retrospectiva

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terça-feira, 25 de julho de 2017

dias 05 e 06 - Revisitando lugares do coração

Segunda-feira o dia amanheceu cinza. Apesar disso e de uma dorzinha nas pernas que incomodava Joaquim tínhamos combinado de ir ver a exposição dos dragões neste dia, uma vez que no domingo não rolou. Perguntamos para Joaquim se ele achava que conseguiria caminhar para ver os dragões... imagina se não!?! Decidimos sair e ver no que iria dar. No máximo voltaríamos logo pra casa. Foi a melhor decisão. Logo que saímos de casa, passarinho já começou a caminhar mais a vontade e ele mesmo se surpreendeu.

Pegamos ônibus, RER e Tramway para atravessar a cidade e ir até Porte de Versailles, no parque de exposições. Combinamos que Ismael e Joaquim iriam visitar a Dragonland e eu daria um rolé pela região (o preço do ingresso de adulto está salgadinho, minha gente!). Feitos os combinados, os meninos partiram para a terra dos dragões e eu fui bater perna sozinha (ADORO!!).

MoleQuim curtindo a Dragonland - Exposição temporária no Parque de Exposições de Porte de Versailles

Estávamos num lado da cidade que nos era familiar e eu comecei caminhando "ao vento", sem me dar conta de onde exatamente eu estava. Conforme andava fui reconhecendo nomes de ruas, cores, fachadas... meu coraçãozinho começou a bater mais forte quando me dei conta de que estava muito nos arredores de nosso primeiro endereço em Paris, quando viemos lááaaa em 2010... resolvi que iria passar em frente ao nosso prédio e caminhar nos mesmos caminhos daquele ano tão mágico... e caminhei, e caminhei, e caminhei... ainda não tinha chegado em nosso antigo endereço quando resolvi olhar o relógio. Tinha combinado um horário para encontrar Ismael e Joaquim na saída da exposição e achei melhor voltar. Eu tanto tinha caminhado que para voltar resolvi pegar um metrô e um tramway... Cheguei. Escolhi uma mesinha no café combinado, fiquei na dúvida entre pedir um café ou uma pinte de bière... era final de tarde, happy hour, pedi a bière. Abri meu livro e me senti muito francesa, lendo num café...

Ismael registrou um flagrante e ainda saiu junto na foto, ali no cantinho...

Meus meninos chegaram. Joaquim todo felizinho, papai idem (a tal dor nas pernas passou completamente!!! Passarinho estava até dançando!! he he...). Resolvemos continuar o programa de revisitar a região e lá fomos nós, caminhar pelo Parc André Citroën, revisitar suas fontes e alamedas. Dar uma pausa no parquinho onde Joaquim ensaiou seus primeiros passinhos e finalmente passar em frente ao nosso primeiro endereço parisiense, no 15éme. Foi lindo. Ismael e eu estávamos feito bobos, Joaquim curioso tentava entender nosso deslumbramento e comemorava junto conforme contávamos a história e os fatos a ele.

Na primeira foto um registro de 2012, alto verão em Paris e Joaquim se refrescando nas fontes do Parc André Citroën. Na segunda foto um registro de 2017, alto verão em Paris e Joaquim bem protegido do vento friozinho enquanto contávamos as peripécias dele no parque alguns anos antes.

Primeira foto, Ismael carregando Joaquim no inverno de 2010. Segunda foto, Ismael carregando Joaquim no verão de 2017. Parque André Citroën.

Este era o caminho enrre o parque André Citroën e o apartamento onde moramos entre Outubro de 2010 e Janeiro de 2011, no 15éme. Era o máximo caminhar olhando para a Torre Eiffel láaaa na frente... Primeira foto Jan 2011, segunda foto Jul 2017.
Registros feitos no parquinho próximo ao nosso antigo endereço no 15éme. Foto 1 - Jan 2011. Foto 2 - Jul 2017.

A emoção de revisitar nosso primeiro endereço em Paris! (Eu estava emocionada, já Joaquim... rsssss...)

Na época em que moramos perto do Parc André Citröen havia vários brinquedos que nem visitávamos nos parquinhos, pois Joaquim não tinha idade para experimentar... Dessa vez ele usou e abusou!

