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domingo, 22 de junho de 2014

Paris, 22 de junho de 2014 - Dia 06

O verão de 2014 começou bem em Paris. O dia hoje foi perfeito e inspirador. Tivemos a impressão de que todos os parisienses estavam na rua para aproveitar o lindo sol e o calor delicioso.
Conosco não foi diferente, e para aproveitar o máximo que o dia tinha a oferecer alugamos bicicletas e um remòrque (espécie de reboque) para Joaquim (alugamos AQUI). A princípio ficamos indecisos se seria uma boa idéia sair pedalando com aquele "trambolho"preso na bicicleta sem estarmos acostumados, mas bastou um test drive pra logo ver que seria perfeito! E Joaquim super aprovou! Tanto que até sonequinha rolou no tal 'carrinho'.
Fizemos o trajeto clássico que amamos de paixão: pedalar ao longo do Canal Saint Martin, passar pelo Viaduc des Arts, Promenade Plantée e seguir até o Bois de Vincennes. Depois de tanto pedalar fizemos um piquenique memorável às margens no Lac Daumesnil e esticamos uma pedalada pelo bosque do Bois. Neste bosque a gente se perde no tempo e no espaço, e o fato de estar em contato direto com a natureza, no caminho de terra, nas árvores que cercam as trilhas, no riacho que vez outra cruzamos através de pontezinhas rústicas e fofas só aumenta essa sensação gostosa de "estar desligado do mundo". Tão gostosa que a volta para devolver as bicicletas foi com muita emoção, pois quase não chegamos a tempo!
Fechamos o dia perfeito com um drinque à bordo do Peniche Antipode, para brindar a delícia de dia!


Bike com remòrque

Canal Saint Martin

Promenade Plantée

Promenade Plantée

Promenade Plantée

Piquenique no Lac Daumesnil

Bois de Vincennes

Bois de Vincennes

Bois de Vincennes

Chateau de Vincennes

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sobre ser petit em Paris...

Eu já escrevi aqui sobre minhas impressões acerca de como é envelhecer na Europa, hoje venho falar do que temos percebido (bem de perto) sobre como é ser criança aqui em Paris.

Bom, uma das coisas que mais me chamou a atenção, SEMPRE, e falei disso desde que chegamos aqui para morar durante um tempo pela primeira vez, em agosto de 2010, foi a quantidade de famílias com crianças pequenas, mulheres grávidas, homens com bebês, e casais com bebês + crianças pequenas, circulando pelas ruas e praças e parques... ou seja, a taxa de natalidade por aqui é alta! Segundo minha pesquisa vapt-vupt na internet, a França é responsável pela segunda maior taxa de natalidade da Europa, e eu acredito!

Mas nem foi isso o que mais me impressionou... o que realmente me fez aplaudir em pé (e tentar aproveitar ao máximo) foi que para tal dado demográfico, existe uma resposta à altura da administração pública, e privada! A questão é a seguinte: existe um público enorme de pessoas com filhos pequenos, que precisam se distrair e, ao mesmo tempo, distrair os petits? Ok, então 'vamos' oferecer opções, e que sejam coisas interessantes!!!

A começar pelas pracinhas com playground, ou as squares, que a gente encontra a cada tanto por aqui. A cada tanto, quer dizer que existem muuuuitas. Aqui mesmo, pertinho de onde estamos morando, temos ao menos seis opções que lembro rapidamente e que já conheci, talvez existam mais algumas que ainda não encontrei... E pertinho que eu digo, é coisa de colocar Joaquim no carrinho e caminhar algo entre 5 ou 10 minutos. Se Joaquim for caminhando junto, é coisa de 15 a 20 minutos, rssss... É realmente perto. E o mais legal é a variedade, coisa fundamental para quem é pai e/ou mãe. Infelizmente, neste caso, não consigo fugir das comparações com minha terrinha, coisa que evito fazer pois afinal sei que muitos fatores contam nessa coisa de "aqui é assim, lá é assado...", mas as diferenças são gritantes. Cada uma dessas 6 pracinhas que temos aqui por perto oferece um tipo de atividade, brinquedo ou desafio diferente para Joaquim, e isso é muito legal! Na cidade onde moramos, no Brasil, as pracinhas mantidas pela prefeitura tem sempre os mesmos brinquedos: um escorregador (assassino, de tão alto e perigoso, e que não pode ser usado no horário de sol a pino, pois esfola a pele de tão quente que fica - eles são de metal), um gira-gira e uma, ou duas gangorras. É isso, sem variação. Se vc quer algo diferente, precisa pegar o carro, ou um transporte público, e ir para um ou outro parque que oferece algumas alternativas (devo admitir que até tem algumas bem legais, mas o problema é que são pontuais, e distantes). Aqui, na rotina diária com Joaquim, consigo incluir uma ida a um parquinho muito bacana, sem precisar me programar toda, empacar no trânsito, gastar com transporte.

