retrospectiva
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Desbravando Portugal
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Coisas novas no mundo da neve...
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
As belezas de Paris
Estes dias frios e cinzentos nos dão muita vontade de ficar no aconchego da nossa casa, mas ao mesmo tempo a cidade tem toda uma beleza que precisa ser contemplada. Dia desses voltei para casa um pouco mais tarde e já estava escuro, nevava... me dei conta de que eu ainda não tinha visto como a rua pertinho de casa está lindamente iluminada para o Natal. Foram penduradas luzinhas atravessando a rua e no meio do cordão sempre tem um Torrinha Eiffel de luzes, e lá no fim da rua, ao longe, a gente vê a Torre de verdade toda iluminada. É mágico.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Neve...
Meu primeiro contato com a neve, uma nevinha tímida ainda, foi mágico. Eu estava voltando da aula de francês, e tinha um chuvisquinho chato caindo, eu vinha distraída quando de repente notei que as gotinhas de chuva estava levinhas de tudo, planando no ar... não eram mais gotinhas, eram floquinhos!!!! Comecei a rir e olhar para o céu feito boba, foi tão lindo!!! Eu olhava para os lados para ver se tinha mais gente tão feliz quanto eu, as pessoas agiam normalmente - afinal para eles isso é normal! he he... - mas eu vi uma senhora fazendo festinha por causa da neve do outro lado da rua, deu vontade de ir lá comemorar com ela, mas a vontade de vir correndo para casa contar para Ismael e Joaquim era maior!!! A nevinha durou pouco, nem deu para acumular, mal deu pra ver, mas foi lindo.
Outro dia eu estava na sala de aula, estávamos em pleno exercício em grupo, quando o professor chamou nossa atenção para olharmos pela janela, estava nevando!!!! Neve mesmo, e víamos pessoas nas janelas do prédio em frente à escola, todos olhando deslumbrados, e na sala de aula as reações eram divididas, tinha o grupinho do "ah, la neige... ahã..." (era o pessoal da Rússia, Alemanha, etc.) e o grupinho do "la neige!!!! Mon Dieu, c'est très jolie!!!", claro que eu estava no segundo grupo, quase chorei, e depois de quase chorar, saí correndo da sala com o celular na mão para ligar para o Ismael e falar pra ele olhar pela janela... ele não atendeu o telefone, imaginei que estaria trocando ou fazendo Joaquim dormir. Mandei uma mensagem: "la neige!". Quando nos encontramos mais tarde soube que ele até saiu no terraço para dançar na neve enquanto Joaquim pensava "o que será que o louco do meu pai está fazendo?!?". Ai, ai, é tão bom a gente se emocionar com uma coisa assim, imagino que seja algo como ver o mar pela primeira vez quando a gente não conhece o mar desde criança... meu avô viu o mar pela primeira vez só depois dos 60 anos, acho que ele deve ter sentido vontade de chorar ou de dançar também...
Hoje à noite, quando Ismael chegou da aula, foi tirando a bota e casaco e me passando para eu vestir, sem entender muita coisa fui sendo (gentilmente) empurrada para o terraço e recebi "ordens" de ir lá fora e ver se eu encontrava um recado... olhei para baixo, na rua e vi a imagem da foto acima. Por essas e outras é que a neve emociona...
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Budapeste
Quando, há um mês atrás, resolvemos comprar as passagens para A viagem de novembro, abrimos o site da e-dreams, de passagens low cost, e um mapa da europa, que compramos na banca de revistas. Sem muitos critérios específicos fomos elegendo cidades no mapa e procurando preços na internet. Budapeste tinha um bom preço para o aéreo + hotel. E foi assim que a cidade voltou aos nossos planos de viagem. Faltando uma semana para embarcarmos, resolvemos pesquisar, afinal chegar numa cidade sem saber nada sobre ela é desperdiçar tempo e oportunidades! O Santo Google nos deu vários informações; a Lu, do blog Aventuras de uma família na Europa, também nos deu dicas bem legais e nos indicou o blog da Liana (Ela é americana... da América do Sul!) com ricas informações históricas sobre a cidade. Sabendo um pouco mais sobre nosso destino, começamos nossa aventura na sexta-feira pela manhã, nosso vôo era às 13h e precisávamos descobrir como chegar no aeroporto de Orly, em Paris, de trem.
