retrospectiva

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sábado, 19 de março de 2011

Nem tudo está perdido...

Sabe aquela máxima que diz que "desgraça pouca é bobagem"? Então... na semana que passou este foi praticamente nosso lema!

Tudo começou na segunda-feira, com um telefonema do proprietário do apê que alugamos nos falando algo sobre receber hóspedes em casa... como nosso francês ainda não está para resolver coisas importantes por telefone, Ismael pediu que ele enviasse um e-mail explicando o assunto. Resumo da ópera: Nós não somos autorizados a receber hóspedes em "nossa" casa aqui em Paris! U-la-lá!!! Como assim?!?!?! Ele nos mostrou por A+B que no contrato diz que o apartamento é equipado para receber dois moradores. Ok, d'accord, porém temos aqui, além do quarto com cama de casal, um sofá cama super prático e mega high-tech na sala, que comporta muito bem duas pessoas. Juntando isso à nossa raíz de "pode vir que a gente dá um jeito", já viu, né? A pensão aqui já tava com reservas lotadas até o final de nossa estadia... mas no vai e vem de perguntas e negociações nos deparamos com algumas questões de diferenças culturais e econômicas, afinal estamos num dos lugares com o metro quadrado mais caro do mundo! O proprietário inclusive nos falou de um studio que ele tem para alugar aqui no mesmo prédio... ok, talvez tenhamos sido ingênuos, mas ainda assim ficamos indignados, e resignados, afinal não há o que fazer. Ou melhor, há sim, avisar todos os nossos futuros hóspedes que a "pensão" fechou... chuif. Doeu fazer isso, afinal a gente já estava se programando e curtindo a idéia de receber esse povo todo. E sabemos que para quem está pra vir pra cá com hospedagem garantida essa mudança de planos significa repensar e recalcular algumas coisas. Bom, nessa de negociar com o proprietário, e de pesquisar hoteis e ajudar a "alojar" quem já vem em abril, a semana foi passando.

Junto a isso estávamos preparando tudo para partir no sábado para nossa viagem de férias - Itália e Grécia, uhuuu!! Finalmente chegou o sábado, madrugamos e saímos de casa antes das 6h da manhã. Estávamos super empolgados e o trajeto até o aeroporto Charles de Gaulle foi super tranquilo. Chegamos com tempo pra fazer o check in tranquilamente e lá fomos nós. Praticamente não esperamos na fila da Easyjet e uma mocinha simpática logo nos atendeu. Ismael entregou os passaportes e ela se demorou olhando o do Joaquim. E olhava, e conferia e olhava de novo... Il y a quelque probléme mademoiselle? Havia. O passaporte do Joaquim venceu em fevereiro!!! Nós tínhamos olhado semana passada, mas vimos apenas a data de vencimento do visto, que será em maio... Não tinha o que fazer... perdemos a passagem, pois não tínhamos idéia para quando poderíamos remarcá-la e voltamos para casa tristes, meio que rindo para não chorar da própria desgraça. O que nos fez rir de verdade foi quando eu disse durante a viagem de volta para casa: "Merde! Vamos ter que passar as férias em Paris!", coisas da vida, quem diria que algum dia acharíamos isso ruim?! Bom, e como é sábado, teremos que esperar até segunda para saber quanto ou se ainda vai dar para aproveitar parte da nossa viagem!

E enquanto isso a gente vai desbravando nossa amada cidade luz! Essa semana que passou não foi só marcada por coisas ruins, também fizemos descobertas preciosas de recantos até então desconhecidos para nós. No domingo nós fizemos uma caminhada deliciosa pelo Promenade Plantée, no sentido de Bois de Vincenne, nosso destino final. Ficamos maravilhados com o parque. É imenso, tem um lago, vários outros parques menores e é também onde fica o Chatêau de Vincennes, que ficou por conhecer pois estávamos no lado oposto da região. O tempo não estava muito inspirador e esfriou bastante durante o passeio, mas ainda assim foi lindo!


Às margens do lago Dausmenil


Mamãe fuma narguilé!


Remar é preciso!


A caminho de Bois de Vincennes

E na quarta-feira fez um dia lindo aqui em Paris, a temperatura aumentou bastante, a ponto de saírmos de mangas curtas (com casacos pendurados no carrinho do Joaquim, pois não dá pra dar bobeira!! he he). Fizemos uma caminhadinha gostosa pelo bairro até o Parc Bercy, e lá descobrimos o Bercy Village, um lugarzinho super convidativo com lojas, restaurantes e muito lugar ao sol. Antigamente se armazenava vinho para o transporte neste lugar, agora os galpões foram transformados em comércio. Vale a pena conhecer! E fica coladinho no Parc Bercy, um parque lindão com muuuuito gramado e cantinhos com canteiros de flores e rosas e até um parreral de uvas. Lindo!

