retrospectiva

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terça-feira, 25 de julho de 2017

dias 05 e 06 - Revisitando lugares do coração

Segunda-feira o dia amanheceu cinza. Apesar disso e de uma dorzinha nas pernas que incomodava Joaquim tínhamos combinado de ir ver a exposição dos dragões neste dia, uma vez que no domingo não rolou. Perguntamos para Joaquim se ele achava que conseguiria caminhar para ver os dragões... imagina se não!?! Decidimos sair e ver no que iria dar. No máximo voltaríamos logo pra casa. Foi a melhor decisão. Logo que saímos de casa, passarinho já começou a caminhar mais a vontade e ele mesmo se surpreendeu.

Pegamos ônibus, RER e Tramway para atravessar a cidade e ir até Porte de Versailles, no parque de exposições. Combinamos que Ismael e Joaquim iriam visitar a Dragonland e eu daria um rolé pela região (o preço do ingresso de adulto está salgadinho, minha gente!). Feitos os combinados, os meninos partiram para a terra dos dragões e eu fui bater perna sozinha (ADORO!!).

MoleQuim curtindo a Dragonland - Exposição temporária no Parque de Exposições de Porte de Versailles

Estávamos num lado da cidade que nos era familiar e eu comecei caminhando "ao vento", sem me dar conta de onde exatamente eu estava. Conforme andava fui reconhecendo nomes de ruas, cores, fachadas... meu coraçãozinho começou a bater mais forte quando me dei conta de que estava muito nos arredores de nosso primeiro endereço em Paris, quando viemos lááaaa em 2010... resolvi que iria passar em frente ao nosso prédio e caminhar nos mesmos caminhos daquele ano tão mágico... e caminhei, e caminhei, e caminhei... ainda não tinha chegado em nosso antigo endereço quando resolvi olhar o relógio. Tinha combinado um horário para encontrar Ismael e Joaquim na saída da exposição e achei melhor voltar. Eu tanto tinha caminhado que para voltar resolvi pegar um metrô e um tramway... Cheguei. Escolhi uma mesinha no café combinado, fiquei na dúvida entre pedir um café ou uma pinte de bière... era final de tarde, happy hour, pedi a bière. Abri meu livro e me senti muito francesa, lendo num café...

Ismael registrou um flagrante e ainda saiu junto na foto, ali no cantinho...

Meus meninos chegaram. Joaquim todo felizinho, papai idem (a tal dor nas pernas passou completamente!!! Passarinho estava até dançando!! he he...). Resolvemos continuar o programa de revisitar a região e lá fomos nós, caminhar pelo Parc André Citroën, revisitar suas fontes e alamedas. Dar uma pausa no parquinho onde Joaquim ensaiou seus primeiros passinhos e finalmente passar em frente ao nosso primeiro endereço parisiense, no 15éme. Foi lindo. Ismael e eu estávamos feito bobos, Joaquim curioso tentava entender nosso deslumbramento e comemorava junto conforme contávamos a história e os fatos a ele.

Na primeira foto um registro de 2012, alto verão em Paris e Joaquim se refrescando nas fontes do Parc André Citroën. Na segunda foto um registro de 2017, alto verão em Paris e Joaquim bem protegido do vento friozinho enquanto contávamos as peripécias dele no parque alguns anos antes.

Primeira foto, Ismael carregando Joaquim no inverno de 2010. Segunda foto, Ismael carregando Joaquim no verão de 2017. Parque André Citroën.

Este era o caminho enrre o parque André Citroën e o apartamento onde moramos entre Outubro de 2010 e Janeiro de 2011, no 15éme. Era o máximo caminhar olhando para a Torre Eiffel láaaa na frente... Primeira foto Jan 2011, segunda foto Jul 2017.
Registros feitos no parquinho próximo ao nosso antigo endereço no 15éme. Foto 1 - Jan 2011. Foto 2 - Jul 2017.

A emoção de revisitar nosso primeiro endereço em Paris! (Eu estava emocionada, já Joaquim... rsssss...)

Na época em que moramos perto do Parc André Citröen havia vários brinquedos que nem visitávamos nos parquinhos, pois Joaquim não tinha idade para experimentar... Dessa vez ele usou e abusou!

Penso que este reencontro com um momento tão feliz nos motivou ao programa do dia seguinte: resolvemos voltar um pouquinho mais no passado e revisitar o ponto zero. O endereço onde ficamos nos primeiros 40 dias do período de 11 meses que vivemos por aqui em 2010/2011. Foi incrível como as coisas aconteceram naquela época! Ismael encontrou no (finado) Orkut o post de uma brasileira que morava nos arredores de Paris oferecendo seu apartamento por um período que incrivelmente coincidia com nossa chegada. E mais, ela tinha um bebê da idade de Joaquim (9 meses na época), ou seja, ficaríamos os primeiros dias num apartamento com quarto de bebê e estrutura completa (trocador, banheira, cadeirão para comer, brinquedos...), apenas perfeito! Foi assim que conhecemos a Carla, o Rui e o Pierre e foi super bacana!!! Depois de nossa estadia, nos encontramos mais algumas vezes, e foi sempre muito bom!

