retrospectiva

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Antuérpia e Bruxelas

Final de semana que passou colocamos o pé na estrada novamente. Fomos visitar Carla, Rui e Pierre, a família que nos alugou o primeiro apartamento aqui em Paris, eles moram cá e lá e nos convidaram para conhecer um pouco da Bélgica. Na quinta-feira foi o feriado do Armistício e Ismael e eu enforcamos a sexta, assim tivemos um final de semana prolongado para passear.

Resolvemos alugar um carro novamente. Carla e Rui, com Pierre, foram na quarta à noite e nós pegamos o carro na quinta e seguimos viagem. Como pegamos o carro às 10h, tínhamos a previsão de chegar lá por volta de 14h30... ahããã... teria sido assim se não fossem os percalços que sempre deixam uma história mais divertida para contar. Primeiro, como da outra vez, eu fui pegar o carro enquanto Ismael ajeitava Joaquim e juntava as coisas para viajarmos. Achei que estava abafando pois já tinha ido uma vez pegar o carro na Gare de Montparnasse... mas aquilo lá é um labirinto!!! Demorei mais desta vez do que da outra para achar a loja da AVIS. Mas achei, então vim tranquilinha para casa, carregamos tudo, resolvemos dar almoço para Joaquim antes de sair, e às 11h30 estávamos prontos, todos dentro do carro, tentando programar o GPS para nos levar à Bélgica. Mas não é que o bichinho só tinha o mapa da França?!?!? Claro que levamos um bom tempo para descobrir isto, pois estávamos achando que não sabíamos como programar o negócio. Constatado o problema resolvemos voltar à loja da AVIS para resolver. O GPS nos levou de volta até a Gare de Montparnasse, mas e quem disse que eu achava a entrada de carro para chegar até a loja! Afinal, até então eu só tinha saído de lá com o carro, nunca tinha entrado!! (da outra vez devolvemos o carro em outra loja mais perto de casa). Demos algumas voltas, até que resolvi estacionar na rua e, enquanto Ismael e Joaquim esperavam no carro fui a pezito até a loja. Chegando lá, sabe qual foi a solução que a mocinha me sugeriu? Colocar a cidade da França mais perto da fronteira com a Bélgica e ir até lá com a ajuda do GPS... e depois?!?!?!?! Ela só fez um levantar de ombros como quem diz "é o jeito...". E a mané achou que a gente ia ficar pagando aluguel do GPS dois dias sem usar porque a gente gosta de gastar dinheiro?!?!?! que idéia!!! Até que surgiu alguém mais esperto e pensou na possibilidade de olhar outro aparelho de GPS para ver se tinha mais opções de mapas. Bingo! Problema resolvido, uma hora perdida.

Finalmente começamos a viagem. Mas para sair de Paris, o GPS nos fez cruzar a cidade pelo centro, ao invés de nos levar por uma periferique, resultado: mais uma hora perdida... e para finalmente achar a saída de Paris foi outra sessão, pois havia obras na estrada e achamos que o GPS ficou meio perdidão, assim como nós, obviamente. Um pouco antes da hora prevista para chegarmos na casa de Carla e Rui estávamos finalmente pegando a autoroute... ai, ai... mas a partir daí a viagem seguiu tranquila... até chegarmos em Lille, na fronteira da França com a Bélgica.

Neste ponto da viagem houve o momento caos. Ismael se deu conta de que havia esquecido o passaporte (na outra viagem foi a carteira de habilitação), eu me perdi e entrei na cidade de Lille ao invés de apenas passar por ela, e Joaquim começou uma crise de choro de "ai que tédio!". Todos contribuimos para o momento mais tenso da viagem. Depois de algumas voltas consegui pegar o rumo certo novamente e nos aproximávamos da fronteira, ninguém falava nada, mas o balãozinho de pensamento era unânime "será que vão pedir passaporte na fronteira?"... e Joaquim chorava... mas ufa! Ninguém na fronteira, luzes apagadas, um ou dois carros da polícia federal estacionados, passagem livre. E viva a União Européia!!

Finalmente chegamos na casa de nossos amigos. Que delícia pisar em "terra firme" e entrar numa casa sequinha, quentinha e aconchegante! Choveu o tempo todo durante a viagem. Assim como choveu praticamente o final de semana inteiro. Mas isso não nos impediu de fazer bons passeios, ver muitas coisa lindas e experimentar um bom tanto da gastronomia belga. Carla e Rui foram ótimos anfitriões e nos mostraram pontos super bonitos, curiosos e típicos da Antuérpia e Bruxelas, que fica a 50 km dali. Rui podia ser guia turístico, pois sabe contar ótimas histórias e explicar a origem de muita coisa!! E para Joaquim foi tudo super legal, pois tinha um amiguinho da mesmo idade para brincar, Pierre e ele foram bons companheiros de brincadeira e bagunça.

A viagem de volta, no domingo foi mais tranquila, embora Joaquim também tenha tido seu momento chororô. Ismael dirigiu grande parte do tempo e pode experimentar as autoestradas européias. Chegando aqui, Joaquim ficou desmaiado na cadeirinha enquanto descarregamos o carro todo (e veio muuuuuita coisa, pois fizemos compras na Bélgica, lá as coisas são mais baratas), ele subiu dormindo e foi direto para o berço, enquanto papai se "divertia" procurando lugar para estacionar o carro. Foram voltas e mais voltas para, meia hora depois, deixar o carro a umas três quadras aqui de casa. Esta é Paris!


Experimentando deliciosos gofres com chocolate da Leonidas, em Bruxelas


Com Carla e Rui em frente ao Manneken Pis, estátua famosa do menino mijão, em Bruxelas


Atomium, Bruxelas


Estátua do pintor Rubens, com catedral da Antuérpia ao fundo


Antuérpia

Antuérpia
Estação Central em Antuérpia
O possante que nos levou à Bélgica
Dicas e Curiosidades:
  • Sempre conferir as opções de mapas que o GPS do carro alugado oferece.
  • GPS é muito bom, mas não é perfeito. Às vezes ele se engana, ou não se dá conta de barreiras na estrada, rssss...
  • Não sei se é possível escolher o modelo do carro, sei que na hora de alugar escolhemos a categoria. Nas duas vezes pegamos o Petite, citadine 4 places (pequeno, cidade, 4 lugares), por ser o mais barato. Mas para ir a Mont Saint-Michel, fomos num Panda, da Fiat, pequeno mas espaçoso e com um porta-malas razoável (considerando a categoria), já desta vez pegamos um Peugeot 107. Parece um carro de brinquedo!!! É super fofo, e bem gostoso de dirigir, mas o espaço é zero! No porta-malas cabe uma mala média e uma bolsa, o resto já vai meio empilhado... Fizemos milagra para levar o carrinho e colchão do Joaquim, além de malas, bolsas, etc. E na volta trouxemos 4 caixas de fraldas, além de umas compritchas básicas.
  • Os limites de velocidade variam de um país para outro. E nisso o GPS é ótimo pois sempre avisa qual é o limite.
  • Foi muito estranho entrar na Bélgica e, de repente, não entender mais nada do víamos nas placas. Assim como foi reconfortante cruzar a fronteira na volta e nos depararmos com as placas em francês... nos sentimos em casa!

Um comentário:

  1. ola! que barato tb esse blog! e as viagens! passarei aqui mais vezes!

    aproveitem budapeste! eu adorei aquele lugar!

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