retrospectiva

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sábado, 5 de agosto de 2017

Dia 17 - Programinha bom com amigos

Nós três, Ismael, Quim e eu, meio que não conseguimos resistir a um passeio de barco. Sempre que aparece uma oportunidade de entrar num barco e seguir rio, canal, lago ou mar a fora, a gente vai! Assim, quando Ismael leu sobre passeios de Navette no canal de L'Ourq a 1 euro por pessoa (crianças free!!) não tivemos dúvidas!!! Seria o programa do sabadão!
E como estávamos querendo nos encontrar com uma família de amigos esta semana, resolvemos unir o útil ao agradável e combinamos de fazer este passeio no sábado juntos. Rolou!! E foi lindo!!

Saindo do início do canal de L'Ourq, a Navette faz um trajeto de alguns quilômetros passando pelo Parc de la Villette e mais alguns pontos, onde se pode embarcar e desembarcar. Encontramos Lua, Hélio, Anahi e Johann no local de embarque, com mala e cuia para um piquenique e lá fomos nós! Achamos graça quando anunciaram o itinerário e disseram: "Os pontos de parada são tal, tal e tal, e se você não sabe pra onde vai, desça em Bobigny! Sabíamos que lá tinha um parque bem bacana e nossa idéia era desembarcar lá mesmo...

Todo mundo a postos para o passeio!

Navette passando pelo Parc de La Villette, um dos nossos lugares queridinhos...

La Géode! Na cité des sciences de La Villette

O passeio foi tranquilo, quase tranquilo demais, rssss... e o trajeto é bem bonito, mas como estávamos com duas crianças de 7 anos (Joaquim e Anahi) e um bebezucho de 16 meses (o Johann), o tempo dentro de um barco foi bem suficiente até Bobigny. Quando desembarcamos lá, entendemos a dica para parar ali, pois estava começando a se armar uma festa ao ar livre, com direito a DJ, barracas de bebidas e lanches e tudo mais... a coisa prometia bombar! Mas como ainda era cedo, tinha muito lugar ao sol pra fazer piquenique na paz e curtir a tarde de sábado. E assim foi. Uma delícia!!

É possível fazer esse passeio de bike também, o canal tem ciclovias em suas margens.

Piquenique!!!


Quim, Anahi e Johann curtindo o gramadão!
Joaquim e Anahi entraram no mundo de fantasia deles, correndo pelo gramado em busca de dragões, princesas e dinossauros, Johann às vezes tentava acompanhá-los, outras vezes decidia curtir o piquenique com os adultos, e nós quatro (adultos) nos largamos nas mantas para degustar os sandubas, queijos e vinho regados a um ótimo papo. Assim, como todo piquenique deve ser: uma delícia!!

Um brinde à amizade e aos encontros!

Depois do piquenique, resolvemos dar uma parada num parquinho que ficava bem às margens do rio para as crianças gastarem as últimas energias. Já havia passado um bom tempo desde a nossa chegada e percebemos que o movimento tinha aumentado consideravelmente. As crianças brincaram mais um tanto, Johann fez uma sonequinha, nós adultos encontramos a barraquinha do chopp, era final de tarde e o sol seguia alto...




Joaquim e Anahi fizeram amizade e brincaram muito com uma menina que só falava francês. Anahi fala francês e português. Foi a oportunidade perfeita para Joaquim se soltar e tentar se comunicar! Volta e meia ele vinha nos peguntar como falava tal coisa, ou víamos Anahi ensinando como ele devia falar, e a brincadeira rolou solta, foi lindo de ver. Depois encontraram dois irmãos brincando por ali que também falavam francês e português... foi muito bom ver Joaquim brincando com outras crianças, pois desde que chegamos ele ainda não tinha interagido assim.

Na hora de pegar o barco de volta o DJ já estava mandando ver, a pista de dança estava agitada e a gente "curtiu" a balada da fila para pegar a Navette, rssss...

Galera "invadindo" as margens do canal e a balada era logo ali ao lado!

Anahi e Quim curtindo o reencontro! (e eles nem lembram do encontro!!! foi há 5 anos atrás...)

Na Navette com Johann já acordado! =)
Passeio bom...

Nossos amigos desembaracaram no Parc de La Villette para pegar o metrô para casa. Resolvemos descer ali também e voltar caminhando. Assim tivemos a oportunidade de visitar um parquinho que estava sendo construído na última vez que estivemos aqui. Hélio e Lua tinham comentado no barco que era um parquinho bem legal e, depois de experimentar, concordamos! Tem um escorregador gigante, super legal, além de um circuito para os pequerruchos que estimula o equílibrio e a motricidade. Joaquim se divertiu mais um tanto e, tarde da noite, chegamos em casa... =)

Escultura? Intervenção? Diversão? Tudo ao mesmo tempo!! Esta criatura é um túnel a ser escalado, percorrido e escorregado!
Caminho para entrar na criatura...