Mas antes de pegar o trem para Deuil-la-Barre, tínhamos uma missão, o que resultou em mais uma visitinha num lugar do coração! Fomos fazer a inscrição para o curso de francês que Ismael vai fazer a partir da próxima semana. A escola fica pertinho de onde moramos em 2012, quando voltamos para morar aqui por mais 4 meses e meio, eleito nosso melhor endereço até então: às margens do canal de L'Ourq.Enquanto Ismael foi na escola, Quim e eu curtimos a Paris Plage, uma área de lazer montada nas duas margens do canal com areia, espreguiçadeiras, brinquedos, etc. Tudo isso exatamente em frente ao prédio onde moramos! Nossa vontade dessa vez era tentar alugar o mesmo apartamento, mas infelizmente não estava disponível.

Nosso endereço atual fica perto dessa região, uma caminhadinha de 10 minutos e voilá!

Quim matando a saudade da chuvinha!
Ismael voltou da escola e nos encontrou pedalando no canal! Ao fundo o prédio onde moramos em 2012.



Cumprida a missão do dia e aplacada a saudade da antiga vizinhança, seguimos para o ponto zero. Para chegar lá puxamos pela memória e Ismael tinha o nome da estação na ponta da língua: Épinay-Villetaneuse. Fica na Banlieue, ou seja, a região metropolitana de Paris. Consultamos o mapa e vimos que nossos cartões Navigo (transporte público) abrangiam esta área*. Saímos depois do almoço, rumo a Gare du Nord, grandes linhas, Gare d'Épinay-Villetaneuse.

Ao descer do trem já bateu aquele sorriso bobo, um sentimento de voltar, de viver de novo, de conhecer tão bem um lugarzinho tão distante de nossa realidade atual... E o engraçado é que ao chegar nem sabíamos exatamente o que buscar. Visitar o antigo endereço? Refazer caminhadas daqueles dias? Dar um pulo no mercado que sempre tinha preços incríveis? Na dúvida, fizemos tudo! Começamos passando pelo endereço onde moramos... foram apenas 40 dias, mas foi nossa chegada em Paris!!! Coração bateu forte. E Joaquim só acompanhava: "olha aquela janela, filho!! Era seu quarto! Ali era a janela da cozinha! Cortaram as plantas da entrada..."

Chegando na estação de trem com aquela sensação de estar "voltando pra casa"...
Nosso primeiro endereço!! As duas janelinhas no telhado do prédio branco são do apê onde moramos por 40 dias chegando na França em 2010...

Em seguida, fizemos o caminho do Chemin Vert, que havíamos explorado algumas vezes na época. Uma rua que leva a um parque gostoso para caminhar, piquinicar e criança brincar. De lá nossa meta era ir para a beira do rio Sena, cuja margem oferece mais uma área deliciosa para caminhadas e piqueniques. Meio sem querer, no caminho para lá, encontramos o Supermarché que tínhamos na memória cujos preços e ofertas eram incríveis. Continuam sendo! Saímos de lá com o guarda-roupa de Quim-Quim renovado!! he he he... E quem resiste a camisetas a 2 euros, calças (jeans!) a 6 euros e casacos a 12 euros??!? Sem falar no kit de 7 meias a 4 euros!!! Nunca comprei tanta meia junta pro moleque!!! rssss... Além das roupitchas para molequim, compramos coisinhas para fazer um piquenique, pois nosso alvo ainda era a magem do rio Sena.

Parque próximo ao local onde moramos em Deuil-la-Barre...

Piquinicando às margens do rio Sena em Épinay-sur-Seine

Passeio às margens do Sena em Épinay-sur-Seine

Matando as saudades das redondezas...

Pergunta daqui, pesquisa dali e encontramos!! Esse foi um dos passeios que a Carla havia nos indicado láaaa em 2010 e que nós amamos fazer! Caminhar às margens do rio Sena fora de Paris. É outra geografia, outra paisagem e tão lindo quanto!! Ao chegar elegemos um lugarzinho para o nosso piquenique e ficamos lá... sendo felizes...

Voltamos para nossa casa com a noite feita, pra lá de 22h. E felizes da vida!!!



* Pesquisando sobre a abrangência dos nossos cartões Navigo Decouvérte (cartão para usar o transporte público), Ismael descobriu que eles vão bem além do que estávamos imaginando!!! Por exemplo, já tínhamos planos de, em algum momento, fazer uma "viaginha" para Provins, uma cidade medieval que fica a 100 Km de Paris. Estávamos pesquisando alugar um carro, fazer um roteiro de 3 dias para aproveitar a saída e, além de Provins, visitar o Castelo de Fontainebleau e vilarejos no caminho. Pois não é que o Navigo cobre toda essa região?!?! Foi lindo saber disso!!! Pois assim vimos que dá pra fazer bate-e-volta sem ter o gasto com aluguel de carro e hospedagem!! Bora lá!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Dias 03 e 04 - Tudo é velho. Tudo é novo.

Escrevo agora, domingo à noite. Acho que começamos a regular o sono... ou, ao menos, não estamos mais tão abalados com o cansaço da viagem e o fuso de 5 horas. Mas estamos de férias e estamos em Paris. E então nos permitimos também um pouco daquele luxo de deixar o sono e os horários mais soltos que na vida ordinária.

