retrospectiva

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aproveitando Paris...

E como vou aprender a falar francês se, morando na França, vou à feira e o senhor da barraca onde vou pedir informação fala a língua portuguesa-com-certeza; se vou ao mercado e o caixa é filho de caboverdiano (será que é assim que chama?) e cresceu ouvindo o português em casa; se peço um táxi e o motorista que me aparece é português, ora pois; e, finalmente, se vou ao Café les Deux Moulins, aquele da Amélie, e o garçon que nos atende é de São Paulo????!!!!! Assim fica difícil, né?
Mas crises linguísticas à parte, estou em dívida com este blog. Tem muita coisa pra registrar, temos conhecido muuuuitos novos cantos de Paris com as visitinhas que tem vindo ou quando estamos só nós três, pois o espírito agora é de aproveitar ao máximo o tempo que nos resta. E nos resta pouco tempo... menos de dois meses para embarcarmos para o Brasil.

Bom, e nesse clima de "bora lá aproveitar", estivemos em Bois de Bologne, no ainda inédito para nós, Parc de Bagatelle. Fizemos piquenique com sogro e sogra que estavam nos visitando. É lindo! E no outro extremo de Paris, no Bois de Vincennes, conhecemos o Parc Floral de Paris, uma surpresa deliciosa, pois chegamos lá meio sem querer, e ficamos encantados, um clima delicioso, muita gente na grama, caminhos e caminhos por entre as flores, que estão exuberantes. São dois lugares indicadíssimos para um sabadão ou domingão preguiçoso largado ao sol.



Parc de Bagatelle - Bois de Bologne



Parc de Bagatelle - Bois de Bologne





Parc Floral de Paris - Bois de Vincennes





Parc Floral de Paris - Bois de Vincennes




Com os sogros também experimentamos Paris na versão see sight, ou seja, de cima daqueles ônibus turísiticos que exploram a cidade toda. Acho que não é meu jeito preferido de "experimentar" uma cidade, mas veio a calhar, fez o tempo render e poupou as pernas de todo mundo, he he. Optamos pela empresa OpenTour, os pontos de parada dos ônibus são bem sinalizados e indicados no mapa da empresa, só achamos a espera pelo busão meio demorada, afinal ninguém que está passeando em Paris quer perder meia hora no ponto, né? E também aconteceu de pegarmos o ônibus lotadão na parte de cima, então tivemos que andar embaixo, maior calor e a vista fica comprometida... bom, estes são os poréns.

Ainda aproveitando a presença de vovô e vovó aqui em Paris, Ismael e eu tivemos a chance de desbravar Paris by night. Fomos ao cinema, com direito a caminhada pela agitadíssima região da Bastille e parte do Marais depois do filme. Aqui em Paris praticamente só existem salas de cinema "de rua", ou seja, eles não estão só em shoppings centers, como acontece em muitas cidades no Brasil. Acho isso bem legal, pois assim parece que existe espaço pra todos, desde salas pequenas, onde só são exibidos filmes cult, ou só filmes latinoamericanos, ou só filmes franceses, ou mesmo os blockbusters até as grandes salas de redes estrangeiras onde geralmente estão os blockbusters, além dos filmes franceses mais comerciais. Conhecemos também a vida noturna às margens do Canal St. Martin, ou mais precisamente Canal Ourqc, que é a extensão do St. Martin. Estava uma noite super gostosa e havia muitos grupinhos reunidos pelas calçadas ao longo do canal, rodinhas de violão, piqueniques noturnos, garrafas de vinhos e muito papo, num clima contagiante de "vamos aproveitar a noite". Escolhemos um dos Peniches que ficam atracados na margem do canal, o Antipode, onde rolava um som ao vivo super bacana num espaço de apresentações na parte interna, onde tem teatro infantil durante o dia e shows à noite, e depois tomamos um vinho no convés, onde tem mesinhas e um bar. Achamos este um programa super especial, pela noite gostosa, mas também por ser uma coisa tão específica de Paris, o público que estava lá não era de turistas, e o lugar não estava cheio, nos sentimos um pouco mais franceses, he he... Em nossa última noite com "babás" para o Joaquim optamos por ir para o Quartier Latin, o oposto do recanto francês e calmaria do Peniche. Lá estava (e sempre está) lotado de turistas, mas foi super gostoso também, sentir o agito da cidade à noite, ver aqueles barzinhos e restaurantes lotados, escolher uma mesinha convidativa numa calçada e tomar uma cervejinha. Foi muito bom.


