
Tenho me frustrado um pouco com o tanto que sei da língua francesa. Confesso que tinha a ilusão de que daria conta de me "virar" com o pouco que sei. Mas é incrível, quanto mais o tempo passa mais me dou conta de que não sei "lhufas"!!! É engraçado, porque tenho entendido cada vez mais, das conversas na rua, das pessoas ao telefone no metrô, da televisão, mas proporcionalmente me sinto menos capaz de me expressar, de falar. Ismael só me olha com um olhar solidário de quem diz "sei bem o que vc tá passando...". Ele está à minha frente neste processo, porque começou com o curso de francês há mais tempo. E é bem mais ousado, ou corajoso, na hora de hora de falar. Dia desses fiquei aqui, só admirando Ismael e madame Tête (a proprietária do apê) no maior papo! Mas, como ele mesmo diz, ainda sente dificuldade também... e é tão louco a gente se sentir analfabeto!!!
Hoje na aula, me senti uma estudante primária, morrendo de medo que o professor me dirigisse alguma pergunta, e aconteceu! E era justamente uma questão do livro que eu ainda não tinha lido, e não sei se por pânico, ou ignorância mesmo, mas eu simplesmente não entendi o que ele estava me perguntando... ai, ai... é horrível quando a gente se sente burra... mais, ce ça... c'est la vie de une brésilienne en France...
Par contre, ou por outro lado, temos tido gratas e inusitadas supresas com nossa língua-mãe. Ontem foi dia de resolver algumas coisas práticas na rua, já que quarta-feira é um dia mais ou menos livre que temos em nossas agendas aqui. Fomos atrás do PMI (Centre de Protection Maternelle et Infantile) mais próxima para agendar um rendez-vous, ou horário de atendimento para Joaquim, para pesar, medir, examinar e encaminhar vacinas. Enquanto eu ainda catava algumas coisas para sair, Ismael desceu com Joaquim para me esperar lá embaixo. Quando finalmente desci, me deu um estranhamento porque vi, mas ainda não ouvia, Ismael conversando animadamente com uma senhora. O estranhamento foi porque quando conversamos em francês, a tendência é de ser uma conversa mais lenta, moderada... mas Ismael falava e falava... até que cheguei no hall e ouvi que ele falava português! Tinha acabado de conhecer a senhora que cuida da limpeza aqui do prédio, que é de Portugal!! Ela se encantou com Joaquim e a conversa seguia animada.
Hoje na aula, me senti uma estudante primária, morrendo de medo que o professor me dirigisse alguma pergunta, e aconteceu! E era justamente uma questão do livro que eu ainda não tinha lido, e não sei se por pânico, ou ignorância mesmo, mas eu simplesmente não entendi o que ele estava me perguntando... ai, ai... é horrível quando a gente se sente burra... mais, ce ça... c'est la vie de une brésilienne en France...
Par contre, ou por outro lado, temos tido gratas e inusitadas supresas com nossa língua-mãe. Ontem foi dia de resolver algumas coisas práticas na rua, já que quarta-feira é um dia mais ou menos livre que temos em nossas agendas aqui. Fomos atrás do PMI (Centre de Protection Maternelle et Infantile) mais próxima para agendar um rendez-vous, ou horário de atendimento para Joaquim, para pesar, medir, examinar e encaminhar vacinas. Enquanto eu ainda catava algumas coisas para sair, Ismael desceu com Joaquim para me esperar lá embaixo. Quando finalmente desci, me deu um estranhamento porque vi, mas ainda não ouvia, Ismael conversando animadamente com uma senhora. O estranhamento foi porque quando conversamos em francês, a tendência é de ser uma conversa mais lenta, moderada... mas Ismael falava e falava... até que cheguei no hall e ouvi que ele falava português! Tinha acabado de conhecer a senhora que cuida da limpeza aqui do prédio, que é de Portugal!! Ela se encantou com Joaquim e a conversa seguia animada.
Na caminhada em busca do endereço do PMI, comentei com Ismael que não sabia exatamente o que dizer quando chegasse lá - "Oi, eu sou brasileira, estou morando em Paris e preciso de orientações sobre vacinação e atendimento para meu filho...". Ok, em português eu sabia.. mas e em francês? Fomos ensaiando no caminho... Claro que chegando lá, ao estar frente a frente com uma pessoa que parece não ter um minuto a perder na vida, a coisa é bem diferente. Bloqueei. Ismael assumiu o comando e foi tentando falar... a interrogação expressa na testa da mocinha não nos parecia um bom sinal... Até que ela perguntou que outras línguas falávamos. Ismael foi dizendo "um pouco de inglês, um pouco de espanhol, e... português...". O português a gente quase nem menciona, porque quem é que aqui na França fala português, além da zeladora do nosso prédio?!?! E não é que a mocinha abriu um sorriso e disse "português!!!". Ora pois, ela era portuguesa com certeza!!! Ufa... A conversa fluiu, conseguimos marcar o rendez-vous e voltamos felizes para casa. Chegando quase aqui em casa, em frente a uma loja de vinhos, ainda presenciamos uma rodinha de conversa entre dois senhores e uma senhora que conversavam em português!!! "Não dê ouvidos a quem não lhe quer bem...", foi o que ouvi. Em poucas horas, era a terceira vez em que ouvíamos nossa língua materna, música para nossos ouvidos... foi como um sinal, ainda resta uma esperança de que nos comuniquemos bem aqui na França!! he he...
E hoje, estava eu voltando da aula, lendo meu livro no metrô (em francês!!! a gente tenta...) quando entrou uma família, pai, mãe e dois filhos que se "espalharam" ao meu redor, conversando em português. A gente se depara com muitos turistas brasileiros por aqui, e quase nunca dá vontade de interagir, pois são encontros furtivos, passadas rápidas... mas hoje não me contive, pois o trajeto do metrô ainda seria longo. Perguntei: "brasileiros passeando em Paris?", eles sorriram e responderam que sim. Começamos a bater papo. E como se ter o mesmo país de origem não bastasse, logo descobrimos que vínhamos todos do mesmo estado, mesma cidade, e mesmo bairro no Brasil!!!! Êeee mundão!!!
Bonjourrrr ALine!!!
ResponderExcluirOlha so... Se te serve de consolo, essa fase de adaptaçao do idioma vai passar. E é verdade esse negocio de dar um clic e começar a falar, a se expressar. Para mim, em primeiro lugar, entendo tudo que leio, depois eu entendo muito do que ouço e, por fim, o meu falar, ainda esta em desenvolvimento. Mas com certeza esta bem melhor que qdo cheguei! E com vc vai ser a mesma coisa, pode areditar! Até hj tem algumas coisas que eu nao consigo resolver por telefone, por exemplo, pois é bem dificil me expressar qdo nao vejo a cara do interlocutor! Eh um saco!! Fora as bolas-fora! Um dia desses cheguei na pizzaria e falei um feliz "bonne nuit" (ahahahahah) ao invés de bon soir!!! Ou seja, desejei pro cara uma boa noitede sono, no minimo!! Gafes, acontecem até hj por aqui! Bon courage : )
Nossa, que coincidência enorme! E é isso que eu acho mais legal na Europa, sempre tem a possibilidade de encontrar pessoas que falem outros tantos idiomas :) Estou curiosíssima para saber da consulta do Joaquim :)
ResponderExcluirbeijos
é impressionante, aqui em Roma... ou mesmo em Paris, parece que tem brasileiro para todo lado...rssss
ResponderExcluira comunidade brasileira nao é tao grande aqui na Italia, mas em todo lugar que vou encontrou alguem...rsss
Saluti di Roma...e seguindo o blog
gi!