retrospectiva

retrospectiva

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Junho em Paris

Junho em Paris já começou com muito jeito de despedida. Seria o último mês inteiro que teríamos na Europa, último mês do curso do Ismael, último mês no apartamento... então o jeito era aproveitar e aproveitar.

Em Junho eu tive meu Fête des Mères, ou Dia das Mães. Na França é comemorado no último domingo de Maio, mas como estávamos viajando, assim que chegamos em Paris fui presenteada com um dia só meu. Foi especial, acordei sem pressa pra nada, dei beijocas nos meus meninos e saí para curtir a cidade de um jeito diferente, de um jeito personnel. O dia estava lindo e a máquina fotográfica foi minha companheira ideal, caminhei muito registrando imagens que quero carregar comigo pra sempre, almocei nas Tulleries, observando o mundo passar... uma delícia. Voltei pra casa feliz.


Prioridade de pedestres


O que os europeus mais sabem fazer: aproveitar o sol!



"Ontem para o amanhã", loja de antiguidades.



No final de semana seguinte, acordamos sem nada programado, o dia estava espetacular, com a maior cara de "é primavera! aproveite o dia!", em questão de uma hora tivemos a idéia de fazer uma "bicicletada", procuramos onde alugar as bikes na internet, ajeitamos as coisas para o evento e saímos a caminho da Paris à vélo c'est sympa!, loja onde pegamos as bikes. E este foi eleito como um dos melhores dias da nossa temporada!! Foi maravilhoso pedalar pela cidade, sentir como tem espaço e respeito para o ciclista, circular pela ciclovia do Promenade Plantée e depois explorar os bosques do Bois de Vincennes, há menos de meia hora de pedalada de Paris. Lá visitamos a Cartoucherie, um espaço super bacana dedicado ao teatro e atividades artísticas e depois fizemos um piquenique no Parc Floral. Foi mágico.


Pedalando em Paris. Com Ópera da Bastilha à frente





Dia de pedalada, sensacional!




No Bois de Vincennes




Piquenique no Parc Floral




Pra fechar o dia, passeio de barco no Lago Dausmenil



Em junho também fizemos a última soirée com o pessoal do curso do Ismael. Reunimos o pessoal para uns queijos e vinhos - pense no que isso significa na França! - e foi muito gostoso! Ares de despedida para a maioria e de um "até breve" para alguns colegas que ainda veríamos em breve.
Aproveitamos ainda um dos últimos finais de semana para conhecer o trabalho da Companhia Abricadabra, no Peniche Antipode, que apresenta peças de teatro para os pequenos. Foi bem legal, Joaquim curtiu o espetáculo (nós também) e nós curtimos o Peniche(Joaquim também, que é um barco atracado às margens de um canal do Rio Sena.

Curtindo o convés do Peniche num canal do Rio Sena



Acabamos de assistir "À la recherche du doudou perdu", "Em busca do cheirinho/nana/paninho perdido" numa tradução livre



Neste último mês aproveitamos também para fazer programas derradeiros, do tipo "é agora ou nunca", e um desses foi a visita guiada à Ópera Garnier. Vale muito a pena!!! Ficamos impressionados e curtimos demais! Nossa lista de programas derradeiros era considerável e é lógico que não conseguimos fazer tudo, mas assim é que é bom, né? Tem que ficar um gostinho de quero mais.
Ismael e Joaquim curtindo o espaço da platéia.





é muito luxo! hall da ópera.





O Fantasma da Ópera tem lugar cativo...




Assim que terminou o curso do Ismael, nós fizemos as malas e partimos para Praga, onde estava começando um evento bem interessante na área que ele pesquisa. Lá estavam também alguns dos colegas do curso e nos sentimos muito cidadãos do mundo encontrando com amigos para tomar um chopp num barzinho em Praga! A cidade é linda, ficamos bem localizados, muito perto do Castelo, uma das referências turísticas, e para ir ao centro antigo tínhamos que passar pela Ponte Carlos, um espetáculo de esculturas à céu aberto, sendo que atravessávamos a Ponte no mínimo duas ou quatro vezes ao dia. Ficamos em Praga por uma semana, deu pra curtir bem, desbravar bastante.

Joaquim jogando pedrinhas no Rio Voltava





A cidade é tomada por esculturas lindas, em fontes, cemitérios, monumentos...