E finalmente, o último (mais recente) recanto em que estive não foi lá muito inédito, mas foi uma experiência nova. Fui bater perna em Montmartre com nossa amiga Michelle que estava por aqui, Ismael tinha compromisso então fomos nós, meninas, mais Joaquim, passear por lá. O roteiro básico, descer do metrô na estação Blanche, em frente ao Moulin Rouge, tirar fotos; subir a rua em direção ao café da Amélie Poulain, que na verdade se chama Café les Deux Moulins, mas desta vez com direito à parada para tomar um refresco - foi aí que veio nos atender o garçon paulista; depois seguir subindo pelas ruinhas charmosas até a igreja de Sacre Coeur. A novidade pra mim foi que desta vez o passeio foi muuuuito tranquilo, diferente das últimas quatro vezes em que estivemos lá com visitinhas que estiveram aqui em Paris. Já subimos lá em dia chuvoso com meu irmão meio doente, em dias lindos mas com as ruas superlotadas impossibilitando qualquer passeio agradável, e também com pressa, com hora certa para voltar para casa pegar malas e ir para o aeroporto. Desta vez o dia estava lindo, estávamos sem a mínima pressa e, o mais importante, as ruas estavam super transitáveis! Tinha até uma feirinha ao lado de Sacre Coeur, mas bem tranquila, nada de muvuca. Deu pra curtir muito, fotografar muito, olhar as coisas com calma. Achei que Montmartre já tinha esgotado para nós, mas dessa vez foi tão bom que deu vontade de voltar com Ismael e Joaquim para sentar na praça, que agora virou um lugar ótimo, cheio de mesinhas e cadeiras e muita sombra, para comer ou beber alguma coisa num fim de tarde qualquer. Vai para a lista das coisas a fazer ainda...











Sim, fizemos uma lista, na verdade um mural, na geladeira, com lugares que ainda queremos ver e coisas que queremos fazer antes de ir embora. A dica foi da Mabel, e ajuda muito visualizar tudo o que queremos fazer nos dias que nos restam e ir eliminando (curtindo) cada coisinha. Dá uma sensação maior de tempo bem aproveitado.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Giverny e Vale do Loire

Mamãe e irmãozinho partiram e deixaram lembranças de dias intensos, e gostosos! Além de revisitar Paris, o que é uma constante quando recebemos visitas, aproveitamos para fazer algumas coisas inéditas que reservamos para fazer quando eles viessem.

Isso foi uma coisa interessante que combinamos assim que começamos a "agendar" as visitas que receberíamos durante esta temporada em Paris. Deixar algumas coisas específicas para fazer com quem viesse, ou seja, não ficaríamos apenas repetindo programas mas aproveitaríamos as visitas também para desbravar novidades. E assim foi com Giverny, onde ficam a casa e os jardins de Monet, e o Vale do Loire, com seus inúmeros castelos, lugares que conhecemos nos últimos dias.

Giverny fica a 50 minutos de trem de Paris. Foi uma viagem super tranquila, saindo da Gare St. Lazare. Compramos os bilhetes na hora, mas como era domingo, e período de vacances, pegamos uma fila considerável. O mocinho da SNCF que nos atendeu até nos aconselhou a deixar Giverny para outro dia, pois só pegaríamos o trem das 13h50, o que ele considerava um pouco tarde, mas fomos persistentes e fomos assim mesmo. Não nos arrependemos. Talvez com mais tempo tivéssemos ir ver também o Museu dos Impressionistas, mas voilá, foi um tempo bem bom para visitar os jardins e a casa do mestre Monet. Tudo muito lindo, tudo inspirador!