Parque Bercy

Parque Bercy


Entrando no Parque Bercy


Bercy Village

quarta-feira, 16 de março de 2011

Preparando a nova viagem - ITÁLIA e GRÉCIA

Nesta semana embarcaremos pra nossa segunda viagem longa dentro desta estadia na Europa. Passagens aéreas já compradas, carro reservado, a maioria dos hotéis reservados, começamos a fazer as malas e finalizar as pesquisas do roteiro que definimos a partir de reportagens de revistas, blogs e sites. De acordo com uma colega italiana, o roteiro está fantástico.
A viagem em duas partes terá ritmos diferentes: a Itália de carro e diversas pequenas cidades e vilas, e a Grécia, com uns dias de descanso em um só lugar.
Na Itália optamos por não visitar as cidades que já visitamos em 2001 (Pizza, Florença, Roma, Veneza) e estamos evitando hotéis nas cidades devido as dificuldades ou proibições de circular de carro, então estamos optando por hotéis nos arredores.
Na Grécia estamos evitando circular por muitas ilhas para poder descansar um pouco e não precisar refazer malas e arrastar bagagens todos os dias...
(em caixa alta é a cidade onde dormiremos - para ver algumas fotos das cidades, clique no nome delas)


19/03 – Paris-Milão (avião). Aluguel de carro e segue até RAPALLO.
20/03 – Rapallo, povoados de Cinque Terre de trem [Monterosso, Vernazza, Riomaggiore, Corniglia e Manarola], RAPALLO.
21/03 – Rapallo - SIENA.
22/03 – Siena, Monteriggioni, San Gimignano, Volterra, SIENA.
23/03 – Siena, Moltalcino, Pienza, MONTEPULCIANO.
24/03 – Montepulciano, ORVIETO.
25/03 – Orvieto, Civitá di Bagnoregio, ORVIETO.
26/03 – Orvieto, AREZZO? ou BOLOGNA?
27/03 - Arezzo? ou Bologna?, MILÃO.
28/03 – devolução do carro Milão-ATENAS (avião).
29/03 - ATENAS
30/03 – Atenas, barco até PAROS
31/03 - PAROS
01/04 – PAROS (passeio de barco a ilhas próximas)
02/04 - PAROS
03/04 – Paros de barco até ATENAS.
04/04 – Atenas-PARIS (avião).



Exibir mapa ampliado

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dias de sol em Paris e Rouen

O inverno começa a dar sinais de que quer se despedir. Temos nos deslumbrado com algumas árvores começando a brotar, dando sinais de que o cinza vai virar verde logo, logo... e temos tido dias lindos de sol por aqui. Muito frio, mas com sol e céu azul. Dias deliciosos.

Flores despontando no Jardim de Luxemburgo

Cena típica parisiense


Estamos com visitas por estes dias, Levi e Ula vieram conhecer Paris e a gente aproveita para, uma vez ou outra, perambular um pouco com eles pela cidade. Assim fomos matar a saudade do parque Buttes Chaumont, onde presenciamos um pôr-de-sol maravilhoso; conhecemos a Eglise de Saint Germain des prés, lugar que estava na nossa lista de ainda inéditos; e também temos nos aventurado um pouco nos cafés e restaurantes da cidade. Nós não tínhamos explorado este lado de Paris até então, porque é caro comer fora e porque com Joaquim tem toda uma logística, etc. Mas como nossos visitantes são fanáticos por cafés e "comidinhas" francesas, quando saímos com eles acabamos nos rendendo e acompanhando. E é muito bom! O que não falta é opção de lugarzinhos charmosos e convidativos para a gente sentar e déguster.


Passeando com Levi e Ula


Recantos gastronômicos em Saint German dés pres

Aproveitando ainda a companhia, o ótimo tempo e uma data especial: aniversário do Ismael, no sábado fizemos um passeio bem legal. Há tempos estávamos querendo fazer uma viagem de trem, principalmente porque fizemos uma carterinha Enfant Plus para o Joaquim, que dá direito a quatro acompanhantes de uma criança com menos de 4 anos pagarem a passagem com 25% de desconto. Pra fazer a carteirinha pagamos 70 euros, então tem que usar muito trem pra valer a pena! Destino escolhido, correria para chegar a tempo na estação Saint Lazare e lá fomos nós para Rouen, capital da alta Normandia, região no noroeste da França. A viagem de ida era sem paradas, levou 1h13, nem sentimos o tempo passar. A paisagem é linda, várias vilazinhas com casas maravilhosas. E a cidade de Rouen não deixou por menos. A arquitetura típica da Normandia, as casas tortas, as ruelas estreitas, as igrejas, as lojas e cafés, tudo inspirador. Almoçamos numa praça, ao sol, ao lado da catedral de Rouen, Joaquim fez amiguinhos, correu um monte. Depois do almoço entramos para conhecer a catedral, impressionante! E impressionante também foi encontrar mais igrejas tão imponentes quanto a uma quadra de distância, como a Saint Maclou por exemplo. É uma cidade cheia de história para contar, coisa aliás muito comum por aqui, he he... lá Joana d'Arc foi julgada e morta e lá também Monet fez seu famoso estudo da luz no impressionismo, pintando a catedral em diferentes horários do dia. Voltamos para casa com o trem das 8h09, que fazia algumas paradas e 1h36 depois estávamos chegando, exaustos e felizes em nosso lar doce lar.