Espetacular! Fim de tarde na Ponte Carlos








Igreja de St. Vito, no Castelo de Praga




De lá seguimos para Viena, onde encontramos com a Lu, a Mariana e o Serginho, (Sérgio, o anfitrião, estava viajando a trabalho) pessoas queridas que conhecemos através do Blog do Joaquim e que nos receberam super bem! Foram três dias na capital da Áustria e, com nossos guias super dedicados e atenciosos, fomos explorando e nos apaixonando pela cidade. Foi muito gostoso ver lugares lindos e altamente inspiradores como o Palácio de Schönbrunn ou o Museums Quartier, um espaço incrível que reúne exposições de arte moderna e contemporânea, entre outras coisas; ou ainda se emocionar com Klint no Belvedere. E foi especial estar no aconchego de um lar, bater papo com a Lu antes de ir dormir, falar sobre a vida na Europa, sobre a cidade de Viena, sobre as crianças, e ver Joaquim e Mariana, que tem praticamente a mesma idade, se curtindo e brincando tanto.




Vista privilegiada a partir do Museu do Belvedere








Joaquim e Mariana no Palácio de Schönbrunn




Ismael e Joaquim curtindo o espaço do Quartier






Pra fechar o mês, tinha o meu aniversário. O que fazer pra celebrar essa data quando se está morando numa cidade maravilhosa, tendo voltado recentemente de um "passeio" por duas das mais belas capitais européias e com uma última viagem deliciosa prestes a acontecer antes do retorno ao Brasil? Sem contar que o dia do meu aniversário era o dia que antedecedia a entrega do apartamento... passamos o dia faxinando!!! É muito glamour, rsssss... mas era preciso. E pra não dizer que o dia foi só escova e sabão, demos uma escapadinha estratégica para aproveitar o fim de tarde no gramadão mais próximo.




Joaquim encontrou uma centopéia perdida e passeou muito com a bichinha!





Fazendo amigas na praça!







Dia 30 de junho encontramos com Mr e Mme Aïssy, os proprietários do apê, entregamos as chaves, fizemos os últimos acertos e nos mudamos para um hotel, próximo de nosso, até então, endereço, o que foi uma ótima idéia pois foi bem tranquilo para ir levando a bagagem aos poucos, ao longo da manhã. Nós tínhamos ainda que resolver questão da bagagem, pois como iríamos fazer a viagem pela Itália, precisamos dividir entre o que levaríamos conosco e o que ficaria para quando partíssemos para o Brasil. Parece simples, é só achar um lugar pra deixar duas malas... mas em Paris isso não é nada simples! Pesquisamos depósitos, aeroporto, etc, tudo caríssimo! Ismael perguntou para uma colega austríaca, que alugou um apê em Paris se daria pra deixar com ela (por 12 dias!). Ela foi um pouco vaga, falando sobre o pouco espaço mas que ela tinha um conhecido que morava num apê maior... vixe, onde nossas coisas iriam parar?!?! Tadinha, ela era bem legal, mas aí a gente vê as diferenças culturais, a preservação do próprio espaço (que é bem pequeno) é uma coisa muito importante para o europeu (em geral). Foi então que nos ocorreu de perguntar a amigos brasileiros, afinal somos todos do time do "sempre tem um jeitinho". Eles foram uns queridos, estudantes em Paris, morando num estúdio super compacto, foram super solidários e guardaram nossas malas (nada compactas!) por alguns dias.





E assim, com tudo resolvido e encaminhado, terminamos nosso mês de junho em Paris e demos início ao mês do nosso retorno. É... estava acabando...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pra não ficar no vácuo... mais notícias!

De 25 de maio pra cá muita água rolou... E como eu nunca tive paciência com blogs que simplesmente param no tempo, sem atualização, sem final, sem mais nem menos, achei por bem vir aqui e atualizar o Oui Paris. Este, que tinha como meta ser o registro de um ano très délicieux, mas que acabou ficando para trás, afinal a concorrência com o Chéri Joaquim era injusta... O ano foi com certeza très délicieux, e tão delicioso que faltou tempo pra vir aqui escrever sobre os dias bons que vivemos. Em sendo assim, agora que já estamos dos lados de cá do Atlântico, me deu vontade de completar a saga, então boralá contar um pouco mais...

