retrospectiva
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Mudança feita. Casa nova.
Alugar o carro foi a melhor coisa do mundo! Facilitou tudo e ainda nos possibilitou um passeio meio encaixado nos planos, já falo mais... Mas, falando um pouco da mudança, quando se tem um bebê é preciso traçar toda uma estratégia de ação para estes momentos. Nunca esqueço de quando eu tinha 10 anos de idade e meu irmão caçula uns 9 meses e nos mudamos. Na verdade não lembro de muita coisa, o que lembro é da minha mãe estriquinada porque saímos da casa antiga, chegamos na casa nova e não tinha onde deixar o bebê!!! Cadê o bebê confortooooooo?!?!?! (vc lembra disso, mãe?). Em sendo assim, colocamos os miolos para funcionar para ver como faríamos: não dava para deixar o carro sozinho na entrada da garagem (ah, é claro que não tinha vaga na rua...), então um de nós ficaria ajeitando as coisas no "caminhão" (um Kangoo na verdade) enquanto o outro faria as mil viagens de elevador para descer com as coisas. E Joaquim? A solução foi: berço + BabyTV = bebê entretido. Quando saí da loja onde alugamos o carro liguei para o Ismael. Aí ele já foi juntando coisas no corredor e tratando de ver se Joaquim ficaria brincando no berço numa boa. Diz que deu uma reclamadinha de nada, mas logo tava todo envolvido com os brinquedos dentro do berço e se distraindo com a TV de vez em quando. Carregamos o carro, ficando berço e Joaquim por último. Tudo certo e relativamente tranquilo. Foi um bom trabalho de equipe!
Tínhamos um intervalo entre estar com o carro carregado e a hora de entrar no novo apartamento, então resolvemos aproveitar o possante para ir a uma IKEA, loja de coisas (tooooodas as coisas) para a casa, coisas legais, bonitas e mega baratas. As lojas da IKEA são gigantescas e ficam fora da cidade, então consultamos um mapa para achar a mais próxima, o santo GPS nos levou lá. Foi uma ótima maneira de preencher o tempo. Compramos várias coisas que precisávamos (e outras que nem precisávamos, he he...) e ainda tínhamos uma ótima estrutura ao nosso dispor. Nas lojas sempre tem uma praça de alimentação com um restaurante bem bonzinho, cadeirão para os bebês, área de lazer para crianças, microondas para aquecer papinha, fraldário, etc. Na hora combinada seguimos para o novo apê. O propietário nos recebeu, ele e a esposa são bem legais e eles tem um netinho um ou dois meses mais novo que Joaquim, é o Akim!! Logo descarregamos o carro e a vontade de ficar para nos instalarmos devidamente era grande, mas o dia ainda estava longe de terminar. Fomos devolver o carro e encontrar com a antiga proprietária para os acertos finais. O último encontro com ela foi bem agradável, ela parecia realmente sentida de estarmos partindo, eu quase disse pra ela "dá um descontão aí no aluguel dona, que a gente fica!", rssss... Noite alta e finalmente chegamos em nosso novo lar!
Acho que é inevitável a gente comparar um lugar com outro. Fizemos isso na primeira mudança e fazemos isso agora. Principalmente porque gostamos bastante da última morada. Quanto ao apartamento, o anterior tinha a grande vantagem de ser recém montado para alugar, fomos os primeiros locatários, então era tudo novo e, apesar de todo mobiliado e equipado, tinha pouquíssimos objetos ocupando espaços. Aqui é um apartamento não apenas para locação, a proprietária mora aqui durante parte do ano. Então as coisas são mais usadas e tem muuuuuitas coisinhas ocupando os espaços nas estantes, e armários! Tem dois armários trancados com as coisas dela, então a gente foi meio que se espremendo para ajeitar nossas coisas. A primeira coisa que fizemos foi fotografar a "arrumação" dos ambientes e depois tratamos de recolher os zilhões de objetos de decoração e souvernirs de viagens para abrir espaço. Quanto a área do apê, é equivalente ao anterior, Joaquim continua com uma sala espaçosa para brincar, o quarto é pequeno mas coube o berço além da nossa cama e um armário e uma estantezinha que, por ser baixinha, ficou para os brinquedos e calçados do Quim, e a diversão dele é ir lá tirar tudo da estante, é lógico! O banheiro é dividido, agora temos o que estamos chamando de sala de banho, com banheira e pia (ah, continuamos sem chuveiro!) e o toilette, um espacinho minúsculo mas suficiente para o fim que lhe cabe. Uma das coisas que achamos bem legal é que a cozinha e sala são integradas por uma "janela" com balcãozinho, então dá pra ficar sempre de olho no Joaquim. E embora a cozinha não tenha porta, estamos conseguindo mantê-lo do lado de fora com muita paciência e ajuda de uma linha que demarca território, tem funcionado. Algumas das grandes vantagens daqui são o gás central, então não temos esta despesa extra, e a calefação que aqui é muito mais eficiente que no apê anterior.
