retrospectiva

retrospectiva

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Dia 01 - Realizando desejos!

Dormimos bem. Todos. Acordamos e dormimos várias vezes ao longo da manhã. São 5 horas de fuso e as tantas da viagem, sem contar nosso terrível hábito de na véspera ficar fechando malas e dormir ínfimas horas. Mas foi tão bom acordar em Paris! E bom acordar e não precisar sair correndo de casa pra aproveitar o tempo. Por que tempo teremos.

O café da manhã foi meio almoço. Mas como não tomar algum destes iogurtes maravilhosos daqui?
Antes de viajarmos, conversávamos em casa fazendo planos, falando das comidas bobas que compraríamos assim que chegássemos, dos lugares que gostaríamos de ir... Joaquim, entre resquícios de memórias próprias e inspirações que sugeríamos, também foi construindo seus planos e alimentando desejos. Hoje então foi dia de Joaquim realizar um dos seus: visitar o Museu de História Natural, exposição de Paleontologia e Anatomia Comparada. 

Pensamos em ir de ônibus, mas teríamos que trocar. Daí resolvemos ir de metrô, acabamos mudando os planos no caminho e alteramos a rota pra não demorar tanto, tomamos três metrôs diferentes.Tudo tão rápido, ágil... Daí nos demos conta dos novos tempos em que vivemos. Ainda da última vez que estivemos em 2014, Joaquim usou carrinho aqui. Com 4 anos, no Brasil, poucas crianças ainda andam de carrinho, mas pra Paris? Totalmente dentro do perfil. Como passar o dia batendo pernas pela cidade com um meninão? Isso significava muito esforço e malabarismos nas escadarias das estações de metrô principalmente. Mas agora os tempos são outros. Sem carrinhos!!! Basta subir e descer escadas sem precisar manobras e carregamentos!

Pessoal compenetrado no metrô, a caminho do Museu de História Natural


Descemos na Gare de Austerlitz e logo demos de cara com o Jardin des Plantes e o prédio que nos interessava. Joaquim estava eufórico. Antes de sairmos, baixamos um aplicativo que mostrava alguns animais da exposição, o que ele logo devorou. Ele foi preparado para a visita, levou seu seu Manual da Pré-história e um Diário de Paleontologia que está fazendo, pra pesquisar e fazer registros importantes!


Dentro do museu, sabe o que é uma criança feliz? Olhando tudo atento, empolgado, reconhecendo animais, concordando com os nomes nas plaquinhas de identificação (escritas em francês e/ou latin), explicando para nós coisas que nunca ouvimos falar. Preciso dizer que era de encher o coração de alegria por dar esta oportunidade a Joaquim?

A realização em pessoa!

Joaquim feliz da vida reconhecendo os fósseis vários dos seus amados dinos!

Tivemos aulinha particular com nosso pequeno nos explicando várias coisas!





Deixamos o museu depois de quase 90 minutos. Vagamos pelo Jardin sempre lindo. De repente, um carrossel com animais e dinossauros. E lá vai Joaquim pro primeiro carrossel da temporada. Montou no quê? Num tricerátopo, é óbvio.





Sentamos num banquinho, cansados, claro. Matamos o resto da batata frita da Ponts des Arts. E seguimos rumo ainda ao reencontro desta velha senhora francesa. Tomamos rumo pela margem do Sena, sem tempo, indo, chegando, ainda flertando, ainda reconhecendo e querendo ser reconhecidos. Passamos pelo “Musée de la sculpture en plein air” [Museu de esculturas ao ar livre], uma região à margem do Sena onde estão distribuídas varias esculturas de diferentes artistas. Sentamos para ver o rio, abanar para mais tursitas felizes em seus barcos turísticos, tomar um fio de sol na cara. Chegar. Estar.

E flanando seguimos beirando o rio, vendo os barcos estacionados enquanto nos aproximávamos pouco a pouco, por trás, vendo a exuberância de Notre Dame. Nós olhando pra ela, ela sem nos ver chegando. Nós ali, quase que de surpresa pra lhe dar um abraço gentil.Decidimos dar uma entrada, pra ver os vitrais no sol do fim do dia (já era quase 19h), mas já havia fechado, danadinha.





Satisfeitos e famintos, tomamos um metrô e resolvemos sair na Boulevard de Belleville. Saímos bem ali, pertinho de nossa antiga escola de francês, sabendo que logo adiante, rumo de casa, haveria um Lidl, um mercado que os imigrantes e estudantes gostam muito (por que é barato). Fizemos a festa e seguimos a pé até em casa.
Cansados. Felizes.
Com mais cheiros, mais gostos, mais sons, mais luzes na cidade luz

Foi um dia muito bom!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Diz aí!! Gostamos de visitas e mais ainda de visitas comentadas!! Merci beaucoup!!!