Por hora vou finalizar o mês de maio, que além da visita dos sogros ainda contou com algumas emoções. Enquanto os sogros esticavam a viagem até a Alemanha, onde foram visitar um amigo, nós demos uma fugidinha para ir ver nossos amigos em Laon: Béatrice, Ana Paula e Júnior. Foram dias muito gostosos, onde a máxima era o famoso Carpe Diem, ou "aproveite o momento". E assim foi. Afinal, quando imaginamos que estaríamos numa cidadezinha do interior da França, comendo churrasco preparado no quintal da casa de amigos brasileiros praticamente franceses? Os dias com esses amigos queridos foi marcado por um sentimento forte nutrido por muita conversa boa, caminhadas gostosas pela pacata Laon, a boa gastronomia com a qual nossos anfitriões não cansavam de nos surpreender e uma saudadezinha que desde então já começava a bater: "será que algum dia voltaremos à simpática Laon?", foi a pergunta que fiz a Ismael. Pois é, viver em outras paragens por uns tempos tem dessas coisas. A casa de Ana Paula, Júnior e Béatrice, com certeza é um lugar onde teremos vontade de voltar, num final de semana qualquer... assim, como se fosse logo ali...





Joaquim e Béatrice curtindo uma horta...


caminhando pela linda Laon


um jantarzinho "basiquê" com Ana e Júnior...




Churrasco na França!





Bom, voltamos a Paris. Sogros voltaram da Alemanha e tivemos mais alguns dias gostosos. Entre uma visita e outra aproveitamos o tempo ótimo e fizemos o que o bom parisiense faz: fomos para a rua! Mais especificamente para os parques, grama, sol, lagartear... tudo de bom! Ainda em maio foi a vez de Ana, Jú e Béa virem nos ver. Como vez ou outra eles vem à capital, aproveitamos uma dessas vindas para um passeio gostoso pelo Promenade Plantée, isso depois que o sol finalmente deu as caras e já tínhamos nos rendido a um piquenique indoor... o reencontro foi delicioso!


caminhando no Promenade Plantée




Béa e Quim curtindo a areia num parquinho...




No fim do mesmo dia encontramos amigos brasileironovaiorquinos que estavam chegando em Paris. Já saímos batendo perna com Marcos e Michelle, pra entender o "mapa" da cidade, terminamos o dia com vinho e papo bom em casa... não tem preço... ou melhor, tem, vinho na frança é muito barato!!!!!!!!! Já estamos com saudades, rssss... Mas voltando aos dias de maio... Com eles fizemos mais alguns programas legais como perambular por Montmartre com Michelle e piquenique noturno para ver as luzes da Torre acendendo. Foi tudo muito bom!



Mi e Marcos marcando presença em Paris!




Joaquim com Michelle no Café da Amélie, em Montmartre





E, finalmente, em maio ainda, viajamos para Amsterdam. Essa era uma viagem que estávamos querendo fazer desde que chegamos na Europa, mas nunca dava certo. Desta vez planejamos com antecedência e fomos. Mas, por fim, a conclusão foi a de que, (para nós, casal na faixa dos 35, com filho de um ano e pouco), Amsterdam não é o canal. Os museus foram bem legais, mais os de Paris são mais legais; pegamos um tempo péssimo, muito frio e vento, o que dificultava um tanto as caminhadas pela cidade; achamos a cidade linda, mas era muito difícil transitar com o carrinho de bebê e concorrer com as bicicletas - elas tem prioridade absoluta, sempre! Enfim, Ismael fala mais sobre essa aventura lá no Grande Mundo Colorido. Só concluo dizendo que nossa experiência foi bem específica - casal com bebê - e acho que para o resto da humanidade Amsterdam pode ser bem interessante!!
Uma vez lá, o canal é aproveitar!!! Passeio de barco pelos canais da cidade, bem bacana.




foto clássica...


Qualquer hora dessas continuo com as atualizações!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aproveitando Paris...

E como vou aprender a falar francês se, morando na França, vou à feira e o senhor da barraca onde vou pedir informação fala a língua portuguesa-com-certeza; se vou ao mercado e o caixa é filho de caboverdiano (será que é assim que chama?) e cresceu ouvindo o português em casa; se peço um táxi e o motorista que me aparece é português, ora pois; e, finalmente, se vou ao Café les Deux Moulins, aquele da Amélie, e o garçon que nos atende é de São Paulo????!!!!! Assim fica difícil, né?
Mas crises linguísticas à parte, estou em dívida com este blog. Tem muita coisa pra registrar, temos conhecido muuuuitos novos cantos de Paris com as visitinhas que tem vindo ou quando estamos só nós três, pois o espírito agora é de aproveitar ao máximo o tempo que nos resta. E nos resta pouco tempo... menos de dois meses para embarcarmos para o Brasil.