Arquitetura típica da Normandia

Catedral de Rouen

Igreja de Saint Maclou

E hoje eu re-recomecei a estudar francês. Explico: semana passada eu iria começar na escola da Marie de Paris (prefeitura), mas eis que quando entro na sala e o professor se apresenta, descubro que teria aula com o mesmo professor do Ismael no semestre passado. O cara é muito devagar!!! Já havíamos combinado que se fosse o mesmo professor eu voltaria para o Campus Langue. E voilá, comecei hoje. Amei!!! A professora parece boa, a turma é legal e o horário é perfeito, saio cedinho de casa (para os padrões parisienses!), às 8h20, e tenho aula das 9h às 11h, o que me dá um tempinho depois da aula para uma boa caminhada às margens do Canal St. Martin, sentar para bebericar um cafe au lait enquanto leio alguma coisa ao sol... ai, ai... c'est la vie a Paris!!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Diferentes olhares sobre a cidade...

Uma, dentre tantas outras coisas em comum, que Ismael e eu temos é o gosto pela viagem, pelo novo destino, pela exploração... não sei se sempre tivemos, ou se criamos este gosto juntos, mas fato é que hoje esse é um dos prazeres que nos movem. Desde escolher o destino, pesquisar sobre, planejar a viagem... tudo é gostoso, e já faz parte da viagem. Mas também sei que isso é muito particular, no sentido de que cada pessoa vivencia tudo isso de seu jeito, curtindo mais ou menos. Tem gente que gosta de viajar, mas não de gastar tempo com a preparação da viagem, para isso existem as agências, que facilitam em tudo esse processo; tem gente que gosta de fazer viagens bem específicas: roteiros gastronômicos, roteiros de compras, roteiros culturais; tem gente que só viaja de mochilão; e assim por diante. É natural desenvolver seus próprios "métodos" e gostos e etc. Mas tô filosofando sobre tudo isso porque esta semana tivemos contatos com vários viajantes, e é super interessante trocar impressões sobre o que estamos vivendo. Na verdade, Ismael e eu nos flagramos num papel inédito para nós: o de anfitriões de viajantes ávidos por conhecer o lugar que nos é tão "familiar".


Não é por acaso que este "familiar" está entre aspas. Paris é nossa casa, nossa cidade, nos é familiar sim, com certeza... mas ainda nos sentimos super viajantes passando por aqui. Ainda temos zilhões de coisas para ver e conhecer. E quando recebemos visitantes aqui é que mais nos damos conta disso, porque nossa tendência é levar ou indicar os lugares mais cotados, mas simbólicos da cidade. Imagina vir a Paris e não ir na Torre Eiffel??!?! Mas ainda há tanto para ver além da torre... e apesar de sabermos disso, a coisa fica mais evidente quando num encontro rápido para conhecer minha xará, Aline Bretas, saímos andando pela rua e, por indicação dela, entramos numa loja que estou querendo visitar desde que chegamos e ainda não tínhamos ido. Tá, o dia não estava para compras, mas a vontade de voltar lá com calma cresceu. Ou quando, conversando com nossa amiga Kaká, ela menciona o croissant com frutas secas, m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o que ela experimentou em tal lugar, nós ainda não conhecíamos, deu vontade de experimentar; ou ainda, quando meu irmão vai conhecer o Marché des les Enfants Rouges, e nos diz que é um lugar bem legal para ir almoçar num dia de fazer algo diferente.

Joe e Vivi chegando em Paris


Com Joe e Vivi em Montmartre

Roger e Karina vieram almoçar conosco depois de um dia INTENSO em Paris... he, he...


Conhecendo minha xará Aline



Claro que nesses 6 meses de Paris, nós descobrimos nossos pequenos tesouros, como a livraria especializada perto do Odeon, o Promenade Plantée aqui perto de casa, o Canal Saint Martin para caminhar num domingo, as lojas de brinquedos de madeira, a ilha dos cisnes perto de nosso antigo endereço, o buffet a la volonté de comida chinesa aqui perto de casa, o mercado Bio, a médiatheque com espaço jeunesse para crianças de 0 a 3 anos na esquina de casa, etc e etc e etc... mas o ponto é que cada um tem seu próprio olhar sobre um lugar novo. O que se quer conhecer, o que se quer fazer, onde se quer estar quando chegamos numa nova cidade é algo pessoal, e é aí que está a riqueza do nosso novo papel neste mundo de viajantes, o de anfitriões. Anfitriões que recebem pessoas e diferentes experiências com a cidade... e que venham os novos olhares sempre!!! Ontem meu irmão e Vivi partiram e daqui a quatro dias chegam as próximas visitas: Ula e Levi, já estamos lavando os lençois!!! he he...