Penso que este reencontro com um momento tão feliz nos motivou ao programa do dia seguinte: resolvemos voltar um pouquinho mais no passado e revisitar o ponto zero. O endereço onde ficamos nos primeiros 40 dias do período de 11 meses que vivemos por aqui em 2010/2011. Foi incrível como as coisas aconteceram naquela época! Ismael encontrou no (finado) Orkut o post de uma brasileira que morava nos arredores de Paris oferecendo seu apartamento por um período que incrivelmente coincidia com nossa chegada. E mais, ela tinha um bebê da idade de Joaquim (9 meses na época), ou seja, ficaríamos os primeiros dias num apartamento com quarto de bebê e estrutura completa (trocador, banheira, cadeirão para comer, brinquedos...), apenas perfeito! Foi assim que conhecemos a Carla, o Rui e o Pierre e foi super bacana!!! Depois de nossa estadia, nos encontramos mais algumas vezes, e foi sempre muito bom!

Mas antes de pegar o trem para Deuil-la-Barre, tínhamos uma missão, o que resultou em mais uma visitinha num lugar do coração! Fomos fazer a inscrição para o curso de francês que Ismael vai fazer a partir da próxima semana. A escola fica pertinho de onde moramos em 2012, quando voltamos para morar aqui por mais 4 meses e meio, eleito nosso melhor endereço até então: às margens do canal de L'Ourq.Enquanto Ismael foi na escola, Quim e eu curtimos a Paris Plage, uma área de lazer montada nas duas margens do canal com areia, espreguiçadeiras, brinquedos, etc. Tudo isso exatamente em frente ao prédio onde moramos! Nossa vontade dessa vez era tentar alugar o mesmo apartamento, mas infelizmente não estava disponível.

Nosso endereço atual fica perto dessa região, uma caminhadinha de 10 minutos e voilá!

Quim matando a saudade da chuvinha!
Ismael voltou da escola e nos encontrou pedalando no canal! Ao fundo o prédio onde moramos em 2012.



Cumprida a missão do dia e aplacada a saudade da antiga vizinhança, seguimos para o ponto zero. Para chegar lá puxamos pela memória e Ismael tinha o nome da estação na ponta da língua: Épinay-Villetaneuse. Fica na Banlieue, ou seja, a região metropolitana de Paris. Consultamos o mapa e vimos que nossos cartões Navigo (transporte público) abrangiam esta área*. Saímos depois do almoço, rumo a Gare du Nord, grandes linhas, Gare d'Épinay-Villetaneuse.

Ao descer do trem já bateu aquele sorriso bobo, um sentimento de voltar, de viver de novo, de conhecer tão bem um lugarzinho tão distante de nossa realidade atual... E o engraçado é que ao chegar nem sabíamos exatamente o que buscar. Visitar o antigo endereço? Refazer caminhadas daqueles dias? Dar um pulo no mercado que sempre tinha preços incríveis? Na dúvida, fizemos tudo! Começamos passando pelo endereço onde moramos... foram apenas 40 dias, mas foi nossa chegada em Paris!!! Coração bateu forte. E Joaquim só acompanhava: "olha aquela janela, filho!! Era seu quarto! Ali era a janela da cozinha! Cortaram as plantas da entrada..."

Chegando na estação de trem com aquela sensação de estar "voltando pra casa"...
Nosso primeiro endereço!! As duas janelinhas no telhado do prédio branco são do apê onde moramos por 40 dias chegando na França em 2010...

Em seguida, fizemos o caminho do Chemin Vert, que havíamos explorado algumas vezes na época. Uma rua que leva a um parque gostoso para caminhar, piquinicar e criança brincar. De lá nossa meta era ir para a beira do rio Sena, cuja margem oferece mais uma área deliciosa para caminhadas e piqueniques. Meio sem querer, no caminho para lá, encontramos o Supermarché que tínhamos na memória cujos preços e ofertas eram incríveis. Continuam sendo! Saímos de lá com o guarda-roupa de Quim-Quim renovado!! he he he... E quem resiste a camisetas a 2 euros, calças (jeans!) a 6 euros e casacos a 12 euros??!? Sem falar no kit de 7 meias a 4 euros!!! Nunca comprei tanta meia junta pro moleque!!! rssss... Além das roupitchas para molequim, compramos coisinhas para fazer um piquenique, pois nosso alvo ainda era a magem do rio Sena.

