Quando, há um mês atrás, resolvemos comprar as passagens para A viagem de novembro, abrimos o site da e-dreams, de passagens low cost, e um mapa da europa, que compramos na banca de revistas. Sem muitos critérios específicos fomos elegendo cidades no mapa e procurando preços na internet. Budapeste tinha um bom preço para o aéreo + hotel. E foi assim que a cidade voltou aos nossos planos de viagem. Faltando uma semana para embarcarmos, resolvemos pesquisar, afinal chegar numa cidade sem saber nada sobre ela é desperdiçar tempo e oportunidades! O Santo Google nos deu vários informações; a Lu, do blog Aventuras de uma família na Europa, também nos deu dicas bem legais e nos indicou o blog da Liana (Ela é americana... da América do Sul!) com ricas informações históricas sobre a cidade. Sabendo um pouco mais sobre nosso destino, começamos nossa aventura na sexta-feira pela manhã, nosso vôo era às 13h e precisávamos descobrir como chegar no aeroporto de Orly, em Paris, de trem.
Não foi difícil, descobrimos o itinerário na internet, site da RATP, e assim deu para calcular o tempo, quase 1 hora para chegar lá. No aeroporto andamos um bocado até encontrar os guichês da Easy Jet, eles ficam numa parte meio isolada do aeroporto, mas quem tem boca vai a Roma, no caso à Easy Jet! Embarque tranquilo, vôo tranquilo. Ah, a Easy Jet não oferece lanchinho no vôo, como estamos acostumados no Brasil, aqui eles vendem lanches, bebidas, roupas, acessórios... tudo e mais um pouco. Tem um catálogo à disposição dos passageiros e a gente pede o que quer.
Nosso hotel ficava pertinho da Ponte das Correntes (ou Széchenyi lánchid), que foi a primeira a ser construída ligando Buda e Óbuda à Peste. Estávamos super bem localizados, e o hotel era bem gostosinho. Achamos o atendimento eficiente, apesar de frio, os recepcionistas não eram de muito papo não, he he... Quando chegamos, tentamos a comunicação primeiro em francês, não rolou, depois em espanhol, não rolou, até que meu parco inglês resolveu ressucitar e eu virei a porta-voz da família. Ismael só agradecia em alemão! Eles providenciaram berço para Joaquim e sempre foram muito solícitos em nos deixar usar o microondas na cozinha para aquecer as sopinhas. Ah, e tinha frigobar no quarto, enchemos de sopinha caseira! O nome do hotel: Carlton.
Sobre a língua local, foi muito estranho não reconhecer nenhuma palavra! Até para olhar o mapa tínhamos dificuldades. Mas conseguimos nos virar bem, com meu inglês fraquinho. Ismael que ficava na maior agonia, porque ele adora interagir com o povo mas não conseguia, he he...
Estávamos hospedados a 1 minuto a pé da Ponte das Correntes, que atravessamos zilhões de vezes durante todo o final de semana. Fizemos praticamente todos os passeios a pezão, mesmo quando olhávamos no mapa e achávamos que era um pouco longe, logo pensávamos que caminhando a gente poderia ver mais coisas pelo caminho e fotografar e coisa e tal, e assim foi. Primeira pernada foi logo na tarde/noite em que chegamos. Atravessamos a ponte e, seguindo a dica do recepcionista do hotel, fomos ver a tal Feira de Natal que estava começando naquele dia, no centro de Peste. Só para atravessar a ponte levamos quase meia hora, de tanto que parávamos para admirar a vista da cidade, os prédios históricos iluminados e fotograr muito. Quanto mais andávamos mais empolgados ficávamos com a beleza de Budapeste.
A Feira estava lindona, foi bem legal começar o final de semana assim, pois ela reunia várias coisas típicas e muitas coisas lindas. Jantamos por lá mesmo, depois de muita dificuldade para conseguirmos nos familiarizar com a moeda local, o forint (1 euro = 250 forint = 2,40 reais), aliás passamos o findi todinho fazendo nó na cabeça para calcular o preço das coisas. E concluímos que Budapeste é uma cidade cara, embora tivéssemos lido o contrário. Na verdade concluímos isso porque passamos a calcular as coisas em reais, quando pensávamos em euro víamos que os preços estavam compatíveis com Paris, ou seja, caro!
