Chegamos em Paris. De novo. Finalmente!
![]() |
| Família sorriso, começando a viagem!! |
![]() |
| O piloto da Alitália, todo simpaticão, foi levando Joaquim para a cabine, ele nos olhou como quem diz "o que está acontecendo?", rssss... mas foi junto e curtiu!! |
Chegamos no início da tarde, depois de uma longa viagem tranquila. Não fosse ficar cerca de uma hora e meia em pé na fila de imigração em Roma, não teríamos muito o que comentar da viagem. A não ser sobre a menina brasileira que vomitou o vôo inteiro de São Paulo à Roma. E depois de Roma à Paris. Não fosse também o fato de que em nosso setor do vôo da Alitália não estar funcionando nada: nem filme, nem luz, nem chamada de comissários. Mas neste sentido, até que foi tudo bem. O escurinho não foi tão incômodo, conseguimos dormir e nos ajeitar bem... já não podemos dizer o mesmo dos pais da menina que vomitou sem parar... e no escuro...
Havíamos feito alguns cálculos pra decidir como vir do aeroporto pro nosso petit appartement, no 19º arrondissement de Paris. Nas últimas vezes, nos tornamos mais luxuosos e usamos serviço de transfer. Mas vejamos: Joaquim era um bebê gorducho que além de precisar ser carregado, gerava muita bagagem. Considerando a hora da chegada desta vez, o tanto de bagagem, o preço dos transportes, que Joaquim já caminha e já carrega, resolvemos ignorar nossas 23 horas em trânsito e tomar um trem e depois um metrô. Ah, sim, e também subir algumas escadas e caminhar um pouquinho na calçada. Enfim, não fossem outros turistas que vivem fazendo isso, nos sentiríamos talvez meio excêntricos – mas qual o quê! Paris e seus habitantes estão acostumados com gente feliz e disposta (e com menos dinheiro que gostaria) como nós.
![]() |
| No trem a caminho da cité! |
Chegamos no apê com tranquilidade. Tendo já saboreado o som do metrô, o balanço do trem, o cheiro das estações, o burburinho poliglota da cidade luz. A região que escolhemos viver por 35 dias já nos é conhecida – e cada vez gostamos mais dela.
Arthur, amigo dos proprietários do apê nos esperava pra passar a chaves. Já tínhamos recebido os dois códigos das duas portas de acesso e as instruções pra tomar o elevador correto e achar o apartamento. Sem portaria, você chega e digita a senha. Abre a porta e entra no prédio. Depois tem que saber se vai tomar o elevador da direita ou da esquerda, daí digita o código da segunda porta. Sobe elavador, e daí vc tem que achar a porta certa, pois afinal, os apês não são numerados como estamos acostumados. Eventualmente, há o nome do morador na porta ou campainha, eventualmente.
Arthur se foi logo, e assim pudemos começar a tomar mais conhecimento do apê: abrir geladeira, armários, ver o que tem atrás de cada porta, o que tem por cima de cada aparadouro ou prateleira. Tranqueiras por todo lado. Típico apê parisiense.
É a primeira vez que ficamos hospedados num apê mais antigo, típico da arquitetura parisiense de Hausmann. Quarto andar com elevador adaptado no fosso da escada, ou seja, apertadinho que só. A vista nos encanta, embora não seja ampla. Apê de esquina, temos vista pro cruzamento e duas ruas. Os grandes plátanos alcançam nossas janelas com suas copas enormes e entrevemos entre as folhas e galhos a rua abaixo. Na esquina bem em frente a janela da sala, um prédio antigo como o nosso, na calçada um restaurantinho desses simpáticos franceses com detalhe em luz de neon vermelho a noite.
| Portinha do prédio onde vamos morar nestes 35 dias de Paris! |
| Prédio com mais "cara de Paris" em que já ficamos até agora. |
Largados no sofá, sorrindo sem parar, tomamos uma cerveja trapista bem geladinha que o proprietário deixou. Depois matei um sorvetinho de baunilha com macadâmia. Desfizemos as malas pra ter noção de espaço, ou para dar um tempo antes de nos lançarmos ao reencontro de Paris.
Descemos à rua, um mercado na esquina realmente é muito prático. Mas tínhamos um destino já em mente: ir a uma loja Picard que sabíamos exatamente onde. Digam o que quiserem, amamos a Picard. Tem comidas congeladas a bons preços, coisas gostosas e inspiradoras. Já sabíamos desde janeiro o que comeríamos na primeira refeição: Pâte au Crevette, ou Macarrão com camarão. Passamos ainda no mercado pra comprar alguns itens e fomos pra casa comer e beber e começar a matar a saudade de vinhos e queijos.
![]() |
| Pra matar a saudade!!! |
Estávamos cansados, mas como não sair de casa e reencontrar Paris? Temos duas linhas de ônibus passando nas duas ruas em frente ao prédio. Vimos que uma seguia do pé de nosso prédio até o centro. Bora ver Paris de bus. Das outras vezes que moramos e estivemos por aqui, usamos pouco ônibus, e tá com cara de que esta vez será a vez deles. Saímos de casa já passava de 18h e o sol tava ali, dizendo pra sairmos sim.
Descemos próximo ao Museu Arts et Metiers, já no Marais. Seguimos dali caminhando, meio que sem saber direito pra onde. Passamos em frente ao museu que visitamos há três anos, na mesma esquina em que, naqueles dias, telefonamos pro seguro de saúde pedindo orientações de um médico para Joaquim que ardia em febre... Pensamos em ir até o Hotêl de Ville e a Notre Dame, sentir que chegamos vendo coisas que só Paris tem. No trajeto, resolvemos passar por Les Halles. Há três anos estava sendo construído um novo projeto. Conhecemos o projeto quase concluído e dali continuamos leves e nos aproximamos do Louvre. Dali já sabíamos bem pra onde iríamos, um dos nossos lugares mais queridos de Paris, pra onde já levamos vários amigos e onde vira e mexe a gente se vê chegando e sentando: a Pont des Arts. Sentar sobre o Sena, ver a torre Eiffel ao longe, abanar para os turistas felizes nos barcos. Sentamos no chão, um piquenique improvisado de batata frita e água. Era só o que precisávamos.
Decidimos voltar de ônibus pra casa, andamos até o Palais Royal, e em dois minutos chegou o ônibus. Porém, estava recolhendo e não havia mais a partir daquele horário (21h). Bora pro metrô!! Descemos na estação Stalingrad, a mesma que usávamos em 2012, quando moramos na borda do Canal de l’Ourcq. Saímos na mesma saída, andamos na mesma avenida, num caminho que já foi nossa casa um dia. Logo virando a esquina, o canal que ocupa tanto espaço lindo em nossas memórias. A Paris Plage, espaço construído às margens do Sena e desta parte do canal durante o verão, já estava fechado, ou seja, já passava de 22h. Mas a noite ainda não tinha chegado. Ao invés de contornar o canal, tomamos o barquinho que faz travessias gratuitas de uma borda a outra. Travessia que dura dois ou três minutos, mas dá toda uma graça de já andar de barco no primeiro dia de nosso verão em Paris neste ano.
Sons, cheiros, sabores, luzes... Paris sendo relembrada em nós inteiros.




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Diz aí!! Gostamos de visitas e mais ainda de visitas comentadas!! Merci beaucoup!!!