Jardins de Monet



Nós na casa de Monet



Para ir ao Vale do Loire, alugamos um carro, saímos de Paris pouco antes do meio-dia de uma sexta-feira direto a Amboise, cidade onde Leonardo da Vinci passou seus últimos dias de vida. Visitamos o castelo e a tumba do grande da Vinci. O dia estava lindo, a viagem foi deliciosa, a visita também. No dia seguinte visitamos os castelos de Blois e Chambord, mais beleza, mais história. Concluimos que o Vale do Loire merece mais tempo, talvez uma semana, para ser bem visitado, são inúmeros castelos, e opções de visitas. Em Chambord, por exemplo, o castelo é lindo, mas os arredores também! É uma imensa área verde que pode ser explorada em trilhas a pé ou de bicicleta, tem muito gramado para fazer piqueniques sem a mínima pressa, passeios de barco, etc. Ou seja, dá pra passar um dia inteiro só ali! Ismael e eu decidimos que um dia vamos voltar com mais tempo! he he...


Castelo de Chambord

Brindando o Vale do Loire!



Agora estamos num intervalo de visitas vindas do Brasil, logo chegam os pais do Ismael. E lá vamos nós planejar mais passeios e encontrar destinos inéditos para conhecer com quem vem!!

domingo, 17 de abril de 2011

Ritmo diferente...

Eu ia escrever mais sobre a viagem à Provence e Carcassone, contando como continuou e coisa e tal (foi tudo lindo!!), mas Ismael foi mais rápido e registrou tudim aqui (Andamos Pelo Mundo Prestando Atenção em Cores). Pra nós a viagem acontece em várias etapas, os preparativos e pesquisas, depois a viagem em si, e por fim os registros e memórias... tudo faz parte e tudo é curtido de forma intensa. E desde que voltamos desta viagem, parece que estamos num outro ritmo por aqui. Porque estamos com visitas praticamente desde que chegamos: primeiro veio nossa amiga Aninha, do Brasil, passando por Amsterdã, Paris e daqui foi para Barcelona. Enquanto ela ainda estava por aqui, veio nosso amigo Carlos, de Portugal, passar um final de semana conosco. Foi uma festa! A festa da Primavera em Paris!!! O tempo estava maravilhoso, caminhamos muito, fotografamos muito, fizemos piqueniques e assistimos parte da Maratona de Paris. Foi muito bom. Carlos partiu na segunda-feira, Aninha na quinta-feira e na sexta-feira chegaram minha mãe e irmão... ai que emoção... esperar mamãe no aeroporto, ver meu irmão surgindo no portão de desembarque... chorei... um chorinho gostoso que foi rapidinho substituído por sorrisos mil. Agora estamos em plena "maratona" de visitas com eles: na sexta mesmo foi o "reconhecimento de área", uma caminhada "básica" passando pelo Arco do Triunfo, Champs Elysées, tomar café num Paul, Grand e Petit Palais, Ponte Alexandre III, Place de la Concorde, Tulleries. Hoje foi a Torre, de todos os ângulos possíveis, vista desde a Ilha dos Cisnes, da ponte Bir-Hakeim, de baixo, do meio, do topo. Subimos! Desde que chegamos em Paris, em agosto do ano passado, já passamos pela Torre algumas tantas vezes, mas ainda não tínhamos subido. Hoje enfrentamos a multidão, a fila, o elevador lotado, o friozão na barriga com aquela altura toda e lá chegamos! É de tirar o fôlego. Tem-se que fazer um certo esforço para abstrair o borburinho, a multidão, a massificação do momento. E se a gente consegue, nem que seja por um minuto, vale muito a pena! É lindo, e é absurdo se sentir tão no alto! Os planos para amanhã são Giverny e os Jardins de Monet. Vamos ver o que o dia nos reserva... E além das visitas, nosso ritmo também já mudou um tanto pelo sentimento muito presente de que nossa temporada na Europa está acabando. Ainda faltam 3 meses. Isso pode ser muito tempo, e pode ser pouquíssimo tempo. Ainda estamos fazendo aulas de francês, o Ismael está a mil com sua pesquisa para o doutorado, o que confere certo ar de rotina à nossa vida parisiense. Mas por outro lado, estamos com visitas e receberemos mais visitas, e temos viagens agendadas para Amsterdã, Laon, Praga, Viena e (ainda por definir) Itália. Ou seja, esses 3 meses vão voar!!! Mas voilá, c'est la vie!!! E uma vie en rose diga-se de passagem! he he he... então bora lá aproveitar tudo e mais um pouco.
Passeio no Rio Sena com Ana e Carlos

Piquenique na Pont des Arts com Ana e Carlos

Desbravando Paris!