Ontem sábado, nos programamos pra acordar não tão tarde, afinal, possivelmente teríamos visita para o almoço. Então me aprumei pra ir ao mercado fazer comprar pro final de semana.
Ir ao mercado é uma aventura e exige certo tempo. Produtos desconhecidos, a grande maioria são marcas novas para nós, a localização dos produtos, tentar entender a lógica de preços. Resolvi ir ao Lidl novamente, e isso daí também é outra aventura por que ele é bem lotado – e lotado de pessoas que conhecem onde estão os produtos, as marcas, os preços, então estão bem em outro ritmo de compras que eu. Mas, sinceridade, também não estamos tão descontextualizados. Há produtos e marcas que já conhecemos de outras ocasiões, então, nestes casos, há o prazer do reencontro.
Neste sentido, temos experimentado nos últimos dias, várias vezes gemer gostoso, aquele gemido de hummmmmmm quase doído. Cada primeira mordida num queijo, cada primeira colher de iogurte, cada madeleine, pain au chocolat e gole de vinho roubam de nós um pouco de alma, um gemido e um sorriso de quem diz: “há quanto tempo!!”.

De volta em casa, descobri que as visitas iriam chegar mais de tarde. Cozinhamos, almoçamos e Aline partiu em sua jornada pro espetáculo em La Seine Musical. Previsão de tempo pra ela chegar lá: 1h15... No extremo oposto de Paris, já até fora da cidade.

Fiquei preguiçoso em casa com Quim, mas a vontade de estar pela cidade não deixa muito tempo. Ainda há uma euforia, apesar do cansaço, esse desejo de comer tudo, ver tudo, respirar tudo.
O dia esfriou, nublado, até molhado o chão acordou de manhã. A perspectiva de realizarmos um piquenique no final de semana não era promissora, mas, em Paris, nunca se sabe a hora que um piquenique pode acontecer em sua vida... Fomos então ao mercado (novamente – falei que temos vontade de comer tudo?), comprar mais alguma besteirinha pra um eventual piquenique.


Logo as visitas chegaram: Júnior, Ana e Bibi vieram de Laon (ao norte de Paris) pra nos encontrar. Que coisa tão boa! Aline até brincou dizendo que “agora sim chegamos na França”. Amigos tão queridos de longa data. Desde a primeira vez que viemos pra Paris, em 2010, quando nos conhecemos, estabelecemos uma amizade linda e fácil que alimenta o coração de todos.
A última vez que nos encontramos fazia já 3 anos, em 2014. Naquele ano, antes de viajar de férias a Paris, encontramos com Ana e Bibi por duas horinhas no Brasil (ela estava de férias lá), e assim que chegamos aqui, na mesma semana, encontramos Júnior, vindo de Laon pra passar o dia conosco uns dias antes dele ir ao Brasil.

Ao andarmos pela rua neste sábado, nos demos conta de que fazia pelo menos 5 anos o último passeio juntos por aqui.... com sentimento de que foi recém na semana passada.
Andando pelo bairro, fomos até ao Canal de l’Ourcq, onde está tendo o Paris Plage. A tarde já quase virava noite, e sentamos por ali: vinho queijo, madeleines... realmente, ensacolar alguns itens antes de andar pelas ruas, aumenta a possibilidade de um piquenique surpreender você em Paris. E sentamos bem ali, olhando pro antigo apartamento em que moramos em 2012, na borda do canal.

Joaquim e Bibi tem idade próxima, e, sem se verem há três anos, significa que não se viam há quase metade de suas curtas vidas. No começo foi aquela timidez, mas ao longo do final de semana, fomos vendo a parceria e amizade surgindo novamente. E que dupla!

No domingo de manhã, fomos a um “brocante” (feirinha de rua de antiguidades e cacarecos) aqui perto. Daquelas coisas fantásticas pra se fazer em Paris, vendo a história e o tempo por entre seus dedos: máscaras de madeira vindas da África, bijouterias antigas, cartões postais enviados de lugares distantes há tempos, medalhas de guerras que se perderam de seus heróis, capacetes de diferentes exércitos que testemunharam momentos sofridos, uma louça perdida sem par, um cachimbo usado, um vestido demodê, um livro novo barato, um brinquedo feio, uma moldura sem tela... tudo a negociar, a pechinchar. Pra nós, e o prazer de ver, imaginar, muito além do que ter.

A tarde a ideia era levarmos as crianças para visitar a Exposição Dragonland... do outro lado de Paris. Fomos todos de carro – e que delícia andar de carro em Paris! Foram pouquíssimas vezes que tivemos esta experiência. Aline estava feito turista japonesa tirando fotos de tudo em todo percurso. No caminho, lembramos que hoje seria a chegada do Tour de France, na Champs Elysée, e que haveria um trajeto dentro da cidade. Achei o máximo discutir com Júnior alternativas de caminho pra evitar as ruas fechadas. Mas se andar de carro é legal, engarrafar em Paris é comum. E mesmo hoje domingo, o trânsito não estava fácil. Alguns trechos semi-interrompidos por obras em andamento, e algum caos, mesmo tentando desviar, causado pelo Tour de France. Resultado: chegamos tarde demais na exposição. Desespero de Quim, lamento dos outros, voltamos engarrafando um pouco mais para casa.


Mais uma refeição juntos, alguns planos de reencontro no período, agendamento de uma visita a Laon em breve. Conquistas, frustrações, desejos, compartilhar a alma.