Quanto à região onde estamos agora, o 12éme arroundissement, é bem diferente do 15éme. Aqui tem avenidas mais largas, tudo parece maior, mais movimentado, menos aconchegante. Não estamos tão bem providos de comércio pertinho como era antes. Mas aos poucos vamos descobrindo os tesouros da vizinhança. No dia seguinte a nossa chegada saímos para explorar o bairro. Ficamos maravilhados com a descoberta do Promenade Plantée, um parque suspenso, com 4,5km de extensão que passa por cima de prédios e ruas, é lindo, e tão perto quanto era o parque André Citröen do antigo endereço. Outro dia caminhamos até o parque Bercy, uma caminhadinha um pouco mais longa, mas bem agradável. Já era noite quando chegamos lá e tinha uma multidão saindo do Palais Ominsport Paris Bercy, mais tarde em casa, vimos na televisão que teve uma competição internacional de judô lá, e a brasileirada se deu bem! Encontramos também a Cinematheque Française, um espaço bem legal com várias atividades interessantes. Enfim, era noite e voltamos para casa, mas tem mais coisa para explorar por lá. Quando penso que aqui é onde vamos morar por mais tempo fico feliz, porque parece que já estamos aqui há uma eternidade e ainda tem um tantão pela frente. Que bom!
E esta semana também fui fazer um teste de nível na escola da prefeitura para retomar o francês. A prova foi tensa, nem tanto por ser difícil, mas porque eu cheguei super em cima da hora, e tinha duas inspetoras que ficaram de blablabla o tempo todo, difícil concentrar desse jeito. E as entrevistas, para a parte oral eram ali, na frente de todo mundo. Cada vez que alguém ia lá na frente eu ficava toda nervosa "tomara que não me perguntem isso!", "eu não vou conseguir dizer nada!"... mas no fim nem foi o bicho, bati um papinho básico lá com as tias. Agora é esperar o resultado, as aulas começamo no fim do mês. Ismael e eu trocamos de escolas e de horário, eu vou estudar de manhã, na marie (prefeitura), e ele está fazendo à tarde, no Campus Langue, inclusive com o mesmo professor! Mas já combinamos que se eu pegar o professor que dava aula para o Ismael eu fujo!!!! Vou para o Campus Langue também, porque o cara era muito devagar, segundo testemunhas.
E para dar uma agitada no pedaço, fim de semana chegam gentes por aqui. Sábado vamos encontrar minha xará, Aline Bretas que está vindo passar uns dias em Paris, vamos acompanhá-la até o hostel, bater um papo, etc. E ela só não vai ficar aqui em casa porque no domingo chega meu irmãozinho queridooooo, ai acho que vou chorar, encontrar alguém da minha família depois desse tempo todo... já tivemos o Matheus conosco e foi uma delícia sentir a presença da família. Estamos cada vez mais saudosos... e pra completar a semana, na segunda chega nossa queridíssima mais que amiga Kaká, com quem vamos dar uns rolé por Paris durante a semana.
É isso, e que venham mais dias felizes!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Novos tempos...
Para a mudança, desta vez vamos trocar o trem por um utilitário alugado por 30 pilas por um dia, afinal ninguém merece sair carregando cadeirão, berço e varal no metrô, né não? Estamos bolando estratégias para o dia D, porque temos a grande dificuldade de não ter onde estacionar aqui para carregar o carro, vamos ter que ficar alugando a entrada do prédio, porque vagas na rua são utopia, mas considerando o movimento da garagem aqui, também acho que não será problema parar na entrada por meia hora. Nestes 4 meses aqui eu nunca vi um carro entrando ou saindo da garagem. Aliás, acho que os parisienses tem carros só pra deixar estacionado alugando vaga na rua, porque são sempre os mesmo carros parados aqui na frente (momento indignação). Inclusive meu cunhado já me sugeriu escrever aqui sobre essa questão da mobilidade em Paris - carro, bicicleta, pézão... - é um assunto legal, vou escrever qualquer hora. Bom, voltando a mudança, a chegada lá acho que vai ser mais tranquila neste sentido pois já combinamos com os novos proprietários que eles abrirão a garagem para descarregarmos.