Não foi difícil, descobrimos o itinerário na internet, site da RATP, e assim deu para calcular o tempo, quase 1 hora para chegar lá. No aeroporto andamos um bocado até encontrar os guichês da Easy Jet, eles ficam numa parte meio isolada do aeroporto, mas quem tem boca vai a Roma, no caso à Easy Jet! Embarque tranquilo, vôo tranquilo. Ah, a Easy Jet não oferece lanchinho no vôo, como estamos acostumados no Brasil, aqui eles vendem lanches, bebidas, roupas, acessórios... tudo e mais um pouco. Tem um catálogo à disposição dos passageiros e a gente pede o que quer.
Nosso hotel ficava pertinho da Ponte das Correntes (ou Széchenyi lánchid), que foi a primeira a ser construída ligando Buda e Óbuda à Peste. Estávamos super bem localizados, e o hotel era bem gostosinho. Achamos o atendimento eficiente, apesar de frio, os recepcionistas não eram de muito papo não, he he... Quando chegamos, tentamos a comunicação primeiro em francês, não rolou, depois em espanhol, não rolou, até que meu parco inglês resolveu ressucitar e eu virei a porta-voz da família. Ismael só agradecia em alemão! Eles providenciaram berço para Joaquim e sempre foram muito solícitos em nos deixar usar o microondas na cozinha para aquecer as sopinhas. Ah, e tinha frigobar no quarto, enchemos de sopinha caseira! O nome do hotel: Carlton.
Sobre a língua local, foi muito estranho não reconhecer nenhuma palavra! Até para olhar o mapa tínhamos dificuldades. Mas conseguimos nos virar bem, com meu inglês fraquinho. Ismael que ficava na maior agonia, porque ele adora interagir com o povo mas não conseguia, he he...
Estávamos hospedados a 1 minuto a pé da Ponte das Correntes, que atravessamos zilhões de vezes durante todo o final de semana. Fizemos praticamente todos os passeios a pezão, mesmo quando olhávamos no mapa e achávamos que era um pouco longe, logo pensávamos que caminhando a gente poderia ver mais coisas pelo caminho e fotografar e coisa e tal, e assim foi. Primeira pernada foi logo na tarde/noite em que chegamos. Atravessamos a ponte e, seguindo a dica do recepcionista do hotel, fomos ver a tal Feira de Natal que estava começando naquele dia, no centro de Peste. Só para atravessar a ponte levamos quase meia hora, de tanto que parávamos para admirar a vista da cidade, os prédios históricos iluminados e fotograr muito. Quanto mais andávamos mais empolgados ficávamos com a beleza de Budapeste.
A Feira estava lindona, foi bem legal começar o final de semana assim, pois ela reunia várias coisas típicas e muitas coisas lindas. Jantamos por lá mesmo, depois de muita dificuldade para conseguirmos nos familiarizar com a moeda local, o forint (1 euro = 250 forint = 2,40 reais), aliás passamos o findi todinho fazendo nó na cabeça para calcular o preço das coisas. E concluímos que Budapeste é uma cidade cara, embora tivéssemos lido o contrário. Na verdade concluímos isso porque passamos a calcular as coisas em reais, quando pensávamos em euro víamos que os preços estavam compatíveis com Paris, ou seja, caro!
No sábado, fomos presenteados com um sol lindo, coisa que há muitos dias não víamos em Paris. E percebemos que o dia clareia mais cedo em Budapeste. Vimos o sol nascendo às 7h. Começamos o dia visitando a Bazilika Szt. István, ou igreja de São Estevão. Uma das mais bonitas que já conhecemos!! Seu interior é de tirar o fôlego. Depois decidimos comprar tickets para o Sightseeing, ônibus turístico que passa pelos principais pontos da cidade e que permite saltar e pegar outro no decorrer de 24 horas. Os tickets incluiam também um passeio de barco pelo Danúbio. Acho que o ônibus é um jeito legal de entender como a cidade se distribui, as distâncias entre os pontos, etc. Nós fizemos o passeio completo e elegemos lugares para voltar depois. O único incoveniente é que o ônibus faz muitas paradas, tornando o passeio bem demorado. Depois do bus e do barco, foi a vez de bater perna novamente. Ficamos cerca de duas horas explorando a cidade no lado de Peste. Vimos o Mercado Central, um prédio magnífico, mas que infelizmente estava fechado; fomos caminhando pela Váci, que é um calçadão bem animado, com muito comércio, algumas praças e monumentos; passamos novamente pela feira de Natal e continuamos caminhando até o prédio do Parlamento, que é um espetáculo à parte. Não cansamos de fotografá-lo durante todo o dia, de vários pontos da cidade, ele é como um imã que atrai olhares e lentes por ser tão lindo. Há uma visita guiada para conhecê-lo por dentro, mas nós não a fizemos.