Bom, mas deixa eu contar que essa empolgação toda com novos olhares e viagens e destinos e coisa e tal, para além das visitas que ainda virão, é também muito motivada porque hoje definimos nosso próximo "pé na estrada". Compramos as passagens para nossa próxima viagem de "férias": Itália e Grécia, aí vamos nós!!! Agora é pesquisar, planejar e sonhar... AMO!!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mudança feita. Casa nova.

Foi uma aventura e tanto.

Alugar o carro foi a melhor coisa do mundo! Facilitou tudo e ainda nos possibilitou um passeio meio encaixado nos planos, já falo mais... Mas, falando um pouco da mudança, quando se tem um bebê é preciso traçar toda uma estratégia de ação para estes momentos. Nunca esqueço de quando eu tinha 10 anos de idade e meu irmão caçula uns 9 meses e nos mudamos. Na verdade não lembro de muita coisa, o que lembro é da minha mãe estriquinada porque saímos da casa antiga, chegamos na casa nova e não tinha onde deixar o bebê!!! Cadê o bebê confortooooooo?!?!?! (vc lembra disso, mãe?). Em sendo assim, colocamos os miolos para funcionar para ver como faríamos: não dava para deixar o carro sozinho na entrada da garagem (ah, é claro que não tinha vaga na rua...), então um de nós ficaria ajeitando as coisas no "caminhão" (um Kangoo na verdade) enquanto o outro faria as mil viagens de elevador para descer com as coisas. E Joaquim? A solução foi: berço + BabyTV = bebê entretido. Quando saí da loja onde alugamos o carro liguei para o Ismael. Aí ele já foi juntando coisas no corredor e tratando de ver se Joaquim ficaria brincando no berço numa boa. Diz que deu uma reclamadinha de nada, mas logo tava todo envolvido com os brinquedos dentro do berço e se distraindo com a TV de vez em quando. Carregamos o carro, ficando berço e Joaquim por último. Tudo certo e relativamente tranquilo. Foi um bom trabalho de equipe!

Tínhamos um intervalo entre estar com o carro carregado e a hora de entrar no novo apartamento, então resolvemos aproveitar o possante para ir a uma IKEA, loja de coisas (tooooodas as coisas) para a casa, coisas legais, bonitas e mega baratas. As lojas da IKEA são gigantescas e ficam fora da cidade, então consultamos um mapa para achar a mais próxima, o santo GPS nos levou lá. Foi uma ótima maneira de preencher o tempo. Compramos várias coisas que precisávamos (e outras que nem precisávamos, he he...) e ainda tínhamos uma ótima estrutura ao nosso dispor. Nas lojas sempre tem uma praça de alimentação com um restaurante bem bonzinho, cadeirão para os bebês, área de lazer para crianças, microondas para aquecer papinha, fraldário, etc. Na hora combinada seguimos para o novo apê. O propietário nos recebeu, ele e a esposa são bem legais e eles tem um netinho um ou dois meses mais novo que Joaquim, é o Akim!! Logo descarregamos o carro e a vontade de ficar para nos instalarmos devidamente era grande, mas o dia ainda estava longe de terminar. Fomos devolver o carro e encontrar com a antiga proprietária para os acertos finais. O último encontro com ela foi bem agradável, ela parecia realmente sentida de estarmos partindo, eu quase disse pra ela "dá um descontão aí no aluguel dona, que a gente fica!", rssss... Noite alta e finalmente chegamos em nosso novo lar!

Acho que é inevitável a gente comparar um lugar com outro. Fizemos isso na primeira mudança e fazemos isso agora. Principalmente porque gostamos bastante da última morada. Quanto ao apartamento, o anterior tinha a grande vantagem de ser recém montado para alugar, fomos os primeiros locatários, então era tudo novo e, apesar de todo mobiliado e equipado, tinha pouquíssimos objetos ocupando espaços. Aqui é um apartamento não apenas para locação, a proprietária mora aqui durante parte do ano. Então as coisas são mais usadas e tem muuuuuitas coisinhas ocupando os espaços nas estantes, e armários! Tem dois armários trancados com as coisas dela, então a gente foi meio que se espremendo para ajeitar nossas coisas. A primeira coisa que fizemos foi fotografar a "arrumação" dos ambientes e depois tratamos de recolher os zilhões de objetos de decoração e souvernirs de viagens para abrir espaço. Quanto a área do apê, é equivalente ao anterior, Joaquim continua com uma sala espaçosa para brincar, o quarto é pequeno mas coube o berço além da nossa cama e um armário e uma estantezinha que, por ser baixinha, ficou para os brinquedos e calçados do Quim, e a diversão dele é ir lá tirar tudo da estante, é lógico! O banheiro é dividido, agora temos o que estamos chamando de sala de banho, com banheira e pia (ah, continuamos sem chuveiro!) e o toilette, um espacinho minúsculo mas suficiente para o fim que lhe cabe. Uma das coisas que achamos bem legal é que a cozinha e sala são integradas por uma "janela" com balcãozinho, então dá pra ficar sempre de olho no Joaquim. E embora a cozinha não tenha porta, estamos conseguindo mantê-lo do lado de fora com muita paciência e ajuda de uma linha que demarca território, tem funcionado. Algumas das grandes vantagens daqui são o gás central, então não temos esta despesa extra, e a calefação que aqui é muito mais eficiente que no apê anterior.