A "tromba" do elefante que também é o escorregador...

A lua dando o ar da graça para fechar mais um dia de maravilhas...

domingo, 22 de junho de 2014

Paris, 22 de junho de 2014 - Dia 06

O verão de 2014 começou bem em Paris. O dia hoje foi perfeito e inspirador. Tivemos a impressão de que todos os parisienses estavam na rua para aproveitar o lindo sol e o calor delicioso.
Conosco não foi diferente, e para aproveitar o máximo que o dia tinha a oferecer alugamos bicicletas e um remòrque (espécie de reboque) para Joaquim (alugamos AQUI). A princípio ficamos indecisos se seria uma boa idéia sair pedalando com aquele "trambolho"preso na bicicleta sem estarmos acostumados, mas bastou um test drive pra logo ver que seria perfeito! E Joaquim super aprovou! Tanto que até sonequinha rolou no tal 'carrinho'.
Fizemos o trajeto clássico que amamos de paixão: pedalar ao longo do Canal Saint Martin, passar pelo Viaduc des Arts, Promenade Plantée e seguir até o Bois de Vincennes. Depois de tanto pedalar fizemos um piquenique memorável às margens no Lac Daumesnil e esticamos uma pedalada pelo bosque do Bois. Neste bosque a gente se perde no tempo e no espaço, e o fato de estar em contato direto com a natureza, no caminho de terra, nas árvores que cercam as trilhas, no riacho que vez outra cruzamos através de pontezinhas rústicas e fofas só aumenta essa sensação gostosa de "estar desligado do mundo". Tão gostosa que a volta para devolver as bicicletas foi com muita emoção, pois quase não chegamos a tempo!
Fechamos o dia perfeito com um drinque à bordo do Peniche Antipode, para brindar a delícia de dia!


Bike com remòrque

Canal Saint Martin

Promenade Plantée

Promenade Plantée

Promenade Plantée

Piquenique no Lac Daumesnil

Bois de Vincennes

Bois de Vincennes

Bois de Vincennes

Chateau de Vincennes

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Não basta estar em Paris, é preciso flanar...


Estratégias do caminhar - Flanêur

'' (...) Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível, é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes — a arte de flanar.
(...)Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem.
(...)É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o
inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. (...)'' (A rua - João do Rio)

Eu encontrei esse texto por acaso na internet, num blog onde a autora fala um pouco mais sobre o 'flanador'. E o texto é perfeito para introduzir um relato do meu momento flanêur que tive ontem. Vou começar do começo.

Ismael sempre foi mais "virador" do que eu. Ele tem, digamos assim, uma natureza de explorador bem maior que a minha, do tipo, se estamos caminhando e passamos pela entrada de um beco, ele sem dúvida nenhuma vai entrar pra ver o que tem lá, quando eu, muitas vezes, nem reparei que havia um beco ali. Juntando isso ao fato de que ele tem circulado bem mais do que eu aqui em Paris, por conta das idas às bibliotecas, Arquivo Nacional, etc., logo ele tem feito algumas descobertas bem legais, de lugarzinhos interessantes que vale a pena conhecer. E isso tem inclusive rendido uma situação engraçada, nossos passeios muitas vezes tem sido "repetecos" de lugares onde ele já esteve e resolveu voltar e me levar pra ver também. Sinceramente? Adoro!

Ontem foi mais ou menos assim. Ele saiu na hora do almoço para um tandem que está fazendo com uma amiga francesa (ele pratica o francês com ela, ela aprende português com ele, é bem legal!), e depois da aula ele deu uma caminhada pela região do Marais e arredores. Chegou em casa empolgado com uma ruazinha que até então não conhecíamos. Perguntou se eu não queria dar uma saída sozinha, tomar um ar, flanar um pouco. Eu quis. E fui. Ismael me explicou no mapa onde era a tal rua e lá fui eu.