Por fim, Paris é um pano de fundo, embora linda e empolgante, ela se torna em certos momentos uma madrinha para nós, e não mais a rainha dominante. Uma dinda que nos recebe, mas que não é o centro. A dinda que nos presenteia, mas o cafuné é muito mais que o regalo.

Os cheiros de Paris, os sabores, as luzes, as cores, a arquitetura, os sons... e os afetos. Cada mordida de queijo, gole de vinho ou olhar pra uma janela antiga nos rouba um suspiro. E os abraços saudosos que dão tanto sentido em estarmos por aqui de novo. Tudo é velho. Tudo é novo.

Vive la France!

sábado, 22 de julho de 2017

Dia 02 - Começando a viver a cidade

Nós temos por princípio que quanto mais sabemos sobre as opções que um destino nos oferece, mais aproveitamos a viagem. Essa é uma máxima que temos para a vida desde que, em nosso primeiro mochilão, encontramos uma menina brasileira em Roma, viajando sozinha e dizendo que já tinha visto tudo o que queria no segundo dia na cidade!! Roma!!!! Dois dias...  ok... nós saímos de lá sentindo que dois meses não seriam suficientes para dar conta daquilo tudo!!

Bom, como nosso tempo em Paris desta vez inclui um curso que compromete algumas horas da temporada e sabíamos que nossa estadia aqui seria de pelo menos 35 dias, começamos a pesquisar muuuuito sobre tudo o que estaria rolando na cité e arredores nessa época. Lemos em algum lugar sobre uma exposição bacana que estaria no Musée du Quai Branly por estes dias (termina depois de amanhã) - Picasso Primitif - sobre a influência das máscaras africanas em sua arte. Decidimos que hoje seria o dia de ir até lá, pois teremos visitas para o final de semana . E como já seria meio caminho para o Seine Musicale, onde já tínhamos ingressos comprados para um espetáculo de dança (que dividimos em duas sessões, pois é programa de adulto!*), resolvemos ir mais no final da tarde para poder casar os programas.

Programa da tarde decidido, resolvemos sair pela manhã para bater uma perninha pelo bairro. Nosso prédio fica ao ladinho do parque Buttes Chaumont, nosso amado salve-salve. Então fomos lá para dar um oi. Foi aquela emoção, relembrar piqueniques, fotos, caminhadas e até a corrida da qual Ismael participou lá em 2012... Muitas lembranças gostosas... e o melhor foi ouvir Joaquim falando: "eu lembro que aqui a gente fez um piquenique com o tio Júnior!!"... "E aqui foi onde a gente esperou o papai chegar da corrida!!"

Na volta pra casa passamos no mercado. Estamos em plena missão de encontrar as opções mais baratas das redondezas, e vimos um Leader Price no caminho, opa, é lá mesmo!! Apesar de ser um supermercado de descontos, ainda achamos os preços de alguns itens bem salgados (é a crise!), mas o bom é que ainda existem opções de queijos e vinhos baratos!!! hehehehe...

Depois do almoço, deliciosamente preparado pelo Ismael, rolou aquela preguicinha básica, e foi nessa hora que percebi que Joaquim estava mais quentinho do que deveria. Medi a temperatura e voilá, molequim estava com 38,2 graus de febre. Praquêeee??? Pra quê febre numa hora dessas??!!? Bom, fizemos uma reuniãozinha de família e decidimos que alguém teria que aproveitar a exposição do Picasso, e como ficava para os lados do espetáculo de dança, e hoje era o dia de Ismael assistir o espetáculo, eu sugeri de Ismael ir e eu ficaria por aqui, observando Joaquim. Enquanto isso, demos um antitérmico pra criança... Coisa de meia hora e ele estava lá todo serelepe. Conversamos novamente, trocamos ideia e resolvemos ir todos conferir o Picasso no Quai Branly, meio no espírito de vamos ver até onde vai e aproveitar o que der...

Cada vez que vemos a Torre é uma emoção!!

Já foi uma delícia chegar na região do Museu. Ele fica coladinho na Torre Eiffel, então hoje estivemos um pouquinho mais perto dela!! A segunda delícia foi descobrir uma área ao ar livre que o museu dispõem gratuitamente para quem estiver de passagem ou para os visitantes das exposições. É muito legal, tem esteiras, almofadas e espreguiçadeiras espalhadas numa área verde, onde o museu também disponibiliza livros e até tapa-olhos para quem só quiser fazer uma "siesta". Joaquim amou a proposta e já quis ficar por ali pra fazer um piquenique! Nós tínhamos a expectativa de conhecer o terraço do Museu, mas como já ia fechar (18h) e o custo é independente de visitar alguma exposição (custa 3 Euros pra subir), acabamos sucumbindo à vontade do pequeno e lá fomos nós relaxar nos jardins do Quai Branly antes de ver a exposição, e foi muito bom!! O que achei mais incrível foi perceber que é um espaço utilizado não só pelos visitantes do museu, ou turistas. Enquanto estivemos ali, vi um casal de namorados curtindo o espaço numa boa e um avô que chegou com seu netinho para sentar e ler histórias... achei tão lindo...

