retrospectiva

retrospectiva

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Paris, 19 de junho de 2014 - Dia 03

O dia começou lindamente com um retorno nostálgico ao nosso amado bairro às margens do Canal de l'Ourq, onde moramos em 2012. Foi o melhor endereço, o mais agitado, boêmio e "vivo"em que moramos. A beira do canal parece estar sempre em festa e convida a alegria! Caminhamos na "nossa" rua, passando pelos Peniches, pela pracinha preferida de Joaquim e chegamos a La Villette, o parque da "bola gigante" como denominou Joaquim. Lá fizemos um piquenique delicioso e Quim andou no Manége (Carrossel) embarcando no avião de Le Petit Prince e no submarino Nautilus de Julio Verne - nada como uma boa dose de poesia, literatura e história para tornar umas voltas no Carrossel ainda mais divertidas!
O próximo destino do dia foi o Musée des Arts et Métiers, ainda inédito para nós. Aproveitamos a quinta-feira gratuit após às 18h. É um passeio bem bacana, com belos atrativos para os pequenos inclusive, como veículos e aviões expostos dentro do que já foi uma capela lindíssima. Lá também se encontra um Pêndulo de Foucault, pra comprovar que nosso planeta gira de fato! ;)
Neste dia que começou lindamente, tivemos uma experiência não tão boa mas que nos mostrou a importância de um bom seguro de viagem. Durante o passeio no Museu, percebemos que Joaquim foi ficando abatido, e quente! A febre que o acompanhava desde o Brasil mas dava tréguas generosas, resolveu voltar com força. Nossa pediatra, que acompanhava o quadro, havia nos enviado uma mensagem dizendo que àquela altura a temperatura não poderia subir mais, se subisse deveríamos procurar um médico. Ligamos para o seguro e o serviço foi super eficiente. Nos perguntaram se queríamos que o médico fosse até o Museu ou preferíamos a visita em nosso endereço. Resolvemos voltar para casa e logo que chegamos a campanhia já tocou, era le medicien, o médico. Pequeno examinado, medicado e dormindo... fechamos o dia com um vinho tinto na sacada, porque ninguém é de ferro!


Às margens do canal de L'Ourq

Peniche Antipode, com espetáculos infantis e serviço de bar a bordo

Nosso Petit Prince!

Estação de metrô para o Musée des Arts et Métiers - a preferida de Joaquim 

Conhecendo o museu de artes e ofícios

Pêndulo de Foucault

Que piá que não gosta de ver um desses de perto?!

Nosso passarinho curtindo o museu com febre... ô dó...

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Paris, 18 de junho de 2014 - Dia 02

Nosso dia começou tarde, dormimos até às 11h30! Mas há de se considerar que estávamos super cansados da viagem e que no Brasil seriam apenas 6h30 da madruga, ou seja, jet lag total!

Uma das coisas boas do "sempre teremos Paris!" é que quando se está de volta, não há mais aquela urgência de ver tudo, e nos permitimos começar o dia devagar. Hoje foi assim, além de acordar tarde trocamos o café da manhã pelo almoço e saímos só à tarde para bater perna na Cité. Fomos direto ao coração da cidade, o marco zero, a Catedral de Notre Dame. Fizemos a caminhada clássica, passando pelo Hotel de Ville, Notre Dame, mercado das flores, margens do Sena até a Pont des Arts...

Abre parêntesis (ficamos impressionados com a quantidade absurda de cadeados na ponte!! Na primeira vez que estivemos em Paris, em 2001, haviam pouco cadeados, entre 2010 e 2012 a quantidade havia aumentado, mas de 2012 pra cá as laterais da ponte foram fechadas com camadas e camadas de cadeados!!!! Não é a toa que há um movimento para que as pessoas encontre outra forma de expressar seu amor em Paris!). Fecha parêntesis.

... passamos pelo Louvre e finalizamos o dia nos gramados das Tuileries, vendo o sol se pôr e a Torre acender.