Com mamãe na Tour Eiffel



Desbravando Paris com Mamãe e irmãozinho querido!

sábado, 26 de março de 2011

Um giro pela Provence

Dias de dilema: esperar o passaporte do Joaquim ficar pronto para saber o que daria para salvar das férias, ou mudar os planos e ir para algum lugar na França mesmo, de carro ou de trem, o que dispensaria o passaporte... opção B foi a escolhida. Destino: Sul da França, região da Provence. Já tínhamos eleito este destino, mas iríamos para lá no final de nossa temporada aqui na Europa. Resolvemos inverter, Itália e Grécia ficarão para o final. Com a carteirinha Enfant + do Joaquim, compramos passagens de trem TGV com 50% de desconto, e no dia seguinte embarcamos animadíssimos rumo a Aix-en-provence. Decidimos eleger uma cidade como QG que fosse bem localizada, onde pudéssemos ficar hospedados a maior parte do tempo, e de lá partiríamos para passeios de um dia pelos arredores. Aix-en-provence foi uma ótima escolha! É uma cidade maiorzinha, com mais estrutura, mas com todo o charme "provençal", estamos num flat pertinho do centro histórico. Esse lance do flat também foi interessante. Pesquisando na internet, escolhemos o hotel pelo custo-benefício, e só quando chegamos aqui é que entendemos que não é bem um hotel, mas um apart-hotel, estamos num apezinho de um quarto, sala e cozinha. O que para nós é ótimo, temos uma estutura para fazer refeições em "casa", tem um quarto para quando Joaquim vai dormir antes de nós, ou seja, sempre. Assim ainda temos a sala para jantar com calma, ficar de bobeira e planejar o dia seguinte. Muito bom. E o que dizer da Provence? É de emocionar. Por onde a gente passa, temos a impressão de que o cenário está montado e um filme vai começar a ser rodado a qualquer momento. Villages, ou pequenas vilas, tão encantadoras quanto calmas e silenciosas. Aix-em-provence é maior e tem um agito gostoso de centrinho da província. Temos feito passeios deliciosos, saindo de Aix rumo ao norte, rodamos uma meia hora até chegar numa primeira village convidativa, vimos ao longe uma cidadezinha sobre a colina, com a torre da igreja bem no topo. Impossível não dar uma parada. E assim conhecemos Cadenet, Lauris, Lourmarin, Ansouis, e no dia seguinte Boux, Apt, Roussillon, Gordes, Ménerbes. Em todas essas pequenas vilas, que na verdade são cidadezinhas independentes, invariavelmente encontramos ruas vazias, muito silêncio, a igreja e, quase sempre, um castelo, e portas e janelas de cartão postal, que nos inspiram a fazer o mesmo que a personagem de Sob o sol da Toscana – entrar por uma destas portinhas e ficar! Em algumas villages nos deparamos com um pouco mais de movimento, como em Lourmarin, onde havia uma praça com vários cafés e restaurantes e pessoas sentadas ao sol degustando um bom vinho da Provence. Não deixamos por menos, foi aí mesmo que almoçamos no primeiro dia, sentados ao sol, num restaurantezinho super charmoso, com direito a uma entrada linda de morrer e tão gostosa quanto, seguida do prato principal e sobremesa, tudo acompanhado de um bom vin rouge. No segundo dia fizemos um piquenique em Roussillon, com direito a tábua de queijos, baguete, azeitonas e, é claro, um bom vinho. Joaquim achou o máximo caminhar sobre as folhas secas, brincar de juntar folhinhas e até se deitar sobre elas. Depois do piquenique caminhamos pela cidade, toda em tons de ocre, cor marca-registrada da região. No terceiro dia de viagem, resolvemos mudar o rumo, ao invés do norte, fomos para o sul de Aix-em-provence, em direção ao mar mediterrâneo. Mas antes saímos para uma caminhadinha em Aix, fazia uma bela manhã de sol e soubemos de um feira de flores no centro histórico, aqui pertinho. Além da feira de flores, passamos por outras duas, uma delas bem grandona, e linda! Temperos, queijos, sabonetes, essência de lavanda, azeite de oliva... muitas coisas típicas da região, foi de encher os olhinhos. Chegamos à praia de Cassis, pertinho de Marseille, na hora do almoço. O dia estava maravilhoso, céu azul e muito sol, porém fresquinho. Perfeito para bater perna e admirar o azul do mediterrâneo. Cassis é uma praia pequeninha, com muita gente endinheirada, a orla estava fervendo, muuuuuita gente sentada ao ar livre nos cafés e restaurantes. Comentei com Ismael que ao invés de cheiro de mar, sentíamos cheiro de dinheiro andando por ali, de tanta gente chiquetosa junta! Almoçamos por ali e depois fomos nos sentar na arei... ou melhor, nas pedras da praia. Sim, no lugar da areia, pedrinhas brancas e redondinhas, dá até pra caminhar descalço e se deitar sobre elas. Joaquim adorou brincar de juntar pedras! Em Cassis ainda fizemos um passeio de barco para ver os Calanques, paredões imensos de pedra que formam pequenas baías. Na volta para Aix, passamos por Marseille, mas não paramos, o dia já tinha rendido muito! Ainda temos bons dias pela frente e muitas idéias de como preênche-los! Logo voltamos com mais notícias. A bientôt! Ménerbes Vista de Gordes
Castelo de Gordes
Vista de Roussillion
Lavanda - Roussillion
Inúmeras janelas de beleza singela
Lauris
Porta do castelo de Ansouis