Jardim do Quai de Branly com Torre Eiffel ao fundo

E lá fomos nós visitar a exposição. Passados os primeiros 2 minutos percebemos que Joaquim não estava na mesa vibe... Em sua defesa, ele era a única criança no ambiente e a exposição começava com muito texto e contexto. Tudo em francês e inglês, ou seja, tínhamos que explicar tudo para ele. Em nossa defesa, estávamos interessados em tentar ler tudo com calma para fruir as obras com o devido tempo... resultado, Ismael visitou a exposição num ritmo compatível com Joaquim e eu fiquei pra trás, vendo tudo com mais calma.
* Essa primeira experiência foi bem importante pra determinar nossas próximas visitas a museus e exposições!!

Joaquim e as máscaras primitas

Saindo do Museu nos separamos. Ismael seguiu para o local do espetáculo e eu e Quim pegamos o caminho de volta para casa. Deu um frio na barriga. Primeira vez que ia cada um para um canto... será que ambos temos os códigos de entrada do prédio? Será que estamos com os passes de ônibus e metrô? Será que Ismael tem o ingresso? A chave do apê está comigo? E o mais engraçado foi que ambos sentimos isso ao mesmo tempo, como constatamos mais tarde.

Pra mim especialmente, bateu a insegurança em relação a encontrar o ponto de ônibus no sentido correto depois que eu e Joaquim saíssemos da estação de metrô. Isso seria na praça Republique, uma das maiores e mais movimentadas de Paris. Combinei com Quim que sairíamos da estação de metrô e procuraríamos a parada de ônibus, se não encontrássemos, a ideia era voltar e pegar outro metrô até perto de casa. Foi a melhor decisão, justamente porque não encontramos a parada de ônibus e tivemos que caminhar pela praça para procurá-la. Assim encontramos uma área de jogos para les enfants, super legal!! Eram várias estações com jogos de montar, com muitas peças, para as crianças se esbaldarem. Joaquim ficou um pouco tímido de início, mas logo percebeu que podia pegar tudo e brincar mesmo e sijogou na brincadeira. E eu amei!!! Fiquei na volta tentando entender aquela maravilha e percebi que era um programa de férias de verão bancado pela prefeitura, com parcerias, que disponibilizava jogos para todas as idades. Vi que tinham também jogos de tabuleiro e mesinhas para o pessoal se abancar e usar a vontade. Super legal!!

Brinquedoteca ao ar livre na Republique





Quando Joaquim cansou de brincar, seguimos para casa. Achamos o ponto de ônibus!!! Mais tarde Ismael voltou do espetáculo e foi bem gostoso partilharmos de experiências inéditas e autônomas vividas neste segundo dia de Paris!! Principalmente porque amanhã será o meu dia de assistir ao espetáculo de dança e Ismael já me deu todas as dicas!! he he...

Seine Musicale de Paris - um novo espaço destinado a espetáculos na cité, desde abril de 2017.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Dia 01 - Realizando desejos!

Dormimos bem. Todos. Acordamos e dormimos várias vezes ao longo da manhã. São 5 horas de fuso e as tantas da viagem, sem contar nosso terrível hábito de na véspera ficar fechando malas e dormir ínfimas horas. Mas foi tão bom acordar em Paris! E bom acordar e não precisar sair correndo de casa pra aproveitar o tempo. Por que tempo teremos.

O café da manhã foi meio almoço. Mas como não tomar algum destes iogurtes maravilhosos daqui?
Antes de viajarmos, conversávamos em casa fazendo planos, falando das comidas bobas que compraríamos assim que chegássemos, dos lugares que gostaríamos de ir... Joaquim, entre resquícios de memórias próprias e inspirações que sugeríamos, também foi construindo seus planos e alimentando desejos. Hoje então foi dia de Joaquim realizar um dos seus: visitar o Museu de História Natural, exposição de Paleontologia e Anatomia Comparada. 

Pensamos em ir de ônibus, mas teríamos que trocar. Daí resolvemos ir de metrô, acabamos mudando os planos no caminho e alteramos a rota pra não demorar tanto, tomamos três metrôs diferentes.Tudo tão rápido, ágil... Daí nos demos conta dos novos tempos em que vivemos. Ainda da última vez que estivemos em 2014, Joaquim usou carrinho aqui. Com 4 anos, no Brasil, poucas crianças ainda andam de carrinho, mas pra Paris? Totalmente dentro do perfil. Como passar o dia batendo pernas pela cidade com um meninão? Isso significava muito esforço e malabarismos nas escadarias das estações de metrô principalmente. Mas agora os tempos são outros. Sem carrinhos!!! Basta subir e descer escadas sem precisar manobras e carregamentos!

Pessoal compenetrado no metrô, a caminho do Museu de História Natural


Descemos na Gare de Austerlitz e logo demos de cara com o Jardin des Plantes e o prédio que nos interessava. Joaquim estava eufórico. Antes de sairmos, baixamos um aplicativo que mostrava alguns animais da exposição, o que ele logo devorou. Ele foi preparado para a visita, levou seu seu Manual da Pré-história e um Diário de Paleontologia que está fazendo, pra pesquisar e fazer registros importantes!


Dentro do museu, sabe o que é uma criança feliz? Olhando tudo atento, empolgado, reconhecendo animais, concordando com os nomes nas plaquinhas de identificação (escritas em francês e/ou latin), explicando para nós coisas que nunca ouvimos falar. Preciso dizer que era de encher o coração de alegria por dar esta oportunidade a Joaquim?

A realização em pessoa!

Joaquim feliz da vida reconhecendo os fósseis vários dos seus amados dinos!

Tivemos aulinha particular com nosso pequeno nos explicando várias coisas!