Interior da Igreja de Szt. István, ou São Estevão
Cidade vista da Citadella. Buda à esquerda e Peste à direita
Domingo, ao contrário do dia anterior, amanheceu e permaneceu cinza, fazendo jus ao clima outonal, mas pelo menos não choveu, deu para passar o dia inteiro batendo perna novamente. Começamos pelo lado de Buda. Saindo do hotel subimos a íngreme colina, empurrando o carrinho do Joaquim escada acima, até chegar no Mátyás Templon, ou igreja de Mathias. Um conjunto arquitetônico deslumbrante, com muitas torres, mosaicos, elementos decorativos, estátuas, etc. Além da construção em si, com ares medievais, que impressiona muito, lá de cima tem-se uma vista maravilhosa do Rio Danúbio e Peste. Ficamos um tempão admirando e fotografando tudo. Próximo dali está o Castelo de Buda, a construção imponente que mais se vê quando estamos às margens do Danúbio do lado de Peste. O Castelo abriga um museu com obras de artistas húngaros, moedas e relíquias, nós só conhecemos a parte externa. Dentre as coisas que nos chamaram bastante a atenção destaca-se uma fonte com a estátua de três crianças brincando com um peixe, linda!; e uma senhorinha tocando realejo perto do Castelo, ela era muito fofa, e aquele musiquinha enchendo o ar imprimia algo de surreal ao momento.
Caminhamos um pouco mais pelo parque enquanto tomávamos um vinho quente e sentamos à beira do lago para dar o lanchinho do Joaquim. Ele curtiu olhar os patinhos enquanto degustava sua papinha de fruta e víamos as luzes da cidade acendendo.
De lá pegamos um metrô, (o primeiro metrô da Europa Continental foi construído em Budapeste), e foi bem pitoresco, pois as estações são super antigas, algumas delas pareciam locação de filme de época. Descemos perto do calçadão da Váci e fomos fechar o dia na Feira de Natal, compramos uns enfeitinhos lindos entre outras coisinhas.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Antuérpia e Bruxelas
Resolvemos alugar um carro novamente. Carla e Rui, com Pierre, foram na quarta à noite e nós pegamos o carro na quinta e seguimos viagem. Como pegamos o carro às 10h, tínhamos a previsão de chegar lá por volta de 14h30... ahããã... teria sido assim se não fossem os percalços que sempre deixam uma história mais divertida para contar. Primeiro, como da outra vez, eu fui pegar o carro enquanto Ismael ajeitava Joaquim e juntava as coisas para viajarmos. Achei que estava abafando pois já tinha ido uma vez pegar o carro na Gare de Montparnasse... mas aquilo lá é um labirinto!!! Demorei mais desta vez do que da outra para achar a loja da AVIS. Mas achei, então vim tranquilinha para casa, carregamos tudo, resolvemos dar almoço para Joaquim antes de sair, e às 11h30 estávamos prontos, todos dentro do carro, tentando programar o GPS para nos levar à Bélgica. Mas não é que o bichinho só tinha o mapa da França?!?!? Claro que levamos um bom tempo para descobrir isto, pois estávamos achando que não sabíamos como programar o negócio. Constatado o problema resolvemos voltar à loja da AVIS para resolver. O GPS nos levou de volta até a Gare de Montparnasse, mas e quem disse que eu achava a entrada de carro para chegar até a loja! Afinal, até então eu só tinha saído de lá com o carro, nunca tinha entrado!! (da outra vez devolvemos o carro em outra loja mais perto de casa). Demos algumas voltas, até que resolvi estacionar na rua e, enquanto Ismael e Joaquim esperavam no carro fui a pezito até a loja. Chegando lá, sabe qual foi a solução que a mocinha me sugeriu? Colocar a cidade da França mais perto da fronteira com a Bélgica e ir até lá com a ajuda do GPS... e depois?!?!?!?! Ela só fez um levantar de ombros como quem diz "é o jeito...". E a mané achou que a gente ia ficar pagando aluguel do GPS dois dias sem usar porque a gente gosta de gastar dinheiro?!?!?! que idéia!!! Até que surgiu alguém mais esperto e pensou na possibilidade de olhar outro aparelho de GPS para ver se tinha mais opções de mapas. Bingo! Problema resolvido, uma hora perdida.