Vista de Loumarin
Entrada no almoço em Lourmarin Cassis

sábado, 19 de março de 2011

Nem tudo está perdido...

Sabe aquela máxima que diz que "desgraça pouca é bobagem"? Então... na semana que passou este foi praticamente nosso lema!

Tudo começou na segunda-feira, com um telefonema do proprietário do apê que alugamos nos falando algo sobre receber hóspedes em casa... como nosso francês ainda não está para resolver coisas importantes por telefone, Ismael pediu que ele enviasse um e-mail explicando o assunto. Resumo da ópera: Nós não somos autorizados a receber hóspedes em "nossa" casa aqui em Paris! U-la-lá!!! Como assim?!?!?! Ele nos mostrou por A+B que no contrato diz que o apartamento é equipado para receber dois moradores. Ok, d'accord, porém temos aqui, além do quarto com cama de casal, um sofá cama super prático e mega high-tech na sala, que comporta muito bem duas pessoas. Juntando isso à nossa raíz de "pode vir que a gente dá um jeito", já viu, né? A pensão aqui já tava com reservas lotadas até o final de nossa estadia... mas no vai e vem de perguntas e negociações nos deparamos com algumas questões de diferenças culturais e econômicas, afinal estamos num dos lugares com o metro quadrado mais caro do mundo! O proprietário inclusive nos falou de um studio que ele tem para alugar aqui no mesmo prédio... ok, talvez tenhamos sido ingênuos, mas ainda assim ficamos indignados, e resignados, afinal não há o que fazer. Ou melhor, há sim, avisar todos os nossos futuros hóspedes que a "pensão" fechou... chuif. Doeu fazer isso, afinal a gente já estava se programando e curtindo a idéia de receber esse povo todo. E sabemos que para quem está pra vir pra cá com hospedagem garantida essa mudança de planos significa repensar e recalcular algumas coisas. Bom, nessa de negociar com o proprietário, e de pesquisar hoteis e ajudar a "alojar" quem já vem em abril, a semana foi passando.

Junto a isso estávamos preparando tudo para partir no sábado para nossa viagem de férias - Itália e Grécia, uhuuu!! Finalmente chegou o sábado, madrugamos e saímos de casa antes das 6h da manhã. Estávamos super empolgados e o trajeto até o aeroporto Charles de Gaulle foi super tranquilo. Chegamos com tempo pra fazer o check in tranquilamente e lá fomos nós. Praticamente não esperamos na fila da Easyjet e uma mocinha simpática logo nos atendeu. Ismael entregou os passaportes e ela se demorou olhando o do Joaquim. E olhava, e conferia e olhava de novo... Il y a quelque probléme mademoiselle? Havia. O passaporte do Joaquim venceu em fevereiro!!! Nós tínhamos olhado semana passada, mas vimos apenas a data de vencimento do visto, que será em maio... Não tinha o que fazer... perdemos a passagem, pois não tínhamos idéia para quando poderíamos remarcá-la e voltamos para casa tristes, meio que rindo para não chorar da própria desgraça. O que nos fez rir de verdade foi quando eu disse durante a viagem de volta para casa: "Merde! Vamos ter que passar as férias em Paris!", coisas da vida, quem diria que algum dia acharíamos isso ruim?! Bom, e como é sábado, teremos que esperar até segunda para saber quanto ou se ainda vai dar para aproveitar parte da nossa viagem!

