! E pra nós, cada um desses endereços foi nosso endereço oficial pelo período que passamos lá. A princípio tivemos a impressão de que era a solução perfeita para uma longa temporada, mas logo percebemos que para curtas temporadas também é perfeito! E por curtas, leia-se menos de uma semana!

Nós experimentamos três agências: dois apartamentos pela LODGIS, um pela PARIS ATTITUDE, e agora, um pela HOUSE TRIP. As duas experiências com a Lodgis foram muito boas, fizemos toda a negociação e contato com uma atendente brasileira que vive há anos em Paris e ela foi super disponível e solícita em tudo o que precisamos. Com a Paris Attitude, toda a negociação foi em francês, poderia ter sido em inglês também, e foi igualmente tranquilo. Agora estamos experimentando a House Trip, e também estamos curtindo muito. Este site tem a facilidade de podermos tratar tudo em português mesmo (contando com um tradutor automático) e de pagar no cartão de crédito, as outras agências pediam o pagamento em dinheiro na hora do check in, então tínhamos que pagar o valor de um aluguel mais uma grana de garantia (geralmente o mesmo valor de um aluguel, quando mensal) que era devolvida no final.

Até agora tivemos boas experiências com as condições do apê, sempre consideramos o imóvel melhor do que as fotos mostravam, e sempre encontramos uma estrutura bem bacana com todo o necessário para cama, mesa e banho. Cozinhas bem equipadas, banheiros bons, etc. E o melhor é esse sentimento de estar morando na cidade, de passar num mercado e comprar coisinhas gostosas para preparar um bom jantar, que degustaremos sob o brilho das luzes da Torre Eiffel ao longe, ou delicinhas para o café da manhã que podemos tomar na varanda com vista para o parque... é só escolher o endereço!!