Saindo da estação do metrô, caí dentro do centro comercial Les Halles, tratei logo de buscar ar puro, pois ontem foi feriado aqui na França então imaginem um shopping muuuuito cheio. Acontece que aquela região de Les Halles, sempre me pareceu bem muvuquenta, e mesmo já estando ao ar livre, ainda tinha uma certa sensação de sufocamento. Pra ajudar, assim que coloquei o pé na rua começou a cair um chuvisco chato. Ai, ai, ai... pensei com meus botões "nada de desânimo! É pra ser uma passeio gostoso e vai ser!".  Acontece que além de mais explorador, Ismael também é mais orientado geograficamente. Eu sou perdida. Não sabia pra que lado ir, resolvi sair caminhando pra ver onde ia chegar, encontrei uma livraria Mona Lisait no caminho, e não tem como não parar e ficar olhando a infinidade de livros bons, bonitos e baratos expostos em gôndolas na calçada (sem ninguém cuidando! pense...). Comecei a relaxar e senti que meu fim de tarde tinha tudo pra ser bom. A dúvida voltou quando, saindo da livraria e caminhando mais um pouco dei de cara com o mesmo lugar onde eu havia saído do metrô... Resolvi escolher outra direção e consultei um mapa. Agora sim, estava no caminho certo.

Não demorou muito e encontrei a tal ruazinha. Ela começa com o nome de Rue Montorgueil e logo vira Rue Poissonniere. O que ela tem de tão especial? Acho que é um pouco difícil de explicar, mas assim que cheguei ali entendi o que Ismael quis dizer. Ela parece transpirar a essência do ar parisiense, as lojas, cafés, as pessoas caminhando, o movimento, a luz... E foi incrível como mudei meu humor, perdi a pressa, relaxei, assim que percebi onde estava. Até o tempo mudou, o chuvisco parou e um solzinho tímido apareceu, jogando uma luz dourada em tudo e todos. Fui obrigada a escolher um café, daqueles mais "estereótipo parisiense" possível, com mesinhas redondas de tampo de vidro, cadeiras de palhinha, espaço apertadinho, mas muito convidativo. Escolhi uma mesa na calçada, logo sentaram turistas alemães na mesa atrás de mim, em seguida um senhor francês rabugento, na mesa ao lado, ele só parou para fumar um cigarro e tomar um expresso e logo partiu, e em outra mesa sentou outro senhor francês, com um jornal e seu cachorro na coleira, ele tomou uma coca light. Apesar da cafeína (não muito indicada para grávidas), eu pedi um café au lait, e degustei com o maior prazer e a menor pressa do mundo, enquanto aproveitava para escrever para o bebezinho, no diário que estamos fazendo para ele(a).

Acho que eu não cansaria nunca de ficar sentada ali, vendo passarem os turistas, as famílias aproveitando o feriado, os casais apaixonados... mas lá pelas tantas resolvi continuar caminhando pela ruazinha convidativa.  Apesar do feriado, muitas das lojas estavam abertas, não comprei nada, mas me deliciei olhando tudo e mais um pouco. Quando estava quase chegando na Boulevard Bonne-Nouvelle, percebi um grande, mas muito grande mesmo, movimento em frente a um cinema. Havia uma fila, e comecei a rir sozinha quando percebi na fila ninguém mais ninguém menos que Edward Mãos de Tesouras, A Noiva Cadáver, O Chapeleiro Maluco e váaaarios outros personagens do Tim Burton, e muitos deles repetidos... eram cosplays, alguns lindamente produzidos, outros nem tanto, aguardando na fila para a avant-première do novo filme de Burton, Dark Shadows. Eu já tinha sentido bastante falta da máquina fotográfica, mas nessa hora fique indignada por não estar com ela na bolsa. Foi muito inusitado!

Chegando na Bonne-Nouvelle procurei a loja Auber, de roupas e acessórios para bebês, Ismael tinha visto que estava aberta e resolvemos aproveitar para comprar a capa de chuva para o carrinho do Quim (esquecemos a nossa no Brasil, tipo dos manés... era a certeza de que só veríamos sol por aqui...). Essa loja é o templo da perdição para uma mulher grávida! Tem tanta coisa linda que a gente chega a ficar tonta... Depois de muito olhar e babar, saí de lá com a capa de chuva e um Calendrier de Grossesse, ou Caledário de Gravidez, um mimo pra poder contar os dias de um jeito mais fofo, he he...

Voltei pra casa feliz! Foi uma bela "flanada".

segunda-feira, 7 de maio de 2012

reCantos de Paris...