Deixamos o museu depois de quase 90 minutos. Vagamos pelo Jardin sempre lindo. De repente, um carrossel com animais e dinossauros. E lá vai Joaquim pro primeiro carrossel da temporada. Montou no quê? Num tricerátopo, é óbvio.





Sentamos num banquinho, cansados, claro. Matamos o resto da batata frita da Ponts des Arts. E seguimos rumo ainda ao reencontro desta velha senhora francesa. Tomamos rumo pela margem do Sena, sem tempo, indo, chegando, ainda flertando, ainda reconhecendo e querendo ser reconhecidos. Passamos pelo “Musée de la sculpture en plein air” [Museu de esculturas ao ar livre], uma região à margem do Sena onde estão distribuídas varias esculturas de diferentes artistas. Sentamos para ver o rio, abanar para mais tursitas felizes em seus barcos turísticos, tomar um fio de sol na cara. Chegar. Estar.

E flanando seguimos beirando o rio, vendo os barcos estacionados enquanto nos aproximávamos pouco a pouco, por trás, vendo a exuberância de Notre Dame. Nós olhando pra ela, ela sem nos ver chegando. Nós ali, quase que de surpresa pra lhe dar um abraço gentil.Decidimos dar uma entrada, pra ver os vitrais no sol do fim do dia (já era quase 19h), mas já havia fechado, danadinha.





Satisfeitos e famintos, tomamos um metrô e resolvemos sair na Boulevard de Belleville. Saímos bem ali, pertinho de nossa antiga escola de francês, sabendo que logo adiante, rumo de casa, haveria um Lidl, um mercado que os imigrantes e estudantes gostam muito (por que é barato). Fizemos a festa e seguimos a pé até em casa.
Cansados. Felizes.
Com mais cheiros, mais gostos, mais sons, mais luzes na cidade luz

Foi um dia muito bom!

Dia 00 - A Chegada

Chegamos em Paris. De novo. Finalmente!


Família sorriso, começando a viagem!!

O piloto da Alitália, todo simpaticão, foi levando Joaquim para a cabine, ele nos olhou
como quem diz "o que está acontecendo?", rssss... mas foi junto e curtiu!!

Chegamos no início da tarde, depois de uma longa viagem tranquila. Não fosse ficar cerca de uma hora e meia em pé na fila de imigração em Roma, não teríamos muito o que comentar da viagem. A não ser sobre a menina brasileira que vomitou o vôo inteiro de São Paulo à Roma. E depois de Roma à Paris. Não fosse também o fato de que em nosso setor do vôo da Alitália não estar funcionando nada: nem filme, nem luz, nem chamada de comissários. Mas neste sentido, até que foi tudo bem. O escurinho não foi tão incômodo, conseguimos dormir e nos ajeitar bem... já não podemos dizer o mesmo dos pais da menina que vomitou sem parar... e no escuro...

Havíamos feito alguns cálculos pra decidir como vir do aeroporto pro nosso petit appartement, no 19º arrondissement de Paris. Nas últimas vezes, nos tornamos mais luxuosos e usamos serviço de transfer. Mas vejamos: Joaquim era um bebê gorducho que além de precisar ser carregado, gerava muita bagagem. Considerando a hora da chegada desta vez, o tanto de bagagem, o preço dos transportes, que Joaquim já caminha e já carrega, resolvemos ignorar nossas 23 horas em trânsito e tomar um trem e depois um metrô. Ah, sim, e também subir algumas escadas e caminhar um pouquinho na calçada. Enfim, não fossem outros turistas que vivem fazendo isso, nos sentiríamos talvez meio excêntricos – mas qual o quê! Paris e seus habitantes estão acostumados com gente feliz e disposta (e com menos dinheiro que gostaria) como nós.

No trem a caminho da cité!

Chegamos no apê com tranquilidade. Tendo já saboreado o som do metrô, o balanço do trem, o cheiro das estações, o burburinho poliglota da cidade luz. A região que escolhemos viver por 35 dias já nos é conhecida – e cada vez gostamos mais dela.


Arthur, amigo dos proprietários do apê nos esperava pra passar a chaves. Já tínhamos recebido os dois códigos das duas portas de acesso e as instruções pra tomar o elevador correto e achar o apartamento. Sem portaria, você chega e digita a senha. Abre a porta e entra no prédio. Depois tem que saber se vai tomar o elevador da direita ou da esquerda, daí digita o código da segunda porta. Sobe elavador, e daí vc tem que achar a porta certa, pois afinal, os apês não são numerados como estamos acostumados. Eventualmente, há o nome do morador na porta ou campainha, eventualmente.

Arthur se foi logo, e assim pudemos começar a tomar mais conhecimento do apê: abrir geladeira, armários, ver o que tem atrás de cada porta, o que tem por cima de cada aparadouro ou prateleira. Tranqueiras por todo lado. Típico apê parisiense.

É a primeira vez que ficamos hospedados num apê mais antigo, típico da arquitetura parisiense de Hausmann. Quarto andar com elevador adaptado no fosso da escada, ou seja, apertadinho que só. A vista nos encanta, embora não seja ampla. Apê de esquina, temos vista pro cruzamento e duas ruas. Os grandes plátanos alcançam nossas janelas com suas copas enormes e entrevemos entre as folhas e galhos a rua abaixo. Na esquina bem em frente a janela da sala, um prédio antigo como o nosso, na calçada um restaurantinho desses simpáticos franceses com detalhe em luz de neon vermelho a noite.