Parque próximo ao local onde moramos em Deuil-la-Barre...

Piquinicando às margens do rio Sena em Épinay-sur-Seine

Passeio às margens do Sena em Épinay-sur-Seine

Matando as saudades das redondezas...

Pergunta daqui, pesquisa dali e encontramos!! Esse foi um dos passeios que a Carla havia nos indicado láaaa em 2010 e que nós amamos fazer! Caminhar às margens do rio Sena fora de Paris. É outra geografia, outra paisagem e tão lindo quanto!! Ao chegar elegemos um lugarzinho para o nosso piquenique e ficamos lá... sendo felizes...

Voltamos para nossa casa com a noite feita, pra lá de 22h. E felizes da vida!!!



* Pesquisando sobre a abrangência dos nossos cartões Navigo Decouvérte (cartão para usar o transporte público), Ismael descobriu que eles vão bem além do que estávamos imaginando!!! Por exemplo, já tínhamos planos de, em algum momento, fazer uma "viaginha" para Provins, uma cidade medieval que fica a 100 Km de Paris. Estávamos pesquisando alugar um carro, fazer um roteiro de 3 dias para aproveitar a saída e, além de Provins, visitar o Castelo de Fontainebleau e vilarejos no caminho. Pois não é que o Navigo cobre toda essa região?!?! Foi lindo saber disso!!! Pois assim vimos que dá pra fazer bate-e-volta sem ter o gasto com aluguel de carro e hospedagem!! Bora lá!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Dias 03 e 04 - Tudo é velho. Tudo é novo.

Escrevo agora, domingo à noite. Acho que começamos a regular o sono... ou, ao menos, não estamos mais tão abalados com o cansaço da viagem e o fuso de 5 horas. Mas estamos de férias e estamos em Paris. E então nos permitimos também um pouco daquele luxo de deixar o sono e os horários mais soltos que na vida ordinária.

Ontem sábado, nos programamos pra acordar não tão tarde, afinal, possivelmente teríamos visita para o almoço. Então me aprumei pra ir ao mercado fazer comprar pro final de semana.
Ir ao mercado é uma aventura e exige certo tempo. Produtos desconhecidos, a grande maioria são marcas novas para nós, a localização dos produtos, tentar entender a lógica de preços. Resolvi ir ao Lidl novamente, e isso daí também é outra aventura por que ele é bem lotado – e lotado de pessoas que conhecem onde estão os produtos, as marcas, os preços, então estão bem em outro ritmo de compras que eu. Mas, sinceridade, também não estamos tão descontextualizados. Há produtos e marcas que já conhecemos de outras ocasiões, então, nestes casos, há o prazer do reencontro.
Neste sentido, temos experimentado nos últimos dias, várias vezes gemer gostoso, aquele gemido de hummmmmmm quase doído. Cada primeira mordida num queijo, cada primeira colher de iogurte, cada madeleine, pain au chocolat e gole de vinho roubam de nós um pouco de alma, um gemido e um sorriso de quem diz: “há quanto tempo!!”.

De volta em casa, descobri que as visitas iriam chegar mais de tarde. Cozinhamos, almoçamos e Aline partiu em sua jornada pro espetáculo em La Seine Musical. Previsão de tempo pra ela chegar lá: 1h15... No extremo oposto de Paris, já até fora da cidade.

Fiquei preguiçoso em casa com Quim, mas a vontade de estar pela cidade não deixa muito tempo. Ainda há uma euforia, apesar do cansaço, esse desejo de comer tudo, ver tudo, respirar tudo.
O dia esfriou, nublado, até molhado o chão acordou de manhã. A perspectiva de realizarmos um piquenique no final de semana não era promissora, mas, em Paris, nunca se sabe a hora que um piquenique pode acontecer em sua vida... Fomos então ao mercado (novamente – falei que temos vontade de comer tudo?), comprar mais alguma besteirinha pra um eventual piquenique.