Margens do Sena

Torre Eiffel vista das Tuleries

Descanso nas Tuleries

Jardin des Tuleries

Músico e o paredão de cadeados na Pont des Arts

terça-feira, 17 de junho de 2014

Paris, 17 de junho de 2014 - Dia 01

Estou escrevendo da sala de nossa "morada" em Paris, se é que podemos chamar de morada um lugar onde viveremos apenas 15 dias... mas acho que que sim, podemos, pois escolhemos com todo carinho este apartamento às "margens" do Parc des Buttes Chaumont, um dos parques que mais amamos na cidade luz. Estamos no sexto andar e, com a vista que temos, nos sentimos morando sobre a copa das árvores do parque. O apê é um xuxuzinho e Philippe, o proprietário, nos recebeu super bem e nos deixou bem a vontade, partindo logo após uma breve explicação de como tudo funcionava (alugamos pelo site housetrip.com e foi super tranquilo!)

Joaquim fazendo um lanchinho e apreciando a paisagem...

E como beleza pouca é bobagem, descobrimos ao entrar no apê que temos vista para a Torre Eiffel!! Ou pelo menos parte dela...

Registro feito logo na primeira noite...
Agora mesmo, ela sinaliza com seu brilho mágico as 23 horas de uma noite recém escurecida. Quando acendeu, às 22h, com o sol se pondo ainda, nós três aqui vibramos! Joaquim foi quem nos avisou: "A torre tá piscando, a torre tá piscando!!!!", foi a maior festa. Ficamos os três num abraço emocionado como que hipnotizados pelas luzes, na sacada do "nosso" ninho, respirando o ar de Paris e nos sentindo muito gratos por poder estar aqui mais uma vez.

Desta vez estamos de férias e é claro que queremos ver (sempre de novo) as coisas lindas que a cidade tem a oferecer, mas mais do que isso, o sentimento é de que viemos relembrar algumas coisas boas que vivemos aqui e que acreditamos ser possível levar conosco para onde fôssemos. Depois de 2 anos de volta ao Brasil, vimos que algumas dessas coisas se perdem em outra geografia, mas somos teimosos e acho que viremos sempre buscar e relembrar coisas boas que vimos tão possíveis de se viver aqui, como por exemplo, a falta de pressa, a contemplação, a possibilidade de se viver com poucas coisas, a polidez e gentileza no trato com o próximo, etc e etc e etc...

Hoje foi nossa chegada e instalação no apartamento. Joaquim e eu embarcamos doentes, eu sem voz e Quim com febre intermintente desde domingo. Apesar disso, a viagem correu bem e foi tranquila, com exceção da vomitada que Quim deu quase chegando... mas tudo bem, deu pra contornar. E apesar disso, é claro que meia hora depois de nos instalarmos já fomos para a rua, fazer um reconhecimento de área e comprar muitas besteirinhas e coisas deliciosas para a matar a saudade das gourmandises francesas.

Agora é colocar o sono em dia para aproveitar ao máximo o que temos pela frente!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Contando os dias...

Cá estamos em contagem regressiva!! Tanto é que Joaquim teve a idéia genial de fazer um calendário para contar os dias. Papel, cola, barbante, canetas, fita crepe e algumas prints e lá fomos nós para a produção!

Desde sempre nutrimos esse gosto no Quim de contar os dias por algo especial. Isso porque criança tem essa coisa meio louca com o tempo, né? 'Amanhã' é toooodo o futuro, 'Ontem' é a toda uma vida que já passou... então dizer que faltam 10 ou 60 dias pra eles dá na mesma. Ele nem sabia ainda o que eram números ou calendário e já criamos sistemas de contagem regressiva com ele. Sempre funcionou!

Esse foi o calendário de contagem para o retorno ao Brasil, em 2012.

Aqui o calendário que fizemos para o Dia dos Pais em 2013, ele estava ansioso para dar o presente...
Então que para esperar a viagem, ele quis muito fazer um calendário, 12 dias antes, isso é muita coisa para um pequerrucho de 4 anos, mas conseguimos administrar, vários dias ele queria andar o aviãozinho (que deslizava num barbante) duas vezes no mesmo dia, como que apressando o tempo...

Contando os dias para a viagem a Paris 2014! 

Demorou, mas o dia do embarque finalmente chegou!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Em Paris, como os parisienses...