Quanto à região onde estamos agora, o 12éme arroundissement, é bem diferente do 15éme. Aqui tem avenidas mais largas, tudo parece maior, mais movimentado, menos aconchegante. Não estamos tão bem providos de comércio pertinho como era antes. Mas aos poucos vamos descobrindo os tesouros da vizinhança. No dia seguinte a nossa chegada saímos para explorar o bairro. Ficamos maravilhados com a descoberta do Promenade Plantée, um parque suspenso, com 4,5km de extensão que passa por cima de prédios e ruas, é lindo, e tão perto quanto era o parque André Citröen do antigo endereço. Outro dia caminhamos até o parque Bercy, uma caminhadinha um pouco mais longa, mas bem agradável. Já era noite quando chegamos lá e tinha uma multidão saindo do Palais Ominsport Paris Bercy, mais tarde em casa, vimos na televisão que teve uma competição internacional de judô lá, e a brasileirada se deu bem! Encontramos também a Cinematheque Française, um espaço bem legal com várias atividades interessantes. Enfim, era noite e voltamos para casa, mas tem mais coisa para explorar por lá. Quando penso que aqui é onde vamos morar por mais tempo fico feliz, porque parece que já estamos aqui há uma eternidade e ainda tem um tantão pela frente. Que bom!

E esta semana também fui fazer um teste de nível na escola da prefeitura para retomar o francês. A prova foi tensa, nem tanto por ser difícil, mas porque eu cheguei super em cima da hora, e tinha duas inspetoras que ficaram de blablabla o tempo todo, difícil concentrar desse jeito. E as entrevistas, para a parte oral eram ali, na frente de todo mundo. Cada vez que alguém ia lá na frente eu ficava toda nervosa "tomara que não me perguntem isso!", "eu não vou conseguir dizer nada!"... mas no fim nem foi o bicho, bati um papinho básico lá com as tias. Agora é esperar o resultado, as aulas começamo no fim do mês. Ismael e eu trocamos de escolas e de horário, eu vou estudar de manhã, na marie (prefeitura), e ele está fazendo à tarde, no Campus Langue, inclusive com o mesmo professor! Mas já combinamos que se eu pegar o professor que dava aula para o Ismael eu fujo!!!! Vou para o Campus Langue também, porque o cara era muito devagar, segundo testemunhas.

E para dar uma agitada no pedaço, fim de semana chegam gentes por aqui. Sábado vamos encontrar minha xará, Aline Bretas que está vindo passar uns dias em Paris, vamos acompanhá-la até o hostel, bater um papo, etc. E ela só não vai ficar aqui em casa porque no domingo chega meu irmãozinho queridooooo, ai acho que vou chorar, encontrar alguém da minha família depois desse tempo todo... já tivemos o Matheus conosco e foi uma delícia sentir a presença da família. Estamos cada vez mais saudosos... e pra completar a semana, na segunda chega nossa queridíssima mais que amiga Kaká, com quem vamos dar uns rolé por Paris durante a semana.

É isso, e que venham mais dias felizes!


Caminho para Bois de Vincennes

Promenade Plantée


Promenade Plantée


Nosso novo lar (vista da nossa varanda, prédios vizinhos no condomínio)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Novos tempos...

23 dias se passaram desde o fim das férias... e estes dias também marcam o começo de um novo tempo aqui em Paris. Neste mês de janeiro eu voltei a ser uma "trabalhadora do Brasil", literalmente, pois estou prestando um serviço para a empresa na qual trabalhava lá (um dos motivos de o blog estar meio às moscas...). Além da novidade na rotina, onde troquei os estudos pelo trabalho (ainda não voltei para as aulas de francês), também demos início à temporada de visitas no "cafofo". Quem inaugurou o saco de dormir foi nosso sobrinho Matheus (agora assustei as próximas visitas!!... Yes, nós temos um saco de dormir! he he...). Matheus veio com um amigo, também Matheus. Foi uma semana divertida, dois adolescentes/jovens, em casa (nossa, agora me senti a tia véia...), trazendo uma agitação diferente, gostosa aqui pra dentro e também nos motivando a rever Paris em alguns aspectos. Essa é uma das tantas coisas gostosas de receber pessoas aqui, a gente adora pensar em roteiros legais, coisas interessantes para ver e fazer, alguns programas a gente acompanha, outros só dá as dicas e espera pra saber depois qual foi a sensação. Acho que os meninos curtiram, nós curtimos. Os próximos visitantes serão meu irmão e a namorada, chegam em duas semanas. E Ismael e eu já estamos mirabolando tudo de legal que vamos fazer juntos!!