Bom, e nesse clima de "bora lá aproveitar", estivemos em Bois de Bologne, no ainda inédito para nós, Parc de Bagatelle. Fizemos piquenique com sogro e sogra que estavam nos visitando. É lindo! E no outro extremo de Paris, no Bois de Vincennes, conhecemos o Parc Floral de Paris, uma surpresa deliciosa, pois chegamos lá meio sem querer, e ficamos encantados, um clima delicioso, muita gente na grama, caminhos e caminhos por entre as flores, que estão exuberantes. São dois lugares indicadíssimos para um sabadão ou domingão preguiçoso largado ao sol.



Parc de Bagatelle - Bois de Bologne



Parc de Bagatelle - Bois de Bologne





Parc Floral de Paris - Bois de Vincennes





Parc Floral de Paris - Bois de Vincennes




Com os sogros também experimentamos Paris na versão see sight, ou seja, de cima daqueles ônibus turísiticos que exploram a cidade toda. Acho que não é meu jeito preferido de "experimentar" uma cidade, mas veio a calhar, fez o tempo render e poupou as pernas de todo mundo, he he. Optamos pela empresa OpenTour, os pontos de parada dos ônibus são bem sinalizados e indicados no mapa da empresa, só achamos a espera pelo busão meio demorada, afinal ninguém que está passeando em Paris quer perder meia hora no ponto, né? E também aconteceu de pegarmos o ônibus lotadão na parte de cima, então tivemos que andar embaixo, maior calor e a vista fica comprometida... bom, estes são os poréns.

Ainda aproveitando a presença de vovô e vovó aqui em Paris, Ismael e eu tivemos a chance de desbravar Paris by night. Fomos ao cinema, com direito a caminhada pela agitadíssima região da Bastille e parte do Marais depois do filme. Aqui em Paris praticamente só existem salas de cinema "de rua", ou seja, eles não estão só em shoppings centers, como acontece em muitas cidades no Brasil. Acho isso bem legal, pois assim parece que existe espaço pra todos, desde salas pequenas, onde só são exibidos filmes cult, ou só filmes latinoamericanos, ou só filmes franceses, ou mesmo os blockbusters até as grandes salas de redes estrangeiras onde geralmente estão os blockbusters, além dos filmes franceses mais comerciais. Conhecemos também a vida noturna às margens do Canal St. Martin, ou mais precisamente Canal Ourqc, que é a extensão do St. Martin. Estava uma noite super gostosa e havia muitos grupinhos reunidos pelas calçadas ao longo do canal, rodinhas de violão, piqueniques noturnos, garrafas de vinhos e muito papo, num clima contagiante de "vamos aproveitar a noite". Escolhemos um dos Peniches que ficam atracados na margem do canal, o Antipode, onde rolava um som ao vivo super bacana num espaço de apresentações na parte interna, onde tem teatro infantil durante o dia e shows à noite, e depois tomamos um vinho no convés, onde tem mesinhas e um bar. Achamos este um programa super especial, pela noite gostosa, mas também por ser uma coisa tão específica de Paris, o público que estava lá não era de turistas, e o lugar não estava cheio, nos sentimos um pouco mais franceses, he he... Em nossa última noite com "babás" para o Joaquim optamos por ir para o Quartier Latin, o oposto do recanto francês e calmaria do Peniche. Lá estava (e sempre está) lotado de turistas, mas foi super gostoso também, sentir o agito da cidade à noite, ver aqueles barzinhos e restaurantes lotados, escolher uma mesinha convidativa numa calçada e tomar uma cervejinha. Foi muito bom.