Logo as visitas chegaram: Júnior, Ana e Bibi vieram de Laon (ao norte de Paris) pra nos encontrar. Que coisa tão boa! Aline até brincou dizendo que “agora sim chegamos na França”. Amigos tão queridos de longa data. Desde a primeira vez que viemos pra Paris, em 2010, quando nos conhecemos, estabelecemos uma amizade linda e fácil que alimenta o coração de todos.
A última vez que nos encontramos fazia já 3 anos, em 2014. Naquele ano, antes de viajar de férias a Paris, encontramos com Ana e Bibi por duas horinhas no Brasil (ela estava de férias lá), e assim que chegamos aqui, na mesma semana, encontramos Júnior, vindo de Laon pra passar o dia conosco uns dias antes dele ir ao Brasil.

Ao andarmos pela rua neste sábado, nos demos conta de que fazia pelo menos 5 anos o último passeio juntos por aqui.... com sentimento de que foi recém na semana passada.
Andando pelo bairro, fomos até ao Canal de l’Ourcq, onde está tendo o Paris Plage. A tarde já quase virava noite, e sentamos por ali: vinho queijo, madeleines... realmente, ensacolar alguns itens antes de andar pelas ruas, aumenta a possibilidade de um piquenique surpreender você em Paris. E sentamos bem ali, olhando pro antigo apartamento em que moramos em 2012, na borda do canal.

Joaquim e Bibi tem idade próxima, e, sem se verem há três anos, significa que não se viam há quase metade de suas curtas vidas. No começo foi aquela timidez, mas ao longo do final de semana, fomos vendo a parceria e amizade surgindo novamente. E que dupla!

No domingo de manhã, fomos a um “brocante” (feirinha de rua de antiguidades e cacarecos) aqui perto. Daquelas coisas fantásticas pra se fazer em Paris, vendo a história e o tempo por entre seus dedos: máscaras de madeira vindas da África, bijouterias antigas, cartões postais enviados de lugares distantes há tempos, medalhas de guerras que se perderam de seus heróis, capacetes de diferentes exércitos que testemunharam momentos sofridos, uma louça perdida sem par, um cachimbo usado, um vestido demodê, um livro novo barato, um brinquedo feio, uma moldura sem tela... tudo a negociar, a pechinchar. Pra nós, e o prazer de ver, imaginar, muito além do que ter.

A tarde a ideia era levarmos as crianças para visitar a Exposição Dragonland... do outro lado de Paris. Fomos todos de carro – e que delícia andar de carro em Paris! Foram pouquíssimas vezes que tivemos esta experiência. Aline estava feito turista japonesa tirando fotos de tudo em todo percurso. No caminho, lembramos que hoje seria a chegada do Tour de France, na Champs Elysée, e que haveria um trajeto dentro da cidade. Achei o máximo discutir com Júnior alternativas de caminho pra evitar as ruas fechadas. Mas se andar de carro é legal, engarrafar em Paris é comum. E mesmo hoje domingo, o trânsito não estava fácil. Alguns trechos semi-interrompidos por obras em andamento, e algum caos, mesmo tentando desviar, causado pelo Tour de France. Resultado: chegamos tarde demais na exposição. Desespero de Quim, lamento dos outros, voltamos engarrafando um pouco mais para casa.


Mais uma refeição juntos, alguns planos de reencontro no período, agendamento de uma visita a Laon em breve. Conquistas, frustrações, desejos, compartilhar a alma.

Por fim, Paris é um pano de fundo, embora linda e empolgante, ela se torna em certos momentos uma madrinha para nós, e não mais a rainha dominante. Uma dinda que nos recebe, mas que não é o centro. A dinda que nos presenteia, mas o cafuné é muito mais que o regalo.

Os cheiros de Paris, os sabores, as luzes, as cores, a arquitetura, os sons... e os afetos. Cada mordida de queijo, gole de vinho ou olhar pra uma janela antiga nos rouba um suspiro. E os abraços saudosos que dão tanto sentido em estarmos por aqui de novo. Tudo é velho. Tudo é novo.