A visita dos Matheuses

Nosso "sombrinho" querido

Outra coisa que faz parte desse novo tempo é nossa mudança de apartamento. Estamos com o coração apertadinho por deixar nossa amiga Torre Eiffel, temos mais três dias com esta vista privilegiada. Hoje, quando as luzes da Torre se acenderam no final da tarde, eu estava trabalhando no computador, parei tudo e fiquei olhando pra ela durante os 5 minutos em que as luzes piscam... mas não é só disso que sentiremos falta, morar aqui é legal por vários motivos, estamos super adaptados ao apê, a região aqui é uma delícia, tem um parque gostoso a dois minutos a pé, tem uma feirinha bacana na rua toda terça e sexta, tem 5 supermercados pertinho, o Rio Sena fica no final da rua, tem duas pracinhas com brinquedos pertinho... enfim, é o paraíso, he he... MAS, ao mesmo tempo em que o coração tá apertadinho, também está palpitante, afinal ainda é Paris!!! Iremos apenas do 15éme para o 12éme (quem já viu o mapa da cidade em caracol, com sua divisão em arroundissements tá entendendo) e quando penso que ao vir morar aqui nós não sabíamos que seria tão gostoso, imagino que isso pode acontecer novamente, afinal, ainda não conhecemos a região onde vamos morar. Bom, o Ismael já foi lá uma vez, encontrar-se com os proprietários e disse que gostou da região e do prédio, mas conhecer mesmo a gente vai quando estiver morando. É aí que a gente descobre onde é a pracinha mais próxima para levar Joaquim, quantos marchés tem nas redondezas, etc. Já ouvimos algumas pessoas que moraram por lá nos falando super bem, o que é animador. E o apartamento tem praticamente o mesmo tamanho deste aqui, só uma varanda ao invés de terraço e sem vista para a Torre, he he...
E não é pra deixar saudades uma vista dessas?!?!

Ponte Mirabeau, pertinho de casa

Passeando nas redondezas

Nessas horas penso como a gente vai ficando exigente... antes de vir para cá eu bradava com orgulho que qualquer 20 metros quadrados tava valendo pra gente morar aqui, afinal estaríamos em Paris. E lembro de Ismael dizendo que se a gente tivesse dinheiro para comer só pão com geléia já tava ótimo, afinal seria baguette au confiture. Mas quando a gente tá aqui de verdade vê que as coisas não são bem assim, percebemos rapidinho que se morássemos num cafofo de 20 metros quadrados, geralmente estúdios de uma peça mais banheiro, ficaríamos LOUCOS, afinal temos um bebê que dorme às 20hs e faz sonecas durante o dia... e de vez em quando alguém na família quer domir um pouco mais de manhã, o que 1 quarto no apê permite tranquilamente, enquanto o resto da família vem brincar na sala. E quanto à baguette au confiture também descobrimos rapidinho que com os mesmos dinheiros que comeríamos isto todo dia, podemos comer outras coisas também, he he... aqui é o paraíso das opções práticas e não tão caras para refeições em casa. No fim, nutrimos um certo grau de exigência justificável, afinal, uma vez que chegamos até aqui, que venham dias felizes!!!

Para a mudança, desta vez vamos trocar o trem por um utilitário alugado por 30 pilas por um dia, afinal ninguém merece sair carregando cadeirão, berço e varal no metrô, né não? Estamos bolando estratégias para o dia D, porque temos a grande dificuldade de não ter onde estacionar aqui para carregar o carro, vamos ter que ficar alugando a entrada do prédio, porque vagas na rua são utopia, mas considerando o movimento da garagem aqui, também acho que não será problema parar na entrada por meia hora. Nestes 4 meses aqui eu nunca vi um carro entrando ou saindo da garagem. Aliás, acho que os parisienses tem carros só pra deixar estacionado alugando vaga na rua, porque são sempre os mesmo carros parados aqui na frente (momento indignação). Inclusive meu cunhado já me sugeriu escrever aqui sobre essa questão da mobilidade em Paris - carro, bicicleta, pézão... - é um assunto legal, vou escrever qualquer hora. Bom, voltando a mudança, a chegada lá acho que vai ser mais tranquila neste sentido pois já combinamos com os novos proprietários que eles abrirão a garagem para descarregarmos.