E finalmente, o último (mais recente) recanto em que estive não foi lá muito inédito, mas foi uma experiência nova. Fui bater perna em Montmartre com nossa amiga Michelle que estava por aqui, Ismael tinha compromisso então fomos nós, meninas, mais Joaquim, passear por lá. O roteiro básico, descer do metrô na estação Blanche, em frente ao Moulin Rouge, tirar fotos; subir a rua em direção ao café da Amélie Poulain, que na verdade se chama Café les Deux Moulins, mas desta vez com direito à parada para tomar um refresco - foi aí que veio nos atender o garçon paulista; depois seguir subindo pelas ruinhas charmosas até a igreja de Sacre Coeur. A novidade pra mim foi que desta vez o passeio foi muuuuito tranquilo, diferente das últimas quatro vezes em que estivemos lá com visitinhas que estiveram aqui em Paris. Já subimos lá em dia chuvoso com meu irmão meio doente, em dias lindos mas com as ruas superlotadas impossibilitando qualquer passeio agradável, e também com pressa, com hora certa para voltar para casa pegar malas e ir para o aeroporto. Desta vez o dia estava lindo, estávamos sem a mínima pressa e, o mais importante, as ruas estavam super transitáveis! Tinha até uma feirinha ao lado de Sacre Coeur, mas bem tranquila, nada de muvuca. Deu pra curtir muito, fotografar muito, olhar as coisas com calma. Achei que Montmartre já tinha esgotado para nós, mas dessa vez foi tão bom que deu vontade de voltar com Ismael e Joaquim para sentar na praça, que agora virou um lugar ótimo, cheio de mesinhas e cadeiras e muita sombra, para comer ou beber alguma coisa num fim de tarde qualquer. Vai para a lista das coisas a fazer ainda...











Sim, fizemos uma lista, na verdade um mural, na geladeira, com lugares que ainda queremos ver e coisas que queremos fazer antes de ir embora. A dica foi da Mabel, e ajuda muito visualizar tudo o que queremos fazer nos dias que nos restam e ir eliminando (curtindo) cada coisinha. Dá uma sensação maior de tempo bem aproveitado.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Giverny e Vale do Loire

Mamãe e irmãozinho partiram e deixaram lembranças de dias intensos, e gostosos! Além de revisitar Paris, o que é uma constante quando recebemos visitas, aproveitamos para fazer algumas coisas inéditas que reservamos para fazer quando eles viessem.

Isso foi uma coisa interessante que combinamos assim que começamos a "agendar" as visitas que receberíamos durante esta temporada em Paris. Deixar algumas coisas específicas para fazer com quem viesse, ou seja, não ficaríamos apenas repetindo programas mas aproveitaríamos as visitas também para desbravar novidades. E assim foi com Giverny, onde ficam a casa e os jardins de Monet, e o Vale do Loire, com seus inúmeros castelos, lugares que conhecemos nos últimos dias.

Giverny fica a 50 minutos de trem de Paris. Foi uma viagem super tranquila, saindo da Gare St. Lazare. Compramos os bilhetes na hora, mas como era domingo, e período de vacances, pegamos uma fila considerável. O mocinho da SNCF que nos atendeu até nos aconselhou a deixar Giverny para outro dia, pois só pegaríamos o trem das 13h50, o que ele considerava um pouco tarde, mas fomos persistentes e fomos assim mesmo. Não nos arrependemos. Talvez com mais tempo tivéssemos ir ver também o Museu dos Impressionistas, mas voilá, foi um tempo bem bom para visitar os jardins e a casa do mestre Monet. Tudo muito lindo, tudo inspirador!


Jardins de Monet



Nós na casa de Monet



Para ir ao Vale do Loire, alugamos um carro, saímos de Paris pouco antes do meio-dia de uma sexta-feira direto a Amboise, cidade onde Leonardo da Vinci passou seus últimos dias de vida. Visitamos o castelo e a tumba do grande da Vinci. O dia estava lindo, a viagem foi deliciosa, a visita também. No dia seguinte visitamos os castelos de Blois e Chambord, mais beleza, mais história. Concluimos que o Vale do Loire merece mais tempo, talvez uma semana, para ser bem visitado, são inúmeros castelos, e opções de visitas. Em Chambord, por exemplo, o castelo é lindo, mas os arredores também! É uma imensa área verde que pode ser explorada em trilhas a pé ou de bicicleta, tem muito gramado para fazer piqueniques sem a mínima pressa, passeios de barco, etc. Ou seja, dá pra passar um dia inteiro só ali! Ismael e eu decidimos que um dia vamos voltar com mais tempo! he he...


Castelo de Chambord

Brindando o Vale do Loire!



Agora estamos num intervalo de visitas vindas do Brasil, logo chegam os pais do Ismael. E lá vamos nós planejar mais passeios e encontrar destinos inéditos para conhecer com quem vem!!

domingo, 17 de abril de 2011

Ritmo diferente...