Mudando de caixa de mudança para pasta escolar, hoje chegaram nossas respostas do Curso da Prefeitura, onde nos inscrevemos para o francês. Desta vez eu também entrei, uhuuu... vou ter que fazer uma prova de nivelamento e ver quando começam as aulas. O Ismael por sua vez, foi aceito mas vai optar pela escola que eu frequentei até o final do ano, a Campus Langue, isso porque ele tá querendo dar uma intensificada nas aulas, para melhorar o aproveitamento na pesquisa. Essa coisa da língua tá me deixando cabreira, a essas alturas eu jurava que já estaria fluente no francês, mas nem... aliás, eu regredi total... meu cunhado, de novo ele, diz que sofre quando falo da dificuldade com a língua aqui, rsss... então aí vai Nataniel, mais uma capítulo da novela... Acontece que desde que viajamos, em meados de dezembro eu nunca mais estudei lhufas! Em Portugal, adivinha? Só falamos português. Na Espanha, Ismael era o porta-voz da família, ou eu arriscava meu inglês. E desde que voltamos eu só converso com Joaquim (e o menino não fala francês fluente ainda!!!) e com Ismael, em português. Além disso meus contatos são online, em português, e o povo da quitanda, mercado, boulangerie: "Boujour!!", "Merci beaucoup", "Combien ça coûte?", "Bonne journée!". Isso eu sei dizer fluentemente. Bom, justiça seja feita, eu compreendo a língua francesa 70% melhor do que quando chegamos aqui, dia desses uma senhora se encantou com o Joaquim no mercado e brincou com ele e depois me falou que ele era lindo e muito bem humorado e que ela não suportava criança que abre o berreiro quando fala com ela e... parou por aí... as duas últimas frases eu não entendi. Ela deve ter percebido, pela minha cara e pelo fato de eu só concordar com a cabeça e dizer no máximo "Oui!", "Merci"... afffe... até vir para cá eu não acreditava que fosse possível morar num país por um tempo e não voltar falando a língua de lá. Hoje em dia eu acredito totalmente!! Ainda mais quando Ismael me conta de colegas dele do curso de francês que moram aqui há três anos e falam menos do que ele. Alors, não tô querendo chorar pitangas, tô só fazendo um balanço e assumindo: PRECISO ESTUDAR!!! E sei também que não é só estudar, tem que conversar, encontrar pessoas pra falar francês...
Esta semana veio um povo aqui em casa, colegas do Ismael. Cada um de um canto do mundo: Itália, Peru, Coréia, Canadá, Suiça, Áustria, Croácia e... Brasil! A língua oficial da noitada, ou soirée, era o francês. Mais entendi do que falei, e ainda assim foi uma noitada boa. Mas me deu o clic de realmente preciso voltar aos estudos. Voi lá! C'est le moment!!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Fim de férias...
pé na estrada...
Passar tantos dias viajando é bem interessante. Primeiro pelas razões óbvias: se aprende muito, são muitas coisas novas, lindas e curiosas para se ver, etc. Mas outra faceta desta experiência são coisas que a gente observa e descobre e que não estão nos guias de viagem
- é interessantíssimo observar as diferentes "tribos" de viajantes. Nos deparamos com muitos traillers pela estrada, casais de meia idade que se aventuram pela estrada em seus traillers maravilhosos ou famílias alternativas de pais meio bicho grilo com três ou quatro "barrigudinhos" a bordo de um motorhome velhinho, pequeninho, mas honesto. Vimos uma família assim num trailler estacionado na Ponta da Piedade, Portugal, era divertido de ver, motoquinha dos pequenos pendurada no trailler, as crianças brincando na volta, pai arrumando alguma coisa na casa-carro da família e a mãe lavando uma loucinha básica na bacia, é muito espírito aventureiro, né não?; e falando em pais viajantes, ficamos admirados com a quantidade de casais com dois, três, quatro filhos pequenos turistando por aqui! É um no canguru, outros dois no carrinho duplo e o maiorzinho caminhando junto, lindo de ver!; tem ainda os mochileiros, com os quais nos deparamos pouco, uma vez que nossos tempos de albergue ficaram para trás desde a chegada de Joaquim e esta tribo também circula mais de busão ou trem do que de carro; e falando em albergue e hospedagem e afins, graças ao Destinia.com (mais informações no final do post) nós não só deixamos nossos tempos de albergue para trás como também tivemos a oportunidade de nos hospedar em um ou outro hotel 4 estrelas e assim nos deparamos com mais uma tribo de viajantes, a dos endinheirados. Do tipo que chega na recepção para fazer o check in e diz que prefere quarto com vista para o rio, mesmo que isso signifique pagar um tantão a mais, e confirma o jantar de reveillon que o hotel oferecerá ainda que isso signifique desembolsar 150 euros por cabeça e que na manhã seguinte desfila pelo saguão do hotel com a esposa embrulhada num casaco de vison; ah, e tem também as pessoas que viajam com seus animais de estimação, achamos engraçado ver cãezinhos fofinhos, outros nem tanto, visitando pontos turísticos aqui, lá e acolá... vimos de tudo um pouco, e cada qual no seu "quadrado".