E enquanto isso a gente vai desbravando nossa amada cidade luz! Essa semana que passou não foi só marcada por coisas ruins, também fizemos descobertas preciosas de recantos até então desconhecidos para nós. No domingo nós fizemos uma caminhada deliciosa pelo Promenade Plantée, no sentido de Bois de Vincenne, nosso destino final. Ficamos maravilhados com o parque. É imenso, tem um lago, vários outros parques menores e é também onde fica o Chatêau de Vincennes, que ficou por conhecer pois estávamos no lado oposto da região. O tempo não estava muito inspirador e esfriou bastante durante o passeio, mas ainda assim foi lindo!


Às margens do lago Dausmenil


Mamãe fuma narguilé!


Remar é preciso!


A caminho de Bois de Vincennes

E na quarta-feira fez um dia lindo aqui em Paris, a temperatura aumentou bastante, a ponto de saírmos de mangas curtas (com casacos pendurados no carrinho do Joaquim, pois não dá pra dar bobeira!! he he). Fizemos uma caminhadinha gostosa pelo bairro até o Parc Bercy, e lá descobrimos o Bercy Village, um lugarzinho super convidativo com lojas, restaurantes e muito lugar ao sol. Antigamente se armazenava vinho para o transporte neste lugar, agora os galpões foram transformados em comércio. Vale a pena conhecer! E fica coladinho no Parc Bercy, um parque lindão com muuuuito gramado e cantinhos com canteiros de flores e rosas e até um parreral de uvas. Lindo!

Parque Bercy

Parque Bercy


Entrando no Parque Bercy


Bercy Village

quarta-feira, 16 de março de 2011

Preparando a nova viagem - ITÁLIA e GRÉCIA

Nesta semana embarcaremos pra nossa segunda viagem longa dentro desta estadia na Europa. Passagens aéreas já compradas, carro reservado, a maioria dos hotéis reservados, começamos a fazer as malas e finalizar as pesquisas do roteiro que definimos a partir de reportagens de revistas, blogs e sites. De acordo com uma colega italiana, o roteiro está fantástico.
A viagem em duas partes terá ritmos diferentes: a Itália de carro e diversas pequenas cidades e vilas, e a Grécia, com uns dias de descanso em um só lugar.
Na Itália optamos por não visitar as cidades que já visitamos em 2001 (Pizza, Florença, Roma, Veneza) e estamos evitando hotéis nas cidades devido as dificuldades ou proibições de circular de carro, então estamos optando por hotéis nos arredores.
Na Grécia estamos evitando circular por muitas ilhas para poder descansar um pouco e não precisar refazer malas e arrastar bagagens todos os dias...
(em caixa alta é a cidade onde dormiremos - para ver algumas fotos das cidades, clique no nome delas)


19/03 – Paris-Milão (avião). Aluguel de carro e segue até RAPALLO.
20/03 – Rapallo, povoados de Cinque Terre de trem [Monterosso, Vernazza, Riomaggiore, Corniglia e Manarola], RAPALLO.
21/03 – Rapallo - SIENA.
22/03 – Siena, Monteriggioni, San Gimignano, Volterra, SIENA.
23/03 – Siena, Moltalcino, Pienza, MONTEPULCIANO.
24/03 – Montepulciano, ORVIETO.
25/03 – Orvieto, Civitá di Bagnoregio, ORVIETO.
26/03 – Orvieto, AREZZO? ou BOLOGNA?
27/03 - Arezzo? ou Bologna?, MILÃO.
28/03 – devolução do carro Milão-ATENAS (avião).
29/03 - ATENAS
30/03 – Atenas, barco até PAROS
31/03 - PAROS
01/04 – PAROS (passeio de barco a ilhas próximas)
02/04 - PAROS
03/04 – Paros de barco até ATENAS.
04/04 – Atenas-PARIS (avião).