Finalmente começamos a viagem. Mas para sair de Paris, o GPS nos fez cruzar a cidade pelo centro, ao invés de nos levar por uma periferique, resultado: mais uma hora perdida... e para finalmente achar a saída de Paris foi outra sessão, pois havia obras na estrada e achamos que o GPS ficou meio perdidão, assim como nós, obviamente. Um pouco antes da hora prevista para chegarmos na casa de Carla e Rui estávamos finalmente pegando a autoroute... ai, ai... mas a partir daí a viagem seguiu tranquila... até chegarmos em Lille, na fronteira da França com a Bélgica.
Neste ponto da viagem houve o momento caos. Ismael se deu conta de que havia esquecido o passaporte (na outra viagem foi a carteira de habilitação), eu me perdi e entrei na cidade de Lille ao invés de apenas passar por ela, e Joaquim começou uma crise de choro de "ai que tédio!". Todos contribuimos para o momento mais tenso da viagem. Depois de algumas voltas consegui pegar o rumo certo novamente e nos aproximávamos da fronteira, ninguém falava nada, mas o balãozinho de pensamento era unânime "será que vão pedir passaporte na fronteira?"... e Joaquim chorava... mas ufa! Ninguém na fronteira, luzes apagadas, um ou dois carros da polícia federal estacionados, passagem livre. E viva a União Européia!!
Finalmente chegamos na casa de nossos amigos. Que delícia pisar em "terra firme" e entrar numa casa sequinha, quentinha e aconchegante! Choveu o tempo todo durante a viagem. Assim como choveu praticamente o final de semana inteiro. Mas isso não nos impediu de fazer bons passeios, ver muitas coisa lindas e experimentar um bom tanto da gastronomia belga. Carla e Rui foram ótimos anfitriões e nos mostraram pontos super bonitos, curiosos e típicos da Antuérpia e Bruxelas, que fica a 50 km dali. Rui podia ser guia turístico, pois sabe contar ótimas histórias e explicar a origem de muita coisa!! E para Joaquim foi tudo super legal, pois tinha um amiguinho da mesmo idade para brincar, Pierre e ele foram bons companheiros de brincadeira e bagunça.
A viagem de volta, no domingo foi mais tranquila, embora Joaquim também tenha tido seu momento chororô. Ismael dirigiu grande parte do tempo e pode experimentar as autoestradas européias. Chegando aqui, Joaquim ficou desmaiado na cadeirinha enquanto descarregamos o carro todo (e veio muuuuuita coisa, pois fizemos compras na Bélgica, lá as coisas são mais baratas), ele subiu dormindo e foi direto para o berço, enquanto papai se "divertia" procurando lugar para estacionar o carro. Foram voltas e mais voltas para, meia hora depois, deixar o carro a umas três quadras aqui de casa. Esta é Paris!
Experimentando deliciosos gofres com chocolate da Leonidas, em Bruxelas
- Sempre conferir as opções de mapas que o GPS do carro alugado oferece.
- GPS é muito bom, mas não é perfeito. Às vezes ele se engana, ou não se dá conta de barreiras na estrada, rssss...
- Não sei se é possível escolher o modelo do carro, sei que na hora de alugar escolhemos a categoria. Nas duas vezes pegamos o Petite, citadine 4 places (pequeno, cidade, 4 lugares), por ser o mais barato. Mas para ir a Mont Saint-Michel, fomos num Panda, da Fiat, pequeno mas espaçoso e com um porta-malas razoável (considerando a categoria), já desta vez pegamos um Peugeot 107. Parece um carro de brinquedo!!! É super fofo, e bem gostoso de dirigir, mas o espaço é zero! No porta-malas cabe uma mala média e uma bolsa, o resto já vai meio empilhado... Fizemos milagra para levar o carrinho e colchão do Joaquim, além de malas, bolsas, etc. E na volta trouxemos 4 caixas de fraldas, além de umas compritchas básicas.
- Os limites de velocidade variam de um país para outro. E nisso o GPS é ótimo pois sempre avisa qual é o limite.
- Foi muito estranho entrar na Bélgica e, de repente, não entender mais nada do víamos nas placas. Assim como foi reconfortante cruzar a fronteira na volta e nos depararmos com as placas em francês... nos sentimos em casa!