Quinta-feira resolvemos unir o útil ao agradável, saímos para resolver umas coisinhas e aproveitamos para passear pela cité. Nós estávamos planejando passar o final de semana com amigos que moram numa cidadezinha que fica a uns 150 Km de Paris, iríamos de trem. E queríamos comprar um presente para nossa pequena anfitriã que estará completando 3 aninhos em breve, sabíamos exatamente o que comprar e onde encontraríamos: móveis em miniatura para a casa de bonecas da pequena Béatrice. Tem uma loja só de miniaturas - coisas de pirar o cabeção! - na Passage Jouffroy. Antes de sair de casa, procuramos na internet uma Boutique SNCF próxima de lá para comprar as passagens de trem, tinha uma bem pertinho. Perfeito.

no metrô

Primeira parada foi para comprar as passagens. Aproveitamos para nos informar um pouco mais sobre a Carte Enfant +, que já usamos da outra vez em que estivemos aqui, e decidimos fazer novamente. Além da vantagem que já conhecíamos, descontos de 25% a 50% no preço das passagens de trem, para até 4 adultos que viagem com uma criança de 0 a 3 anos dentro da França, agora tem mais vantagens: a SNCF tem uma parceria com a AVIS (rent a car) e com a rede Accor de Hotéis (Ibis, Novo Hotel, etc), descontos nas diárias dos hotéis, do aluguel de carro, acento para crianças e condutor extra gratuitos. Achamos bem vantajoso. O custo para fazer a Carte é de 71 euros, mas fizemos um cálculo rápido e nos três próximos passeios que planejamos fazer a carteirinha já estará paga, vai valer a pena. Saímos satisfeitos com a Carte Enfante + e com as passagens (nas quais já economizamos 22 euros) e fomos para a Passage Jouffroy.

Passage Jouffroy

Essa galeria nós descobrimos sem querer na nossa primeira estadia aqui em Paris. Foi logo no início do período de 11 meses e ficamos tão encantados que depois recomendávamos para todo mundo que veio nos visitar, nem todo mundo teve tempo de dar uma passeada por lá, mas quem viu, gostou! Eu escrevi sobre a nossa descoberta na ocasião, num POST que, acabei de constatar, recebeu o mesmo nome que este aqui, ou seja, é um recanto mesmo! Ficamos quase loucos com as miniaturas na loja Miniatures World (La passion de la miniature). Aliás, a gente fica quase louco com quase todas as lojas nessa galeria, brinquedos antigos, livrarias com preços super convidativos, os doces de conto de fadas da La Cure Gourmande, uma delícia! Além de todo o charme do Hotel Chopin, que funciona neste endereço há 170 anos, o Musée Grévin com a careta grotesca espiando pela cortina os visitantes desavisados da Passage e a vitrine saborosa do Le Valentin. Vale a pena sempre passar por lá!

Quase que repetindo o passeio da primeira vez que estivemos na Passage, saindo de lá seguimos em busca de um terraço gratuito para ver a cidade do alto, mas desta vez não foi o terraço da Galerie Lafayette, e sim o da loja Printemps Haussmann, um pouquinho mais adiante para quem vem caminhando da Opéra. Achamos mais legal que o da Lafayette! Tem uma área gostosa pra ficar sem precisar consumir nada, mas também tem um café todo charmoso, no próprio terraço. Lugar ideal para curtir um final de tarde e ver o sol caindo sobre a cité.

Telhados de Paris vistos do terraço da loja Printemps-Haussmann
A imponência do Sacre Coeur

Joaquim não perde a chance de ver a "Tumi Fel"

O sol se pondo sobre La Defense

Ah, ia esquecendo de dizer que acabamos adiando os planos do final de semana, nosso anfitrião foi pego sem dó nem piedade por uma gripe porreta + conjuntivite, tudo o que ele não precisava era de visitas acampadas em sua casa num final de semana que só pedia cama e descanso. Trocamos as passagens sem problemas e tratamos de programar o final de semana em Paris. Sábado foi dia de rotina, Ismael aproveitou para mandar ver na pesquisa em duas bibliotecas, eu e Joaquim fomos ao parquinho nosso de cada dia, à tarde trabalhei, enquanto passarinho dormiu muito. E hoje, por acaso, foi o primeiro domingo do mês, dia de museu gratuito! Nosso eleito foi o Musée du Quai Branly.


Também chamado de Museu das Artes e Civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas, o museu fica no 7o arrondissement, pertinho da Torre Eiffel. Tem um acervo enorme de objetos, vestimentas, acessórios, máscaras, etc., gostei bastante, mas acho que o que curti mais foi o próprio museu, sua configuração e arquitetura. Nós já havíamos passado na frente várias vezes, sempre tivemos vontade de conhecer, e muito pela sua fachada discreta, tomada de vegetação. Hoje fomos conferir. Ficamos muito impressionados com o jardim, e com a harmonia entre os traços ousados da arquitetura e o verde abundante. O museu não é muito grande, digamos que é facilmente apreensível, embora seja possível se perder lendo sobre as obras, assistindo vídeos, etc. Hoje, além do acervo permanente, tinha uma exposição bem bacana chamada Les Maîtres du Desordre (Os mestres da desordem), com obras de Picasso, Basquiat entre outros artistas, além de uma exposição sobre a Patagônia e outra sobre a Chuva. Valeu a visita!