Mudando de caixa de mudança para pasta escolar, hoje chegaram nossas respostas do Curso da Prefeitura, onde nos inscrevemos para o francês. Desta vez eu também entrei, uhuuu... vou ter que fazer uma prova de nivelamento e ver quando começam as aulas. O Ismael por sua vez, foi aceito mas vai optar pela escola que eu frequentei até o final do ano, a Campus Langue, isso porque ele tá querendo dar uma intensificada nas aulas, para melhorar o aproveitamento na pesquisa. Essa coisa da língua tá me deixando cabreira, a essas alturas eu jurava que já estaria fluente no francês, mas nem... aliás, eu regredi total... meu cunhado, de novo ele, diz que sofre quando falo da dificuldade com a língua aqui, rsss... então aí vai Nataniel, mais uma capítulo da novela... Acontece que desde que viajamos, em meados de dezembro eu nunca mais estudei lhufas! Em Portugal, adivinha? Só falamos português. Na Espanha, Ismael era o porta-voz da família, ou eu arriscava meu inglês. E desde que voltamos eu só converso com Joaquim (e o menino não fala francês fluente ainda!!!) e com Ismael, em português. Além disso meus contatos são online, em português, e o povo da quitanda, mercado, boulangerie: "Boujour!!", "Merci beaucoup", "Combien ça coûte?", "Bonne journée!". Isso eu sei dizer fluentemente. Bom, justiça seja feita, eu compreendo a língua francesa 70% melhor do que quando chegamos aqui, dia desses uma senhora se encantou com o Joaquim no mercado e brincou com ele e depois me falou que ele era lindo e muito bem humorado e que ela não suportava criança que abre o berreiro quando fala com ela e... parou por aí... as duas últimas frases eu não entendi. Ela deve ter percebido, pela minha cara e pelo fato de eu só concordar com a cabeça e dizer no máximo "Oui!", "Merci"... afffe... até vir para cá eu não acreditava que fosse possível morar num país por um tempo e não voltar falando a língua de lá. Hoje em dia eu acredito totalmente!! Ainda mais quando Ismael me conta de colegas dele do curso de francês que moram aqui há três anos e falam menos do que ele. Alors, não tô querendo chorar pitangas, tô só fazendo um balanço e assumindo: PRECISO ESTUDAR!!! E sei também que não é só estudar, tem que conversar, encontrar pessoas pra falar francês...

Esta semana veio um povo aqui em casa, colegas do Ismael. Cada um de um canto do mundo: Itália, Peru, Coréia, Canadá, Suiça, Áustria, Croácia e... Brasil! A língua oficial da noitada, ou soirée, era o francês. Mais entendi do que falei, e ainda assim foi uma noitada boa. Mas me deu o clic de realmente preciso voltar aos estudos. Voi lá! C'est le moment!!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Fim de férias...

Estamos indo para os finalmentes de nossa viagem por Espanha e Portugal. Hoje é nossa última noite em Córdoba, Espanha. Amanhã iremos para Lisboa, previsão de quatro horas na estrada mais ou menos, vai depender do que nos chamar pelo caminho, he he...
Estamos muito cansados, mas também realizados. Apesar dos percalços - lombalgia do Ismael, passaporte "desaparecido" por uma noite, frustração com o hotel em Granada (histórias que Ismael conta no Querido Joaquim) - o saldo até aqui é pra lá de positivo. Visitamos lugares maravilhosos, fizemos viagens deliciosas por estradinhas surpreendentes, nos demos super bem com as reservas de hotel que fomos fazendo ao longo da viagem (com excessão do hotel em Granada), e o aluguel do carro foi bem tranquilo, achamos o preço bom, considerando o tempo de aluguel (serão 19 dias no total). Um dos nossos projetos de viagem durante este tempo de Europa, era fazer justamente isso, alugar um carro e perambular. E vimos que é pas de complication (sem complicação). No final do post vou deixar algumas dicas para quem quiser fazer proveito.

pé na estrada...

Passar tantos dias viajando é bem interessante. Primeiro pelas razões óbvias: se aprende muito, são muitas coisas novas, lindas e curiosas para se ver, etc. Mas outra faceta desta experiência são coisas que a gente observa e descobre e que não estão nos guias de viagem

