retrospectiva

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aproveitando Paris...

E como vou aprender a falar francês se, morando na França, vou à feira e o senhor da barraca onde vou pedir informação fala a língua portuguesa-com-certeza; se vou ao mercado e o caixa é filho de caboverdiano (será que é assim que chama?) e cresceu ouvindo o português em casa; se peço um táxi e o motorista que me aparece é português, ora pois; e, finalmente, se vou ao Café les Deux Moulins, aquele da Amélie, e o garçon que nos atende é de São Paulo????!!!!! Assim fica difícil, né?
Mas crises linguísticas à parte, estou em dívida com este blog. Tem muita coisa pra registrar, temos conhecido muuuuitos novos cantos de Paris com as visitinhas que tem vindo ou quando estamos só nós três, pois o espírito agora é de aproveitar ao máximo o tempo que nos resta. E nos resta pouco tempo... menos de dois meses para embarcarmos para o Brasil.

Bom, e nesse clima de "bora lá aproveitar", estivemos em Bois de Bologne, no ainda inédito para nós, Parc de Bagatelle. Fizemos piquenique com sogro e sogra que estavam nos visitando. É lindo! E no outro extremo de Paris, no Bois de Vincennes, conhecemos o Parc Floral de Paris, uma surpresa deliciosa, pois chegamos lá meio sem querer, e ficamos encantados, um clima delicioso, muita gente na grama, caminhos e caminhos por entre as flores, que estão exuberantes. São dois lugares indicadíssimos para um sabadão ou domingão preguiçoso largado ao sol.



Parc de Bagatelle - Bois de Bologne



Parc de Bagatelle - Bois de Bologne





Parc Floral de Paris - Bois de Vincennes





Parc Floral de Paris - Bois de Vincennes




Com os sogros também experimentamos Paris na versão see sight, ou seja, de cima daqueles ônibus turísiticos que exploram a cidade toda. Acho que não é meu jeito preferido de "experimentar" uma cidade, mas veio a calhar, fez o tempo render e poupou as pernas de todo mundo, he he. Optamos pela empresa OpenTour, os pontos de parada dos ônibus são bem sinalizados e indicados no mapa da empresa, só achamos a espera pelo busão meio demorada, afinal ninguém que está passeando em Paris quer perder meia hora no ponto, né? E também aconteceu de pegarmos o ônibus lotadão na parte de cima, então tivemos que andar embaixo, maior calor e a vista fica comprometida... bom, estes são os poréns.

Ainda aproveitando a presença de vovô e vovó aqui em Paris, Ismael e eu tivemos a chance de desbravar Paris by night. Fomos ao cinema, com direito a caminhada pela agitadíssima região da Bastille e parte do Marais depois do filme. Aqui em Paris praticamente só existem salas de cinema "de rua", ou seja, eles não estão só em shoppings centers, como acontece em muitas cidades no Brasil. Acho isso bem legal, pois assim parece que existe espaço pra todos, desde salas pequenas, onde só são exibidos filmes cult, ou só filmes latinoamericanos, ou só filmes franceses, ou mesmo os blockbusters até as grandes salas de redes estrangeiras onde geralmente estão os blockbusters, além dos filmes franceses mais comerciais. Conhecemos também a vida noturna às margens do Canal St. Martin, ou mais precisamente Canal Ourqc, que é a extensão do St. Martin. Estava uma noite super gostosa e havia muitos grupinhos reunidos pelas calçadas ao longo do canal, rodinhas de violão, piqueniques noturnos, garrafas de vinhos e muito papo, num clima contagiante de "vamos aproveitar a noite". Escolhemos um dos Peniches que ficam atracados na margem do canal, o Antipode, onde rolava um som ao vivo super bacana num espaço de apresentações na parte interna, onde tem teatro infantil durante o dia e shows à noite, e depois tomamos um vinho no convés, onde tem mesinhas e um bar. Achamos este um programa super especial, pela noite gostosa, mas também por ser uma coisa tão específica de Paris, o público que estava lá não era de turistas, e o lugar não estava cheio, nos sentimos um pouco mais franceses, he he... Em nossa última noite com "babás" para o Joaquim optamos por ir para o Quartier Latin, o oposto do recanto francês e calmaria do Peniche. Lá estava (e sempre está) lotado de turistas, mas foi super gostoso também, sentir o agito da cidade à noite, ver aqueles barzinhos e restaurantes lotados, escolher uma mesinha convidativa numa calçada e tomar uma cervejinha. Foi muito bom.


E finalmente, o último (mais recente) recanto em que estive não foi lá muito inédito, mas foi uma experiência nova. Fui bater perna em Montmartre com nossa amiga Michelle que estava por aqui, Ismael tinha compromisso então fomos nós, meninas, mais Joaquim, passear por lá. O roteiro básico, descer do metrô na estação Blanche, em frente ao Moulin Rouge, tirar fotos; subir a rua em direção ao café da Amélie Poulain, que na verdade se chama Café les Deux Moulins, mas desta vez com direito à parada para tomar um refresco - foi aí que veio nos atender o garçon paulista; depois seguir subindo pelas ruinhas charmosas até a igreja de Sacre Coeur. A novidade pra mim foi que desta vez o passeio foi muuuuito tranquilo, diferente das últimas quatro vezes em que estivemos lá com visitinhas que estiveram aqui em Paris. Já subimos lá em dia chuvoso com meu irmão meio doente, em dias lindos mas com as ruas superlotadas impossibilitando qualquer passeio agradável, e também com pressa, com hora certa para voltar para casa pegar malas e ir para o aeroporto. Desta vez o dia estava lindo, estávamos sem a mínima pressa e, o mais importante, as ruas estavam super transitáveis! Tinha até uma feirinha ao lado de Sacre Coeur, mas bem tranquila, nada de muvuca. Deu pra curtir muito, fotografar muito, olhar as coisas com calma. Achei que Montmartre já tinha esgotado para nós, mas dessa vez foi tão bom que deu vontade de voltar com Ismael e Joaquim para sentar na praça, que agora virou um lugar ótimo, cheio de mesinhas e cadeiras e muita sombra, para comer ou beber alguma coisa num fim de tarde qualquer. Vai para a lista das coisas a fazer ainda...











Sim, fizemos uma lista, na verdade um mural, na geladeira, com lugares que ainda queremos ver e coisas que queremos fazer antes de ir embora. A dica foi da Mabel, e ajuda muito visualizar tudo o que queremos fazer nos dias que nos restam e ir eliminando (curtindo) cada coisinha. Dá uma sensação maior de tempo bem aproveitado.

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