Uma das coisas que mais ouvimos falar de quem viaja pelo mundo afora é sobre o desejo de vivenciar o cotidiano, de experimentar o gostinho da vida real nos destinos visitados. No fundo acho que isso tem um tanto de ilusão, pois por mais que se fuja dos pontos turísticos e se tente uma real imersão na cultura e costumes de um lugar que não o nosso, nós viajantes, seremos sempre forasteiros. Um mês de férias, ou um ano sabático, nunca serão suficientes para que nos tornemos "um deles"...

MAS eu acho sim que é possível viver "pequenas grandes alegrias" se nos poucos (ou nem tão poucos) dias de uma viagem buscamos possibilidades de vivenciar experiências que fazem parte do cotidiano do lugar onde estamos.

Em nosso primeiro mochilão pela Europa, láaaa em 2001, esse não era o foco, pois tínhamos o ímpeto de ver o máximo possível nos 28 dias pelo velho mundo. Então assumimos total o papel de turistas e sim, batemos ponto em todos os "cartões postais" possíveis, curtimos muito cada um deles e foi o máximo! Nessa viagem também caímos de amor e decidimos que um dia ainda viveríamos uma experiência mais calorosa, mais próxima com a cidade de Paris... Quem não, né? Mas a gente tem disso, sempre que viajamos elegemos os destinos "moráveis", e Paris foi o primeiro deles

Por isso, nos sentimos super realizados, quando 9 anos depois, surgiu a oportunidade de viver na apaixonante cidade luz por 15 meses (11 meses em 2010/2011 + 4 meses em 2012).

Essa experiência nos abriu uma portinha pela qual sempre teremos vontade de passar novamente, e sempre de novo terá um gostinho de "volta ao lar". E é essa a sensação que sentimos no momento, "estamos indo de volta pra casa...". Nós inclusive tentamos alugar o mesmo apartamento onde vivemos nos 4 meses e meio de 2012 para ficar desta vez e só não conseguimos por 2 dias... foi o tempo de alguém chegar antes de nós para ser feliz em Paris como nós fomos "morando" no 19éme, a beira do Canal d'Ourq...

Tudo isso é a introdução para falar de uma das maneiras que consideramos das mais próximas de se "viver em Paris, como os parisienses" independente do número de dias na cidade... alugar um apartamento! Dá pra dizer que temos uma certa experiência no assunto, afinal esta será a quarta vez. O quarto apê onde viveremos a delícia de morar em Paris, sim porque num hotel a gente se hospeda, mas num apartamento, a gente mora! E pra nós, cada um desses endereços foi nosso endereço oficial pelo período que passamos lá. A princípio tivemos a impressão de que era a solução perfeita para uma longa temporada, mas logo percebemos que para curtas temporadas também é perfeito! E por curtas, leia-se menos de uma semana!

Nós experimentamos três agências: dois apartamentos pela LODGIS, um pela PARIS ATTITUDE, e agora, um pela HOUSE TRIP. As duas experiências com a Lodgis foram muito boas, fizemos toda a negociação e contato com uma atendente brasileira que vive há anos em Paris e ela foi super disponível e solícita em tudo o que precisamos. Com a Paris Attitude, toda a negociação foi em francês, poderia ter sido em inglês também, e foi igualmente tranquilo. Agora estamos experimentando a House Trip, e também estamos curtindo muito. Este site tem a facilidade de podermos tratar tudo em português mesmo (contando com um tradutor automático) e de pagar no cartão de crédito, as outras agências pediam o pagamento em dinheiro na hora do check in, então tínhamos que pagar o valor de um aluguel mais uma grana de garantia (geralmente o mesmo valor de um aluguel, quando mensal) que era devolvida no final.

Até agora tivemos boas experiências com as condições do apê, sempre consideramos o imóvel melhor do que as fotos mostravam, e sempre encontramos uma estrutura bem bacana com todo o necessário para cama, mesa e banho. Cozinhas bem equipadas, banheiros bons, etc. E o melhor é esse sentimento de estar morando na cidade, de passar num mercado e comprar coisinhas gostosas para preparar um bom jantar, que degustaremos sob o brilho das luzes da Torre Eiffel ao longe, ou delicinhas para o café da manhã que podemos tomar na varanda com vista para o parque... é só escolher o endereço!!


sábado, 10 de maio de 2014

O Antes, o Durante e o Depois...