No sábado, fomos presenteados com um sol lindo, coisa que há muitos dias não víamos em Paris. E percebemos que o dia clareia mais cedo em Budapeste. Vimos o sol nascendo às 7h. Começamos o dia visitando a Bazilika Szt. István, ou igreja de São Estevão. Uma das mais bonitas que já conhecemos!! Seu interior é de tirar o fôlego. Depois decidimos comprar tickets para o Sightseeing, ônibus turístico que passa pelos principais pontos da cidade e que permite saltar e pegar outro no decorrer de 24 horas. Os tickets incluiam também um passeio de barco pelo Danúbio. Acho que o ônibus é um jeito legal de entender como a cidade se distribui, as distâncias entre os pontos, etc. Nós fizemos o passeio completo e elegemos lugares para voltar depois. O único incoveniente é que o ônibus faz muitas paradas, tornando o passeio bem demorado. Depois do bus e do barco, foi a vez de bater perna novamente. Ficamos cerca de duas horas explorando a cidade no lado de Peste. Vimos o Mercado Central, um prédio magnífico, mas que infelizmente estava fechado; fomos caminhando pela Váci, que é um calçadão bem animado, com muito comércio, algumas praças e monumentos; passamos novamente pela feira de Natal e continuamos caminhando até o prédio do Parlamento, que é um espetáculo à parte. Não cansamos de fotografá-lo durante todo o dia, de vários pontos da cidade, ele é como um imã que atrai olhares e lentes por ser tão lindo. Há uma visita guiada para conhecê-lo por dentro, mas nós não a fizemos.
Interior da Igreja de Szt. István, ou São Estevão
Cidade vista da Citadella. Buda à esquerda e Peste à direita
Domingo, ao contrário do dia anterior, amanheceu e permaneceu cinza, fazendo jus ao clima outonal, mas pelo menos não choveu, deu para passar o dia inteiro batendo perna novamente. Começamos pelo lado de Buda. Saindo do hotel subimos a íngreme colina, empurrando o carrinho do Joaquim escada acima, até chegar no Mátyás Templon, ou igreja de Mathias. Um conjunto arquitetônico deslumbrante, com muitas torres, mosaicos, elementos decorativos, estátuas, etc. Além da construção em si, com ares medievais, que impressiona muito, lá de cima tem-se uma vista maravilhosa do Rio Danúbio e Peste. Ficamos um tempão admirando e fotografando tudo. Próximo dali está o Castelo de Buda, a construção imponente que mais se vê quando estamos às margens do Danúbio do lado de Peste. O Castelo abriga um museu com obras de artistas húngaros, moedas e relíquias, nós só conhecemos a parte externa. Dentre as coisas que nos chamaram bastante a atenção destaca-se uma fonte com a estátua de três crianças brincando com um peixe, linda!; e uma senhorinha tocando realejo perto do Castelo, ela era muito fofa, e aquele musiquinha enchendo o ar imprimia algo de surreal ao momento.
Caminhamos um pouco mais pelo parque enquanto tomávamos um vinho quente e sentamos à beira do lago para dar o lanchinho do Joaquim. Ele curtiu olhar os patinhos enquanto degustava sua papinha de fruta e víamos as luzes da cidade acendendo.
De lá pegamos um metrô, (o primeiro metrô da Europa Continental foi construído em Budapeste), e foi bem pitoresco, pois as estações são super antigas, algumas delas pareciam locação de filme de época. Descemos perto do calçadão da Váci e fomos fechar o dia na Feira de Natal, compramos uns enfeitinhos lindos entre outras coisinhas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Diz aí!! Gostamos de visitas e mais ainda de visitas comentadas!! Merci beaucoup!!!