Joaquim curtindo o "parquinho de madeira"

uma das coisas mais legais dos parquinhos é o contato com crianças de outras culturas e que falam outra língua!

Ele próprio já batizou alguns dos lugares que frequentamos: tem o "parquinho de madeira" - que é um parque com uma grande e variada estação de brinquedos de madeira, corda e borracha. Foi onde ele aprendeu a escalar, subir escada de corda, e onde pudemos ficar sentados pela primeira vez, Ismael e eu juntos, enquanto ele brincava livremente. É um dos mais próximos e um dos que mais frequentamos. Tudo bem que todos os outros parquinhos tem brinquedos de madeira, mas esse foi batizado assim pelo petit, voilá! Depois, descobrimos aqui pertinho o que Joaquim resolveu chamar de "o parque do coelho". Porque recebeu esse nome? Porque tem uns desníveis no chão, literalmente "montinhos" que fazem as crianças subir e descer. Nosso petit amou a "proposta" e decidiu que esses montinhos fazem ele pular como um coelhinho. Além disso, a praça tem brinquedos mais elaborados que o "parquinho de madeira", desafiando ainda mais nosso pequeno a testar suas habilidades e sua imaginação. Nota super legal: nesse parquinho Joaquim aprendeu por conta uma nova palavra em francês. Há um brinquedo que lembra muito um barco, e as crianças chamam de bateau (barco, em francês), ele voltou pra casa todo empolgado contando que havia brincado no bateau. Outro parquinho supimpa que conhecemos foi l'aire de jeux (área de brinquedos) do Parc de la Villette. É um espaço incrível ao ar livre, bem organizado e dividido em áreas para crianças de 2 a 4 anos e de 5 a 9 anos. A primeira vez em que estivemos lá, eu pensei que era pago, porque tem uma portaria, com porteiro inclusive, espaço para "estacionar" os carrinhos de bebês, toilettes e coisa e tal, mas é tudo free. O parquinho tem muita areia, uns colchões infláveis gigantescos para pular muito, balanços, brinquedos super legais para desafiar a motricidade e lógica dos petits e, olha só, espreguiçadeiras para os pais curtirem também enquanto os pimpolhos 'sijogam' na brincadeira. Super amei! E Joaquim também, esse foi batizado por ele de parque "novo", já fomos lá váaarias vezes, mas continua sendo o parque "novo". Bom, esses são alguns dos que temos aqui por perto, os outros são menores, mais simples, mas nem por isso menos interessantes. O que mais me chama a atenção é como parece existir uma preocupação em propor coisas diferentes para os pequenos, no sentido de desafiar habilidades, limites, curiosidade, etc. sem deixar de lado a segurança. Todas as pracinhas, sem excessão, tem um piso especial que contém borracha e ajuda a amortecer uma possível queda, por exemplo. Juro que eu queria conhecer quem foi que projetou e pensou tudo isso, é lindo!

essa ponte de cordas e madeira fica no "parque do coelho"

Joaquim descendo no "u-hu" que é como ele chama o escorregador  ("parque do coelho")