Portinha do prédio onde vamos morar nestes 35 dias de Paris!

Prédio com mais "cara de Paris" em que já ficamos até agora.

Largados no sofá, sorrindo sem parar, tomamos uma cerveja trapista bem geladinha que o proprietário deixou. Depois matei um sorvetinho de baunilha com macadâmia. Desfizemos as malas pra ter noção de espaço, ou para dar um tempo antes de nos lançarmos ao reencontro de Paris.

Descemos à rua, um mercado na esquina realmente é muito prático. Mas tínhamos um destino já em mente: ir a uma loja Picard que sabíamos exatamente onde. Digam o que quiserem, amamos a Picard. Tem comidas congeladas a bons preços, coisas gostosas e inspiradoras. Já sabíamos desde janeiro o que comeríamos na primeira refeição: Pâte au Crevette, ou Macarrão com camarão. Passamos ainda no mercado pra comprar alguns itens e fomos pra casa comer e beber e começar a matar a saudade de vinhos e queijos.

Pra matar a saudade!!!

Estávamos cansados, mas como não sair de casa e reencontrar Paris? Temos duas linhas de ônibus passando nas duas ruas em frente ao prédio. Vimos que uma seguia do pé de nosso prédio até o centro. Bora ver Paris de bus. Das outras vezes que moramos e estivemos por aqui, usamos pouco ônibus, e tá com cara de que esta vez será a vez deles. Saímos de casa já passava de 18h e o sol tava ali, dizendo pra sairmos sim.

Descemos próximo ao Museu Arts et Metiers, já no Marais. Seguimos dali caminhando, meio que sem saber direito pra onde. Passamos em frente ao museu que visitamos há três anos, na mesma esquina em que, naqueles dias, telefonamos pro seguro de saúde pedindo orientações de um médico para Joaquim que ardia em febre... Pensamos em ir até o Hotêl de Ville e a Notre Dame, sentir que chegamos vendo coisas que só Paris tem. No trajeto, resolvemos passar por Les Halles. Há três anos estava sendo construído um novo projeto. Conhecemos o projeto quase concluído e dali continuamos leves e nos aproximamos do Louvre. Dali já sabíamos bem pra onde iríamos, um dos nossos lugares mais queridos de Paris, pra onde já levamos vários amigos e onde vira e mexe a gente se vê chegando e sentando: a Pont des Arts. Sentar sobre o Sena, ver a torre Eiffel ao longe, abanar para os turistas felizes nos barcos. Sentamos no chão, um piquenique improvisado de batata frita e água. Era só o que precisávamos.





Sol se pondo às 22h na Rue Rivoli

Decidimos voltar de ônibus pra casa, andamos até o Palais Royal, e em dois minutos chegou o ônibus. Porém, estava recolhendo e não havia mais a partir daquele horário (21h). Bora pro metrô!! Descemos na estação Stalingrad, a mesma que usávamos em 2012, quando moramos na borda do Canal de l’Ourcq. Saímos na mesma saída, andamos na mesma avenida, num caminho que já foi nossa casa um dia. Logo virando a esquina, o canal que ocupa tanto espaço lindo em nossas memórias. A Paris Plage, espaço construído às margens do Sena e desta parte do canal durante o verão, já estava fechado, ou seja, já passava de 22h. Mas a noite ainda não tinha chegado. Ao invés de contornar o canal, tomamos o barquinho que faz travessias gratuitas de uma borda a outra. Travessia que dura dois ou três minutos, mas dá toda uma graça de já andar de barco no primeiro dia de nosso verão em Paris neste ano.

Sons, cheiros, sabores, luzes... Paris sendo relembrada em nós inteiros.
Tombamos exaustos e felizes. Paris ainda existe. Estamos aqui!

A fachada da loja traduzindo nosso sentimento: "Faz da tua vida um sonho,
e do sonho uma realidade." (Antoine St. Exupery)

sábado, 1 de julho de 2017

E lá vamos nós! Encore e toujours!!!

"A vida pode ser tantas!"

Essa é uma máxima aqui em casa e pensamos nisso sempre que planejamos uma viagem e vislumbramos as infinitas possibilidades que o mundo oferece. Nessa hora percebemos o quanto somos curiosos e temos vontade de conhecer algumas destas tantas possibilidade de se viver. Eu amo minha vida, mas também amo experimentá-la em outros contextos, seja pela geografia, pelo clima ou pelo ritmo do lugar em que se vive... Acho que essa é a essência e principal motivação que nos leva a querer viajar, sempre de novo.