  • é interessantíssimo observar as diferentes "tribos" de viajantes. Nos deparamos com muitos traillers pela estrada, casais de meia idade que se aventuram pela estrada em seus traillers maravilhosos ou famílias alternativas de pais meio bicho grilo com três ou quatro "barrigudinhos" a bordo de um motorhome velhinho, pequeninho, mas honesto. Vimos uma família assim num trailler estacionado na Ponta da Piedade, Portugal, era divertido de ver, motoquinha dos pequenos pendurada no trailler, as crianças brincando na volta, pai arrumando alguma coisa na casa-carro da família e a mãe lavando uma loucinha básica na bacia, é muito espírito aventureiro, né não?; e falando em pais viajantes, ficamos admirados com a quantidade de casais com dois, três, quatro filhos pequenos turistando por aqui! É um no canguru, outros dois no carrinho duplo e o maiorzinho caminhando junto, lindo de ver!; tem ainda os mochileiros, com os quais nos deparamos pouco, uma vez que nossos tempos de albergue ficaram para trás desde a chegada de Joaquim e esta tribo também circula mais de busão ou trem do que de carro; e falando em albergue e hospedagem e afins, graças ao Destinia.com (mais informações no final do post) nós não só deixamos nossos tempos de albergue para trás como também tivemos a oportunidade de nos hospedar em um ou outro hotel 4 estrelas e assim nos deparamos com mais uma tribo de viajantes, a dos endinheirados. Do tipo que chega na recepção para fazer o check in e diz que prefere quarto com vista para o rio, mesmo que isso signifique pagar um tantão a mais, e confirma o jantar de reveillon que o hotel oferecerá ainda que isso signifique desembolsar 150 euros por cabeça e que na manhã seguinte desfila pelo saguão do hotel com a esposa embrulhada num casaco de vison; ah, e tem também as pessoas que viajam com seus animais de estimação, achamos engraçado ver cãezinhos fofinhos, outros nem tanto, visitando pontos turísticos aqui, lá e acolá... vimos de tudo um pouco, e cada qual no seu "quadrado".
  • Uma coisa sobre a qual tínhamos lido e ouvido falar, mas que nos deixou pasmos, foi a tal hora da siesta na Espanha. É incrível como isso é real e forte e determina o ritmo de toda uma cidade! O primeiro contato que tivemos com esse fenômeno foi em Jerez. O hotel não tinha garagem (o que é bem comum por aqui, lembrando que muitos hotéis ficam nos centros históricos) então deixamos o carro na rua. Chegamos por volta de 14h, e a recepcionista do hotel nos disse que até às 17h o estacionamento na rua era gratuito, por causa da siesta (entre 13h30 e 17h), mas depois, das 17h às 20h precisava pagar o estacionamento no parquímetro. O comércio todo fecha, as igrejas, museus, mercados... a cidade fica às moscas!! É incrível. Eu não cansava de me perguntar o que as pessoas fazem nesse tempo... segundo conclusões e leituras de Ismael, elas almoçam com muita calma, tiram a tal soneca depois do almoço, se escondem do calor absurdo que faz aqui na maior parte do ano e depois retornam à vida, e com o maior gás, porque a cidade ferve à noite!
  • Eu fiquei admirada com a maneira como se vestem as crianças por aqui, sabe roupa de domingo? Aquele vestidinho mais fofo, o lacinho mais lindo, o sapatinho boneca mais brilhoso, o casaco mais charmosinho... vi muuuuuuuitas meninas vestidas assim, e muuuuuuuitas lojas vendendo roupas assim. E meninos com bermuda de lã e meia calça... só tinha visto isso em filme!

Crianças embonecadas na Espanha

  • Dirigir pelas autoestradas, ou mesmo pelas estradas secundárias por aqui é super tranquilo. Até vimos algumas placas de "estrada em mau estado", mas o mau estado deles é a nossa estrada boa (não ótima) no Brasil. Mas quando chegamos nas cidades, a coisa muda de figura. Ao chegar em Sevilha, o GPS nos fez atravessar o centro antigo para chegar ao Hotel (sendo que existe uma via periférica que circunda toda a cidade). É punk dirigir naquelas ruelas estreitíssimas, onde às vezes os carros vão e vem nos dois sentidos... não sei como chegamos, só sei que fomos nos embrenhando e várias vezes tínhamos a sensação de estar circulando pela calçada, outras vezes precisamos manobrar para fazer a curva em esquinas onde tinha camadas de tinta dos carros raspadas na parede dos prédios históricos, foi uma aventura e tanto! E isso foi uma constante em todas as cidades pelas quais passamos, desde Lisboa em Portugal.


Tem que ter uma certa dose de coragem pra dirigir nessas ruelas...


Bom, isto para listar algumas das coisas curiosas e interessantes com as quais nos deparamos. Pra terminar vou deixar algumas das dicas que nos foram muito úteis:

Em Portugal o aluguel de carro é bem barato, comparando com França. Nós alugamos pela viaturas.eu, preço bom, mesmo com cadeirinha para Joaquim e GPS pagos à parte.

Para fazer reservas nos hotéis durante a viagem, usamos o site destinia.com. É fácil de navegar, bem informativo e, o melhor, tem preços de ocasião, ofertas em hotéis 4 estrelas que ficam bem mais barato pela internet. Na hora da reserva é sempre importante pedir reserva de berço (quando se precisa de um , he he...) pois aconteceu de chegarmos num hotel (o fadado hotel de Granada) e não haver berço disponível.

Quando se viaja de carro assim, é legal planejar trechos não muito longos para cada dia de estrada. Isto porque trechos curtos não significam necessariamente viagem rápida. Principalmente quando quem está no carro se deslumbra facilmente com paisagens e belas vistas no caminho, o que é nosso caso. Mas vamos e venhamos, a gente tá lá tranquilão, dirigindo numa estrada deliciosa e de repente dá de cara com um castelo inscrustrado no topo de um monte e uma cidadezinha branca aos seus pés. É lindo demais! E assim vamos incluindo mais umas cidadelas no nosso roteiro...

Foi viajando sem pressa que fotografamos o Castelo de Alcalá la Real...


... e conhecemos a cidadezinha de Belmez, com sua geografia pra lá de interessante!

Para bater perna nos lugares que se quer visitar, quando se está com um bebê, é legal procurar informações sobre o que se vai encarar, se tem muitas escadas, se o trajeto é difícil, etc. para fazer a melhor opção entre carrinho ou sling, ou canguru. Por que ninguém merece ficar carregando carrinho escadarias acima, e abaixo, o tempo todo. Ah, e mesmo quando a gente pensa em dar só uma saidinha rápida, logo ali, é bom levar todo arsenal para passar horas com o baby na rua, porque a gente se perde facinho no tempo e no espaço!