L'aire de jeux do Parc de La Villette
desafios divertidos para o pequerrucho -  L'aire de jeux do Parc de La Villette 
É muito legal ver a alegria dele quando consegue superar um desafio!

aí estão os "montinhos" que levaram este parque a ganhar o nome de "parque do coelho"

Outra coisa incrível que encontrei aqui são os Cafés des Enfants. Paris tem a fama de não ter restaurantes, bistrôs ou cafés com estrutura para receber crianças. Geralmente os espaços são super apertados, impossível entrar com um carrinho e não existem cadeirões disponíveis, MAS, por outro lado, aqui existem esses lugares onde se pode ir com os pequenos para, além de comer ou beber algo, propor alguma atividade interessante e divertida para as crianças. O cigarro é proibido e a maioria não vende bebida alcóolica, em geral existe um cardápio que contempla também os pequenos. No Brasil é comum nos restaurantes e até alguns barzinhos, ter um playground na área externa, mas o que estes Cafés des Enfants oferecem vai além disso. O Café Zoïde, por exemplo, opção que fica a 5 minutos de nossa casa, oferece ateliers de música, construção de brinquedos, desenho, dança, etc, além do espaço com brinquedos de mesa, livros, etc. Para participar de forma mais intensa nas atividades que o Café oferece e até fazer empréstimos de livros e brinquedos, a criança pode se associar, e seus pais podem se voluntariar para ajudar como monitores vez ou outra. Os preços todos são bem camaradas. Pra mim isso tem ares de uma "sociedade utópica", rssss... me emociona ver que lugares assim existem, e funcionam! 

Como se já não fosse o suficiente, quando soubemos que seria bem difícil conseguir vaga para o Joaquim numa garderie (mais ou menos como uma creche), nos indicaram alguns lugares denominados l'aire de famille (área de família). Fomos conferir e fiquei impressionada, mais uma vez! São lugares fechados, como uma grande sala de brinquedos, re-ple-tos de brinquedos lindos, fofos, deliciosos e divertidos. É comum ter um espaço para a criança brincar com água, como um tanque com torneirinhas e brinquedos de água, e estaçõezinhas para ler, para pintar, para desenhar... Aqui pertinho de casa tem dois destes lugares. A Maison des Enfants, fica no 104 (Centquatre), um lugar que por si só já é incrível, é um centro cultural que propõe o contato e vivência da arte contemporânea, e ainda de quebra tem esse regalo, para pais ligados em arte (ou não) levarem seus filhotes. A Maison é indicada para crianças de 0 a 4 ou 5 anos, e os bebês comparecem!!! Achei o máximo um cantinho dedicado especialmente a eles, é uma espécie de "ilha" toda acolchoada onde eles podem ficar sentados ou engatinhando, enquanto os pais se sentam em pufes ao redor. Joaquim conheceu também o Le Coquelicot, mesma proposta da Maison des Enfants, só um pouco menor mas com o plus de oferecer cozinha para o preparo de lanches, mamadeiras e afins. São espaços gratuitos, abertos de 4 a 5 dias por semana. Fiquei encantada com diversas coisas: a proposta em si, o respeito em relação à criança - tudo é para eles, incluindo o toillette em miniatura! As ótimas condições dos brinquedos (não vi nada encardido, quebrado, faltando peça), e a maneira como nos recebem na primeira vez, os monitores conversavam comigo, mas também com Joaquim, nos apresentando o lugar, falando do funcionamento e das regras que devem ser respeitadas e que garantem que coisa funcione. Lindo! Ah, momento emoção: a primeira vez que fomos ao Centquatre, a monitora se dirigiu ao Joaquim e perguntou seu nome - Comment tu t'appeles? - ele nem piscou, respondeu na hora, em alto e bom som, "Zaquim!", assim como quem entende francês desde sempre... emocionei!

Maison des Enfants, no centro cultural Centquatre

Pra brincar com água, a regra da casa é vestir o aventalzinho plastificado

Estação de desenho, com lápis de cor ou canetinhas

Ele amou!