Eu ia escrever mais sobre a viagem à Provence e Carcassone, contando como continuou e coisa e tal (foi tudo lindo!!), mas Ismael foi mais rápido e registrou tudim aqui (Andamos Pelo Mundo Prestando Atenção em Cores). Pra nós a viagem acontece em várias etapas, os preparativos e pesquisas, depois a viagem em si, e por fim os registros e memórias... tudo faz parte e tudo é curtido de forma intensa. E desde que voltamos desta viagem, parece que estamos num outro ritmo por aqui. Porque estamos com visitas praticamente desde que chegamos: primeiro veio nossa amiga Aninha, do Brasil, passando por Amsterdã, Paris e daqui foi para Barcelona. Enquanto ela ainda estava por aqui, veio nosso amigo Carlos, de Portugal, passar um final de semana conosco. Foi uma festa! A festa da Primavera em Paris!!! O tempo estava maravilhoso, caminhamos muito, fotografamos muito, fizemos piqueniques e assistimos parte da Maratona de Paris. Foi muito bom. Carlos partiu na segunda-feira, Aninha na quinta-feira e na sexta-feira chegaram minha mãe e irmão... ai que emoção... esperar mamãe no aeroporto, ver meu irmão surgindo no portão de desembarque... chorei... um chorinho gostoso que foi rapidinho substituído por sorrisos mil. Agora estamos em plena "maratona" de visitas com eles: na sexta mesmo foi o "reconhecimento de área", uma caminhada "básica" passando pelo Arco do Triunfo, Champs Elysées, tomar café num Paul, Grand e Petit Palais, Ponte Alexandre III, Place de la Concorde, Tulleries. Hoje foi a Torre, de todos os ângulos possíveis, vista desde a Ilha dos Cisnes, da ponte Bir-Hakeim, de baixo, do meio, do topo. Subimos! Desde que chegamos em Paris, em agosto do ano passado, já passamos pela Torre algumas tantas vezes, mas ainda não tínhamos subido. Hoje enfrentamos a multidão, a fila, o elevador lotado, o friozão na barriga com aquela altura toda e lá chegamos! É de tirar o fôlego. Tem-se que fazer um certo esforço para abstrair o borburinho, a multidão, a massificação do momento. E se a gente consegue, nem que seja por um minuto, vale muito a pena! É lindo, e é absurdo se sentir tão no alto! Os planos para amanhã são Giverny e os Jardins de Monet. Vamos ver o que o dia nos reserva... E além das visitas, nosso ritmo também já mudou um tanto pelo sentimento muito presente de que nossa temporada na Europa está acabando. Ainda faltam 3 meses. Isso pode ser muito tempo, e pode ser pouquíssimo tempo. Ainda estamos fazendo aulas de francês, o Ismael está a mil com sua pesquisa para o doutorado, o que confere certo ar de rotina à nossa vida parisiense. Mas por outro lado, estamos com visitas e receberemos mais visitas, e temos viagens agendadas para Amsterdã, Laon, Praga, Viena e (ainda por definir) Itália. Ou seja, esses 3 meses vão voar!!! Mas voilá, c'est la vie!!! E uma vie en rose diga-se de passagem! he he he... então bora lá aproveitar tudo e mais um pouco.
Passeio no Rio Sena com Ana e Carlos

Piquenique na Pont des Arts com Ana e Carlos

Desbravando Paris!


Com mamãe na Tour Eiffel



Desbravando Paris com Mamãe e irmãozinho querido!