Vive la France!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Paris, 19 de junho de 2014 - Dia 03

O dia começou lindamente com um retorno nostálgico ao nosso amado bairro às margens do Canal de l'Ourq, onde moramos em 2012. Foi o melhor endereço, o mais agitado, boêmio e "vivo"em que moramos. A beira do canal parece estar sempre em festa e convida a alegria! Caminhamos na "nossa" rua, passando pelos Peniches, pela pracinha preferida de Joaquim e chegamos a La Villette, o parque da "bola gigante" como denominou Joaquim. Lá fizemos um piquenique delicioso e Quim andou no Manége (Carrossel) embarcando no avião de Le Petit Prince e no submarino Nautilus de Julio Verne - nada como uma boa dose de poesia, literatura e história para tornar umas voltas no Carrossel ainda mais divertidas!
O próximo destino do dia foi o Musée des Arts et Métiers, ainda inédito para nós. Aproveitamos a quinta-feira gratuit após às 18h. É um passeio bem bacana, com belos atrativos para os pequenos inclusive, como veículos e aviões expostos dentro do que já foi uma capela lindíssima. Lá também se encontra um Pêndulo de Foucault, pra comprovar que nosso planeta gira de fato! ;)
Neste dia que começou lindamente, tivemos uma experiência não tão boa mas que nos mostrou a importância de um bom seguro de viagem. Durante o passeio no Museu, percebemos que Joaquim foi ficando abatido, e quente! A febre que o acompanhava desde o Brasil mas dava tréguas generosas, resolveu voltar com força. Nossa pediatra, que acompanhava o quadro, havia nos enviado uma mensagem dizendo que àquela altura a temperatura não poderia subir mais, se subisse deveríamos procurar um médico. Ligamos para o seguro e o serviço foi super eficiente. Nos perguntaram se queríamos que o médico fosse até o Museu ou preferíamos a visita em nosso endereço. Resolvemos voltar para casa e logo que chegamos a campanhia já tocou, era le medicien, o médico. Pequeno examinado, medicado e dormindo... fechamos o dia com um vinho tinto na sacada, porque ninguém é de ferro!


Às margens do canal de L'Ourq

Peniche Antipode, com espetáculos infantis e serviço de bar a bordo

Nosso Petit Prince!

Estação de metrô para o Musée des Arts et Métiers - a preferida de Joaquim 

Conhecendo o museu de artes e ofícios

Pêndulo de Foucault

Que piá que não gosta de ver um desses de perto?!

Nosso passarinho curtindo o museu com febre... ô dó...

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Paris, 18 de junho de 2014 - Dia 02

Nosso dia começou tarde, dormimos até às 11h30! Mas há de se considerar que estávamos super cansados da viagem e que no Brasil seriam apenas 6h30 da madruga, ou seja, jet lag total!

Uma das coisas boas do "sempre teremos Paris!" é que quando se está de volta, não há mais aquela urgência de ver tudo, e nos permitimos começar o dia devagar. Hoje foi assim, além de acordar tarde trocamos o café da manhã pelo almoço e saímos só à tarde para bater perna na Cité. Fomos direto ao coração da cidade, o marco zero, a Catedral de Notre Dame. Fizemos a caminhada clássica, passando pelo Hotel de Ville, Notre Dame, mercado das flores, margens do Sena até a Pont des Arts...

Abre parêntesis (ficamos impressionados com a quantidade absurda de cadeados na ponte!! Na primeira vez que estivemos em Paris, em 2001, haviam pouco cadeados, entre 2010 e 2012 a quantidade havia aumentado, mas de 2012 pra cá as laterais da ponte foram fechadas com camadas e camadas de cadeados!!!! Não é a toa que há um movimento para que as pessoas encontre outra forma de expressar seu amor em Paris!). Fecha parêntesis.

... passamos pelo Louvre e finalizamos o dia nos gramados das Tuileries, vendo o sol se pôr e a Torre acender.

Margens do Sena

Torre Eiffel vista das Tuleries

Descanso nas Tuleries

Jardin des Tuleries

Músico e o paredão de cadeados na Pont des Arts