- Uma coisa sobre a qual tínhamos lido e ouvido falar, mas que nos deixou pasmos, foi a tal hora da siesta na Espanha. É incrível como isso é real e forte e determina o ritmo de toda uma cidade! O primeiro contato que tivemos com esse fenômeno foi em Jerez. O hotel não tinha garagem (o que é bem comum por aqui, lembrando que muitos hotéis ficam nos centros históricos) então deixamos o carro na rua. Chegamos por volta de 14h, e a recepcionista do hotel nos disse que até às 17h o estacionamento na rua era gratuito, por causa da siesta (entre 13h30 e 17h), mas depois, das 17h às 20h precisava pagar o estacionamento no parquímetro. O comércio todo fecha, as igrejas, museus, mercados... a cidade fica às moscas!! É incrível. Eu não cansava de me perguntar o que as pessoas fazem nesse tempo... segundo conclusões e leituras de Ismael, elas almoçam com muita calma, tiram a tal soneca depois do almoço, se escondem do calor absurdo que faz aqui na maior parte do ano e depois retornam à vida, e com o maior gás, porque a cidade ferve à noite!
- Eu fiquei admirada com a maneira como se vestem as crianças por aqui, sabe roupa de domingo? Aquele vestidinho mais fofo, o lacinho mais lindo, o sapatinho boneca mais brilhoso, o casaco mais charmosinho... vi muuuuuuuitas meninas vestidas assim, e muuuuuuuitas lojas vendendo roupas assim. E meninos com bermuda de lã e meia calça... só tinha visto isso em filme!
Crianças embonecadas na Espanha
- Dirigir pelas autoestradas, ou mesmo pelas estradas secundárias por aqui é super tranquilo. Até vimos algumas placas de "estrada em mau estado", mas o mau estado deles é a nossa estrada boa (não ótima) no Brasil. Mas quando chegamos nas cidades, a coisa muda de figura. Ao chegar em Sevilha, o GPS nos fez atravessar o centro antigo para chegar ao Hotel (sendo que existe uma via periférica que circunda toda a cidade). É punk dirigir naquelas ruelas estreitíssimas, onde às vezes os carros vão e vem nos dois sentidos... não sei como chegamos, só sei que fomos nos embrenhando e várias vezes tínhamos a sensação de estar circulando pela calçada, outras vezes precisamos manobrar para fazer a curva em esquinas onde tinha camadas de tinta dos carros raspadas na parede dos prédios históricos, foi uma aventura e tanto! E isso foi uma constante em todas as cidades pelas quais passamos, desde Lisboa em Portugal.
Tem que ter uma certa dose de coragem pra dirigir nessas ruelas...
Bom, isto para listar algumas das coisas curiosas e interessantes com as quais nos deparamos. Pra terminar vou deixar algumas das dicas que nos foram muito úteis:
Em Portugal o aluguel de carro é bem barato, comparando com França. Nós alugamos pela viaturas.eu, preço bom, mesmo com cadeirinha para Joaquim e GPS pagos à parte.
Para fazer reservas nos hotéis durante a viagem, usamos o site destinia.com. É fácil de navegar, bem informativo e, o melhor, tem preços de ocasião, ofertas em hotéis 4 estrelas que ficam bem mais barato pela internet. Na hora da reserva é sempre importante pedir reserva de berço (quando se precisa de um , he he...) pois aconteceu de chegarmos num hotel (o fadado hotel de Granada) e não haver berço disponível.