sábado, 26 de março de 2011

Um giro pela Provence

Dias de dilema: esperar o passaporte do Joaquim ficar pronto para saber o que daria para salvar das férias, ou mudar os planos e ir para algum lugar na França mesmo, de carro ou de trem, o que dispensaria o passaporte... opção B foi a escolhida. Destino: Sul da França, região da Provence. Já tínhamos eleito este destino, mas iríamos para lá no final de nossa temporada aqui na Europa. Resolvemos inverter, Itália e Grécia ficarão para o final. Com a carteirinha Enfant + do Joaquim, compramos passagens de trem TGV com 50% de desconto, e no dia seguinte embarcamos animadíssimos rumo a Aix-en-provence. Decidimos eleger uma cidade como QG que fosse bem localizada, onde pudéssemos ficar hospedados a maior parte do tempo, e de lá partiríamos para passeios de um dia pelos arredores. Aix-en-provence foi uma ótima escolha! É uma cidade maiorzinha, com mais estrutura, mas com todo o charme "provençal", estamos num flat pertinho do centro histórico. Esse lance do flat também foi interessante. Pesquisando na internet, escolhemos o hotel pelo custo-benefício, e só quando chegamos aqui é que entendemos que não é bem um hotel, mas um apart-hotel, estamos num apezinho de um quarto, sala e cozinha. O que para nós é ótimo, temos uma estutura para fazer refeições em "casa", tem um quarto para quando Joaquim vai dormir antes de nós, ou seja, sempre. Assim ainda temos a sala para jantar com calma, ficar de bobeira e planejar o dia seguinte. Muito bom. E o que dizer da Provence? É de emocionar. Por onde a gente passa, temos a impressão de que o cenário está montado e um filme vai começar a ser rodado a qualquer momento. Villages, ou pequenas vilas, tão encantadoras quanto calmas e silenciosas. Aix-em-provence é maior e tem um agito gostoso de centrinho da província. Temos feito passeios deliciosos, saindo de Aix rumo ao norte, rodamos uma meia hora até chegar numa primeira village convidativa, vimos ao longe uma cidadezinha sobre a colina, com a torre da igreja bem no topo. Impossível não dar uma parada. E assim conhecemos Cadenet, Lauris, Lourmarin, Ansouis, e no dia seguinte Boux, Apt, Roussillon, Gordes, Ménerbes. Em todas essas pequenas vilas, que na verdade são cidadezinhas independentes, invariavelmente encontramos ruas vazias, muito silêncio, a igreja e, quase sempre, um castelo, e portas e janelas de cartão postal, que nos inspiram a fazer o mesmo que a personagem de Sob o sol da Toscana – entrar por uma destas portinhas e ficar! Em algumas villages nos deparamos com um pouco mais de movimento, como em Lourmarin, onde havia uma praça com vários cafés e restaurantes e pessoas sentadas ao sol degustando um bom vinho da Provence. Não deixamos por menos, foi aí mesmo que almoçamos no primeiro dia, sentados ao sol, num restaurantezinho super charmoso, com direito a uma entrada linda de morrer e tão gostosa quanto, seguida do prato principal e sobremesa, tudo acompanhado de um bom vin rouge. No segundo dia fizemos um piquenique em Roussillon, com direito a tábua de queijos, baguete, azeitonas e, é claro, um bom vinho. Joaquim achou o máximo caminhar sobre as folhas secas, brincar de juntar folhinhas e até se deitar sobre elas. Depois do piquenique caminhamos pela cidade, toda em tons de ocre, cor marca-registrada da região. No terceiro dia de viagem, resolvemos mudar o rumo, ao invés do norte, fomos para o sul de Aix-em-provence, em direção ao mar mediterrâneo. Mas antes saímos para uma caminhadinha em Aix, fazia uma bela manhã de sol e soubemos de um feira de flores no centro histórico, aqui pertinho. Além da feira de flores, passamos por outras duas, uma delas bem grandona, e linda! Temperos, queijos, sabonetes, essência de lavanda, azeite de oliva... muitas coisas típicas da região, foi de encher os olhinhos. Chegamos à praia de Cassis, pertinho de Marseille, na hora do almoço. O dia estava maravilhoso, céu azul e muito sol, porém fresquinho. Perfeito para bater perna e admirar o azul do mediterrâneo. Cassis é uma praia pequeninha, com muita gente endinheirada, a orla estava fervendo, muuuuuita gente sentada ao ar livre nos cafés e restaurantes. Comentei com Ismael que ao invés de cheiro de mar, sentíamos cheiro de dinheiro andando por ali, de tanta gente chiquetosa junta! Almoçamos por ali e depois fomos nos sentar na arei... ou melhor, nas pedras da praia. Sim, no lugar da areia, pedrinhas brancas e redondinhas, dá até pra caminhar descalço e se deitar sobre elas. Joaquim adorou brincar de juntar pedras! Em Cassis ainda fizemos um passeio de barco para ver os Calanques, paredões imensos de pedra que formam pequenas baías. Na volta para Aix, passamos por Marseille, mas não paramos, o dia já tinha rendido muito! Ainda temos bons dias pela frente e muitas idéias de como preênche-los! Logo voltamos com mais notícias. A bientôt! Ménerbes Vista de Gordes
Castelo de Gordes
Vista de Roussillion
Lavanda - Roussillion
Inúmeras janelas de beleza singela
Lauris
Porta do castelo de Ansouis


Vista de Loumarin
Entrada no almoço em Lourmarin Cassis