E aí nos perguntam: "mas se as possibilidades são tantas, porque de novo Paris?!"... Apenas porque é um caso de paixão irreversível!! ha ha ha... Claro que é sempre bom conhecer novos lugares, e continuamos fazendo isso sempre que possível, mas a cidade luz nos chama de um jeito meio mágico! Tanto é que que mantemos este blog pra falar justamente sobre isso!! Nossa viagem de estreia foi lá em 2001, num mochilão pela Europa, quando passamos apenas alguns dias em Paris; depois vivemos na cité cerca de um ano e meio, entre 2010 e 2012; mais tarde voltamos para um período de férias em 2014 e sempre que chega a hora de voltar para o nosso Brasil brasileiro vamos com um gostinho de quero-mais. Acho que é isso que nos faz querer voltar. O mais legal é que a cidade não se esgota fácil, ou seja, ainda tem muito pra se viver por lá!! Como eu escrevi em nosso blog de viagens, o Grande Mundo Colorido:

 "Nós amamos essa cidade e por isso temos um combinado: quando houver oportunidade de 
viajar para a Europa (e torcemos para que sejam muitas!!), vamos tentar fazer de Paris 
nosso ponto de chegada e de saída, assim matamos as saudades da cité e aproveitamos 
para, a partir dela, explorar o que o Velho Mundo tem a oferecer!"

Então que surgiu uma nova oportunidade! Neste ano de 2017, maridón tirou uma licença para estudos, de 3 meses. Para escolher o destino levamos várias coisas em conta: nosso desejo do coração (Paris!), a cotação do Euro e do Dólar (chiiii, não vai dar!), opções mais baratas (Peru e Argentina entraram no ranking) ou quem sabe dê pra encarar o dólar (chegamos a bater o martelo em relação ao Canadá). 

Mas daí que numa dessas coisas de destino (ou não, afinal estávamos sempre pesquisando) recebemos um aviso de promoção de passagens para a Europa. Ismael ficou algumas horas vendo datas e preços até que encontrou o que consideramos uma pechincha. Foi o tempo de pensar, refletir, esperar os planetas se alinharem para decidir... e o preço aumentou!!! Afeee, quanta frustração!!! 

Mas como dizem, "a crise gera resultados"! E lá fomos nós em busca de uma solução, já que o gostinho de ir para a França já estava nos fazendo salivar. Em plena madrugada de muito mau humor (afinal o preço das passagens tinha aumentado em dois mil reais!!) acabamos encontrando outra pechincha, ainda melhor que a primeira, diretamente com a empresa aérea e voilá! Compramos! Era fevereiro de 2017 e as passagens estavam compradas. De sonhos e planos as coisas passaram a fato concreto!! Dos três meses de licença, dois deles passaremos do lado de lá do Atlântico, começando pela nossa amada Paris.

O próximo passo foi decidir onde e por quanto tempo ficaríamos na cidade luz. Lá fomos nós garimpar no AirBnb e no Housetrip, além das agências Lodgis e Paris Atittude. Entre inúmeras opções sedutoras, encontramos um apartamento fantástico pela Lodgis que ficava na Banlieue, ou seja, na periferia da cidade. Super nos empolgamos com a possibilidade porque ficava coladinho ao Château de VincennesBois de Vincennes e Parc Floral, uma região linda da cidade que visitamos sempre que possível! Uma dica ótima é explorar esta região pedalando (confira as dicas AQUI!)

Fizemos um primeiro contato com a agência e continuamos pesquisando. Outra parte da cidade amada-salve-salve para nós é nos arredores do Canal St. Martin e Canal de l'Ourcq, o 19˚ Arrondissement . É uma região super viva e animada, sem ser exatamente turística. Moramos lá em 2012 e foi uma experiência linda! Tanto que voltamos em 2014, para curtir duas semanas de férias. Desta vez, encontramos um apê pelo Airbnb ali na região e bateu a dúvida: uma experiência diferente na Banlieue ou mais uma delícia de viver no coração de uma das regiões que mais amamos na cidade? Chegamos a pensar em dividir o tempo de estadia em dois endereços, mas pesquisando vimos que não valia a pena, ia ficar muito mais caro a temporada em cada um dos apês. Então decidimos pelo coração do 19éme, pertinho do Canal e do parque Buttes Chaumont, num apartamento delicinha... Fizemos a reserva e láaaaa no dia 19/07 vamos conferir!

Na verdade ficamos bem felizes de garantir um pouso seguro para o período que precisávamos, 35 dias. Afinal nem sempre é fácil encontrar um lugar para a temporada exata que precisamos. Já havíamos experimentado isso em outras ocasiões quando as possibilidades eram para períodos menores ou diferentes da nossa necessidade. Dessa vez deu certo!

Nossa ideia é ficar este tempo na cité, aprimorar o francês, estudar o que for possível ser estudado, viver o que queremos viver e depois partir. Depois de Paris, teremos 17 dias para "circular" e é nessa hora que vem la nouveauté, o lugar até então desconhecido, a novidade! Esta etapa da viagem ainda está sendo planejada, afinal estaremos na França, e dali é tudo tão perto... A única certeza é que precisamos estar de volta na cité no dia 09/10/2017 porque no dia seguinte eu tenho um compromisso! Mas sobre isso eu falo outra hora!! 

terça-feira, 1 de julho de 2014

Paris, 01 de julho de 2014 - Dia 15

Dia da despedida. Amanhã partiremos para a segunda fase da viagem onde vamos desbravar o interior da França de carro, mas esses registros ficam para o Grande Mundo Colorido, nosso blog de viagens ;)

Hoje tentamos curtir ao máximo as últimas chances de flanar pela cidade, de ver as bonitezas da cité e deu tempo até para um último piquenique com amigos que estão por aqui também!

Musée d'Orsay

Roda gigante nas Tulleries

Vista do Jardin Villemin desde o canal St. Martin

Piquenique!

15 dias em Paris...
Donc, voilá! C'est ça. C'est fini.