Quando se viaja de carro assim, é legal planejar trechos não muito longos para cada dia de estrada. Isto porque trechos curtos não significam necessariamente viagem rápida. Principalmente quando quem está no carro se deslumbra facilmente com paisagens e belas vistas no caminho, o que é nosso caso. Mas vamos e venhamos, a gente tá lá tranquilão, dirigindo numa estrada deliciosa e de repente dá de cara com um castelo inscrustrado no topo de um monte e uma cidadezinha branca aos seus pés. É lindo demais! E assim vamos incluindo mais umas cidadelas no nosso roteiro...
Para bater perna nos lugares que se quer visitar, quando se está com um bebê, é legal procurar informações sobre o que se vai encarar, se tem muitas escadas, se o trajeto é difícil, etc. para fazer a melhor opção entre carrinho ou sling, ou canguru. Por que ninguém merece ficar carregando carrinho escadarias acima, e abaixo, o tempo todo. Ah, e mesmo quando a gente pensa em dar só uma saidinha rápida, logo ali, é bom levar todo arsenal para passar horas com o baby na rua, porque a gente se perde facinho no tempo e no espaço!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Desbravando Portugal
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Coisas novas no mundo da neve...
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
As belezas de Paris
Estes dias frios e cinzentos nos dão muita vontade de ficar no aconchego da nossa casa, mas ao mesmo tempo a cidade tem toda uma beleza que precisa ser contemplada. Dia desses voltei para casa um pouco mais tarde e já estava escuro, nevava... me dei conta de que eu ainda não tinha visto como a rua pertinho de casa está lindamente iluminada para o Natal. Foram penduradas luzinhas atravessando a rua e no meio do cordão sempre tem um Torrinha Eiffel de luzes, e lá no fim da rua, ao longe, a gente vê a Torre de verdade toda iluminada. É mágico.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Neve...
Meu primeiro contato com a neve, uma nevinha tímida ainda, foi mágico. Eu estava voltando da aula de francês, e tinha um chuvisquinho chato caindo, eu vinha distraída quando de repente notei que as gotinhas de chuva estava levinhas de tudo, planando no ar... não eram mais gotinhas, eram floquinhos!!!! Comecei a rir e olhar para o céu feito boba, foi tão lindo!!! Eu olhava para os lados para ver se tinha mais gente tão feliz quanto eu, as pessoas agiam normalmente - afinal para eles isso é normal! he he... - mas eu vi uma senhora fazendo festinha por causa da neve do outro lado da rua, deu vontade de ir lá comemorar com ela, mas a vontade de vir correndo para casa contar para Ismael e Joaquim era maior!!! A nevinha durou pouco, nem deu para acumular, mal deu pra ver, mas foi lindo.
Outro dia eu estava na sala de aula, estávamos em pleno exercício em grupo, quando o professor chamou nossa atenção para olharmos pela janela, estava nevando!!!! Neve mesmo, e víamos pessoas nas janelas do prédio em frente à escola, todos olhando deslumbrados, e na sala de aula as reações eram divididas, tinha o grupinho do "ah, la neige... ahã..." (era o pessoal da Rússia, Alemanha, etc.) e o grupinho do "la neige!!!! Mon Dieu, c'est très jolie!!!", claro que eu estava no segundo grupo, quase chorei, e depois de quase chorar, saí correndo da sala com o celular na mão para ligar para o Ismael e falar pra ele olhar pela janela... ele não atendeu o telefone, imaginei que estaria trocando ou fazendo Joaquim dormir. Mandei uma mensagem: "la neige!". Quando nos encontramos mais tarde soube que ele até saiu no terraço para dançar na neve enquanto Joaquim pensava "o que será que o louco do meu pai está fazendo?!?". Ai, ai, é tão bom a gente se emocionar com uma coisa assim, imagino que seja algo como ver o mar pela primeira vez quando a gente não conhece o mar desde criança... meu avô viu o mar pela primeira vez só depois dos 60 anos, acho que ele deve ter sentido vontade de chorar ou de dançar também...
Hoje à noite, quando Ismael chegou da aula, foi tirando a bota e casaco e me passando para eu vestir, sem entender muita coisa fui sendo (gentilmente) empurrada para o terraço e recebi "ordens" de ir lá fora e ver se eu encontrava um recado... olhei para baixo, na rua e vi a imagem da foto acima. Por essas e outras é que a neve emociona...