Exibir mapa ampliado

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dias de sol em Paris e Rouen

O inverno começa a dar sinais de que quer se despedir. Temos nos deslumbrado com algumas árvores começando a brotar, dando sinais de que o cinza vai virar verde logo, logo... e temos tido dias lindos de sol por aqui. Muito frio, mas com sol e céu azul. Dias deliciosos.

Flores despontando no Jardim de Luxemburgo

Cena típica parisiense


Estamos com visitas por estes dias, Levi e Ula vieram conhecer Paris e a gente aproveita para, uma vez ou outra, perambular um pouco com eles pela cidade. Assim fomos matar a saudade do parque Buttes Chaumont, onde presenciamos um pôr-de-sol maravilhoso; conhecemos a Eglise de Saint Germain des prés, lugar que estava na nossa lista de ainda inéditos; e também temos nos aventurado um pouco nos cafés e restaurantes da cidade. Nós não tínhamos explorado este lado de Paris até então, porque é caro comer fora e porque com Joaquim tem toda uma logística, etc. Mas como nossos visitantes são fanáticos por cafés e "comidinhas" francesas, quando saímos com eles acabamos nos rendendo e acompanhando. E é muito bom! O que não falta é opção de lugarzinhos charmosos e convidativos para a gente sentar e déguster.


Passeando com Levi e Ula


Recantos gastronômicos em Saint German dés pres

Aproveitando ainda a companhia, o ótimo tempo e uma data especial: aniversário do Ismael, no sábado fizemos um passeio bem legal. Há tempos estávamos querendo fazer uma viagem de trem, principalmente porque fizemos uma carterinha Enfant Plus para o Joaquim, que dá direito a quatro acompanhantes de uma criança com menos de 4 anos pagarem a passagem com 25% de desconto. Pra fazer a carteirinha pagamos 70 euros, então tem que usar muito trem pra valer a pena! Destino escolhido, correria para chegar a tempo na estação Saint Lazare e lá fomos nós para Rouen, capital da alta Normandia, região no noroeste da França. A viagem de ida era sem paradas, levou 1h13, nem sentimos o tempo passar. A paisagem é linda, várias vilazinhas com casas maravilhosas. E a cidade de Rouen não deixou por menos. A arquitetura típica da Normandia, as casas tortas, as ruelas estreitas, as igrejas, as lojas e cafés, tudo inspirador. Almoçamos numa praça, ao sol, ao lado da catedral de Rouen, Joaquim fez amiguinhos, correu um monte. Depois do almoço entramos para conhecer a catedral, impressionante! E impressionante também foi encontrar mais igrejas tão imponentes quanto a uma quadra de distância, como a Saint Maclou por exemplo. É uma cidade cheia de história para contar, coisa aliás muito comum por aqui, he he... lá Joana d'Arc foi julgada e morta e lá também Monet fez seu famoso estudo da luz no impressionismo, pintando a catedral em diferentes horários do dia. Voltamos para casa com o trem das 8h09, que fazia algumas paradas e 1h36 depois estávamos chegando, exaustos e felizes em nosso lar doce lar.


Arquitetura típica da Normandia

Catedral de Rouen

Igreja de Saint Maclou

E hoje eu re-recomecei a estudar francês. Explico: semana passada eu iria começar na escola da Marie de Paris (prefeitura), mas eis que quando entro na sala e o professor se apresenta, descubro que teria aula com o mesmo professor do Ismael no semestre passado. O cara é muito devagar!!! Já havíamos combinado que se fosse o mesmo professor eu voltaria para o Campus Langue. E voilá, comecei hoje. Amei!!! A professora parece boa, a turma é legal e o horário é perfeito, saio cedinho de casa (para os padrões parisienses!), às 8h20, e tenho aula das 9h às 11h, o que me dá um tempinho depois da aula para uma boa caminhada às margens do Canal St. Martin, sentar para bebericar um cafe au lait enquanto leio alguma coisa ao sol... ai, ai... c'est la vie a Paris!!!