Viajar é uma delícia - fato. Mas o melhor da viagem é que é uma alegria que rende!! Rende o antes, o durante e o depois! Para nós é uma alegria:

ANTES: escolher o destino, pesquisar, planejar, providenciar, sonhar...

DURANTE: sem comentários, né? É a essência da coisa acontecendo!

DEPOIS: organizar fotos, fazer nossos Foto Livros, contar e relembrar aventuras!

Bom, estamos na fase do ANTES, e entre as correrias normais da vida real, vamos trocando idéias sobre o valor do euro, onde ficar, o que fazer, como chegar, etc. Recebemos uma dica quente sobre aluguel de apartamentos e estamos a fim de experimentar, depois conto mais. Sobre como chegar em Paris, decidimos pegar um transfer do aeroporto para o apartamento. Isso vai nos custar uns euros a mais e poupar algum stress de carregar mala e cuia e Quim, super cansados, de trem, de metrô, etc... às vezes acho que estamos ficando velhos, mas voilá, o importante é chegar! Vimos algumas empresas em indicações na internet e vou orçar pra ver qual é. Quanto ao Euro, é sempre uma loteria... quando moramos lá tivemos a sorte de pegar um dos câmbios mais baixos da história (recente) e agora está super alto. Ismael está atento, mas não sabemos se é melhor comprar já, vai que baixa... e a vida segue e a gente se prepara...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Um brinde ao eterno retorno...

Passado mais de um ano, quase dois, eu volto. Volto pra dizer que estamos voltando, he he...

Desde que retornamos ao Brasil, em agosto de 2012 eu estou para fazer o post de "fechamento" da temporada de 4 meses que tivemos o privilégio de desfrutar em Paris. Eu gosto dessa idéia de "balanço geral", de avaliar a experiência e resumir as coisas boas e as nem tão boas, mas dessa vez a vida nos "engoliu". No bom sentido. Entre tese de doutorado para concluir, escolinha para retomar, trabalhos para terminar, planos para colocar em prática, dia-a-dia para engrenar, o Oui, Paris! ficou no cantinho, naquele cantinho aconchegante e cheio de carinho no coração, para o qual a gente tem vontade de voltar de vez em quando, só pra lembrar...

Pois agora estamos voltando, e não é só pra lembrar, é pra reviver!!! U-la-lá!! Desde o ano passado estamos falando sobre essa vontadinha de ir lá de novo... pra sentir o cheiro, pra matar a saudade, pra reviver coisas boas, e agora é a hora!!

Tínhamos ouvido boatos de que as passagens aéreas para o exterior teriam redução de preço no período da Copa, mas até o início do mês passado não parecia haver muita mudança. Até que numa pesquisa distraída na internet, Ismael constatou uma redução de quase 50% no valor de passagens para a Europa. Claro que nos empolgamos, mas precisávamos confirmar algumas coisas antes de efetivar a compra. Quando conseguimos fechar datas e possibilidades o preço já tinha subido um pouquinho, mas ainda valia super a pena se comparados aos preços iniciais, cotados em janeiro. Então voilá, compramos as passagens!

...

Certa vez, quando estávamos num trem indo para o Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, conhecemos um casal simpático, um tanto mais experientes que nós, que compartilhou conosco sua paixão pela Grécia. Eles estavam indo passar as férias de verão numa das ilhas gregas. Destino para o qual iam todos os anos, há 20 anos! Eles já haviam viajado um bocado, mas a Grécia era um destino eterno. Outro dia eu estava conversando com uma amiga (que viaja muito) e contei que Ismael e eu estávamos com aquela "coceirinha" de colocar o pé na estrada novamente, ela logo disse: "só não vão pra Paris de novo, né?!?". E eu respondi: "amiga, Paris é um destino eterno!!! E tem mais, é um senhor portão de entrada para outros tantos lugares da Europa!". Ou seja, eu sei que não será todos os anos, e provavelmente não por 20 anos, mas quero sempre de novo viver a expectativa deliciosa de voltar à Cidade Luz ou La Ville Lumiére!!

Pique nique aos pés da Torre, agosto de 2012.