Estação de pintura, a monitora prepara a tinta, nos dá papel e precisa vestir o avental também, depois podemos pendurar as pinturas num varalzinho para secar e levar pra casa


Voltando às grandes áreas ao ar livre, falei antes do parquinho de brinquedos do Parc de la Villete, mas lá tem muita coisa pra fazer com os pequenos, o próprio parque tem uma área verde imensa para caminhar, correr, fazer piquenique, etc. Além disso tem a Cité des Enfants, um espaço dedicado às crianças dentro de la Cité des Sciences e de l'Industrie, cheio de experimentos, brinquedos educativos e pedagógicos para crianças a partir de 2 anos. E a Cité de la Musique, espaço de shows, exposições, ateliers, e várias atividades dirigidas também ao público mirim: concertos educativos, ateliers, espetáculos musicais, etc. Ainda tem a Geóde, o Argonaute, enfim, uma infinidades de coisas, dá pra passar horas por lá, ou voltar sempre que possível, ou que o bolso permitir, pois lá a maioria das atividades são pagas. Nós estamos morando pertinho do parque, uma caminhada de 15 minutos, então Joaquim  tem aproveitado bem, principalmente a área ao ar livre.

Piquenique no gramadão de La Villette, com a Geóde ao fundo, ou Bola Gigante, como Joaquim a chama

E falando em parques, Paris tem muuuuitas opções. E é lindo de ver como as pessoas aproveitam de forma intensa esses espaços públicos, sempre tem muita gente estendida na grama, muitas crianças brincando entre os piqueniques instalados quase que lado a lado no gramado, nos carrosséis ou brinquedos. Em geral, cada parque tem sua l'aire de jeux, proporcionando ainda mais atividades para os pequerruchos. Aqui pertinho de nós fica o Parc Buttes Chaumont, que para o Joaquim é o parque onde o papai foi correr! Toda vez que vamos lá ele me mostra como o papai correu no dia do percurso de 10 Km, rsss... É um lugar que curtimos de forma especial, desde nossa primeira estadia aqui em Paris, quando ainda morávamos bem longe dele, agora dá pra ir caminhando, uma delícia! Neste parque tem uma cachoeira linda dentro de uma gruta, caminhos deliciosos cheios de subidas e descidas, a ponte até o mirante, e tem também le théâtre guignol Anatole (teatro de marionetes).

Teatro de Marionetes no Parc Buttes Chaumont

Povo esparramado nos gramados

Cachoeira na gruta

Joaquim fazendo amigas!

E falando em teatro... he he... Na frente do nosso prédio, atracado na margem do canal, temos o Peniche Antipode. Trata-se de um grande barco que oferece atrações como shows de bandas do circuito independente, exposições e espetáculos teatrais, inclusive para os pequerruchos!! Na temporada anterior nós trouxemos Joaquim para assistir um espetáculo - A la recherche du doudou perdu (Algo como "À procura do naninha/cheirinho/paninho perdido), um universo totalmente familiar à maior parte dos bebês! he he... Ah, e no convés do barco tem mesinhas pra sentar e degustar um vinho, ou comer um crêpe... u-la-lá!

E pra fechar com chave de ouro, teremos o privilégio (ainda estamos para conferir se será privilégio ou stress, mas...) de ter uma praia à nossa disposição, na porta de casa, durante um mês, à partir do próximo final de semana. Muita areia e atividades para a pequerruchada! Vou poder falar mais depois que abrirem "as porteiras"! rssss... É o evento Paris Plages, que acontece todo ano, durante as férias de verão. Eles literalmente constroem praias em três pontos da cidade, e um deles é justamente aqui!

Bom, estas são algumas das opções que descobrimos, experimentamos ou vimos pessoalmente, mas sei que a oferta vai muito mais além. O que acho mais legal é que tudo isso é aqui pertinho de onde estamos morando, e imagino que cada arroundissement da cidade deva ter suas próprias pérolas! Eu estou participando de uma comunidade virtual de mães brasileiras que moram em Paris, onde rola muita troca de dicas, informações, etc. e lá fiquei conhecendo um blog que é "o canal" pra quem procura dicas legais de coisas pra fazer com os petits, é o Paris des Petits, super recomendo!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sobre envelhecer na Europa...

Não que eu esteja planejando envelhecer por aqui, afinal meu Brasil brasileiro está me esperando... mas se tem uma coisa que já me chamou a atenção na outra temporada em que moramos aqui e agora só se confirmou, é a qualidade de vida das pessoas acima dos 60 anos - idosos? terceira idade? melhor idade? seja lá qual for o nome, ser vovó aqui é outra coisa!!

Entre nós, Ismael e eu brincamos que nunca vimos tantas pessoas com 200 anos de idade circulando na rua, porque aqui a terceira idade de fato parece que é pra lá dos 80... e é verdade, a gente vê vovózinha e vovôzinho, com bengala, com andador, ou se apoiando nos muros para caminhar, mas indo ao mercado, sentando ao sol numa praça para ler um livro, circulando de metrô, lendo jornal num café, etc. É lindo!

E nessa temporada, em especial, estou impressionada, especialmente com o que resolvi, por conta própria, chamar de "curtição da terceira idade na europa". É impressionante o que esse povo faz para passar o tempo! Aula de artesanato? Ginástica uma vez por semana? Encontro dançante no domingo à tarde? Tudo isso eu já achava super bacana e sempre admirei quem chega nessa fase da vida e se envolve e tem pique para essas atividades tão populares no nosso país, ou pelo menos na região onde eu moro... Mas tenho a impressão de que aqui o pessoal é mais ousado... tenho fotografado, sempre que posso, alguns flagrantes do que eu considero atividades que já consideraria bastante satisfatórias para a minha faixa etária! Claro que há de se considerar fatores sociais, culturais e, principalmente econômicos, entre outras coisas, mas não canso de me admirar:

Ao invés de ficar em casa, ele resolveu ir ler um livro na pracinha, onde eu, e mais trocentas mães, levamos nossos pequerruchos para brincar. Ele não estava cuidando de nenhum neto, só estava ali, para tomar sol, e ler...
Sabe o que eles resolveram fazer na manhã do dia 27 de maio de 2012? Participar de uma corrida de rua de 10Km!! Me apaixonei. Como estava na platéia, porque maridão também estava participando do evento, vi quando eles partiram por último, ao sinal da largada, de mãos dadas, correndo felizes da vida... chorei.
Essa chegada foi emocionante! Ela tinha pra mais de 65 anos, com certeza. Ele?  O personal trainer, que comemorou a vitória, de ter completado a prova, como se fosse dele! Foi lindo...

Roda de amigos trocando impressões sobre a prova. Faixa etária média... 60 anos! Incluindo a madame magérrima ali, provavelmente uns 65... 


E antes que pensem bobagem... as fotos anteriores foram as exceções, o que me chamou a atenção, mas em sua maioria, os participantes da corrida estavam na faixa etária dos 20 aos 40... olha maridão ali (192)!!!

Estávamos nós admirando as belezas de Rocamadour, na região do Lot, sul da França, quando de repente chega um grupo, era uma "excursão" da terceira idade, de bicicleta!

Só dava vovô e vovó, com capacete e bike, chegando, chegando...
De umas semanas pra cá, ficamos impressionados com o números de barcos atracando no canal, em frente ao prédio onde moramos. Aos poucos percebemos que era um evento, um encontro de pessoas (que podem ter e manter um barco--casa) viajando pela europa, ou algo assim...

Sei que, neste caso, não é só a disposição que conta, mas também a DI$$PO$IÇÃO.  Pra manter um barco desses não é qualquer bolso, mas ficamos impressionados com a quantidade de casais com o maior jeito de "curtindo a aposentadoria" atracando e trocando idéias com os vizinhos, no tal evento.


E esses são apenas alguns dos flagrantes que consegui registrar, mas tenho visto vovôs e/ou vovós patinando ou correndo na beira do rio Sena, muitos andando de bicicleta pela cidade e assim por diante. Coisas que me inspiram!